sábado, novembro 29, 2003

AZUL

Me rendo a sua glória
fico com minha ilusão
sei o que contém em seus livros
antes mesmo de lê-los
missão de lhe entregar as flores,
lhe dar os parabéns
aqueles beijinhos no rosto
vi nos rosto de milhões
a ilusão de prosseguir
vi o azul misturado naquela massa
a amizade que se envolve na mentira
seu querer não é o bem
a bíblia
é feita em cada nova década
ruas do poema
me perco nelas
tento pedir informações
vou mudando de assunto
me perco nelas
o espontâneo
manipulado por vontade alheia
você não tem personalidade
me perco nelas
uvas podres para fazer seu vinho
o bêbado sem a glória
se ajoelha e lhe dá os parabéns
a lista dos derrotados
o azul da manipulação
a névoa da inveja
dinheiro para construir
dinheiro para destruir
uma só independência
me perco nelas
escrevendo besteiras para se exibir
sem significado para muitos
muito menos para mim

sexta-feira, novembro 28, 2003

O meu maior medo aconteceu...
OCEANO

Quero não pensar em você
Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!

Poderia ser tudo diferente
você não quis assim,
não confiou em mim

Nunca vou perdoar
e entender o que você fez
Poderia ser tudo diferente

Meu amor se transformou em ódio
Perco a cabeça quando lembro as
lágrimas que chorei
Quando lembro das suas atitudes
Quando lembro do meu dinheiro gasto
Quando lembro que você nunca usou
Quando lembro que você perdeu
Quando lembro que você mal notou

Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!

O que me dá mais raiva é a
possibilidade de você ser que nem as outras,
a possibilidade de você ter me enganado

Se isto acontecer eu vou derramar
as últimas lágrimas por você
Vou rasgar minhas lembranças
Queimar sua foto
e te agradecer por terminar de destruir
está merda de sentimento que
tenho por você

Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!

quinta-feira, novembro 27, 2003

O LIXEIRO DE SENTIMENTOS

Chego de noite
levo suas emoções embora
em um cérebro preto

Suas lágrimas
seus sorrisos
suas derrotas
suas vitórias

Chego de noite
e você nem vê
talvez me escute
seu coração vai comigo
em mil pedaços
dentro do cérebro preto

Enquanto você vive seu dia
eu durmo
descanso, para de noite
ir até a sua casa
levar seu possível esquecimento
infelizmente, sentimentos se reciclam
outro dia para aprender viver

A história se repete
o nome muda
mas seu cérebro preto vai comigo
um dia mais pesado
um dia mais seco
um dia mais leve
um dia mais molhado

O lixeiro de sentimentos
carrega sua dor ou sua alegria,
esquecida entre tantos sorrisos,
a memória é fraca
jogo-as no mar do passado

Suas lágrimas
seus sorrisos
suas derrotas
suas vitórias

Chego de noite,
as vezes ao som de Beethoven
depressão?
levo seu cérebro preto
as sinfonias não resgatam
sua vontade de dormir
em baixo da névoa do paraíso

O vinho embala a sua noite
enquanto você sofre
marcas da ironia do destino
cruzo com você
nossos olhos se amarram
os corações pulsam no mesmo ritmo

o lixeiro de sentimentos não
passa mais naquela casa

Seus sorrisos
Suas vitórias
não incluídas mais em um saco preto!

quarta-feira, novembro 26, 2003

23/11/2003

- Você não vai deixar de ir?
- Não, vou ir sim!
- Você vai sim, deixar de ir?
- Não, eu vou sim!
- Responde! Sim ou não?
- Sim!
- Sim o que?

Ida de metrô
as vezes, querer ser educado atrasa!
Ratinho, Leonardo, socar ursinho de pelúcia
Mexe no cabelo ali, mexe no cabelo aqui

Baldeação
AAAHHHHHHHH!!!
Encontro inesperado!
Música, arte, fotos
Chegamos...

Pegar os ingressos
é de graça
- Obrigado!
- O que?
- Obrigado...
não vou ser mais educado hoje!

Um role antes
gente exercendo a função de:
falar, beijar, descansar, andar, olhar
Cantar: É pau pra toda obra,
pau pra toda alma?
mas esse é pago!

Analisando a paisagem
pisando na grama
Querendo um acidente,
prestando atenção no som
e você?
Feio? feio
é o tiozinho do ônibus comendo pipoca

Mar de concreto
bala de cereja e laranja
ver a igreja, rezar amanha
o padre está de folga
volta no quarteirão
o tiozinho doido, meu amigo
Avenida Paulista
Pegar carona
Falar com gente de Israel
Saber usar o will
Vodca, conversa interrompida
subir na arvore, sentar no banco
comer amora, mais um encontro, fila...

O silêncio te incomoda?
Gente com/sem estilo
Olhares muito indesejáveis
Pode zuar, fique a vontade...
perseguição
Vaidade para o ego
Saí fora que meu nome não é ego não!!!!
- Por favor esse negócio de não e sim de novo não!
- Não???

Vai começar...
fileira quase exclusiva
( perseguição )
risos e risos...
Chulé...brincadeirinha!!

Começou...

Laço da morte
Cueca Zorba sem vergonha
Movimentando o corpo
encenando, insinuando
olhares curiosos
perseguição no palco
ossos flexíveis
cair do banco
o relógio atrapalha
Brincar com a morte
Marcha fúnebre lírica
puxar o papel
Desistir
"Mundo real igual a TV"
Luzes fogem andando

Inspiração, usada para o outro dia
não é a mesma coisa
desculpe-me

Mais um, no palco o amado
os olhos brilham
pegar o tênis que caiu
Começou...
na parede, faz pensar
jogo de sombra
foice aos ouvidos
complexo, bem mais complexo
entenda o que quiser
mas alguém consegue ver a essência
sentimentos transmitidos pelo corpo,
pelas mãos, pelos pés
olhar sem voz dizendo o texto
roupas na parede, faz pensar
ir embora

Não, não... ainda tem mais um!
Perseguição!

Começou...
dançando um pesadelo no chão, ao meu ver
e vocês? o que acharam?
Elas acordam
Olhos abertos, ver o pesadelo
flash de luz ao fundo, depois cores
Espaço Vazado
Espaço, lugar determinado por linhas imaginárias
cheio de vazio, bosta!
Se tocam inspirando o desespero do saber
ao meus olhos o encontro
Clap, clap, clap
acabou

Mais perseguição!
não dar risada

No metrô seu cenário
No metrô os ouvidos atentos
pegar o banquinho e fazer música
sem receber suas moedas de ouro

Nunca vi
transmitirem tanta alegria
em tão pouco tempo!

Na lotação
rádio ligado
Gamma Ray e Masterplan dia 29/11
No Via Funchal
Descer da lotação
tchau...

terça-feira, novembro 25, 2003

MAESTROS DE RODAS GIGANTES

O rei
A rainha
A majestade
O príncipe
Tantas denominações
nenhuma coroa

Qual seguir?
Jamais duvide de seu coração
Vendaval de tiros contra você
Seu sangue congela ao cair
Maestros de rodas gigantes

Lupas para enxergar a mentira
Sim, são eles
Maestros de rodas gigantes
Passe por cima

Outra coisa a ser pensada
Venham para a novidade
Pule da ponte do amor
caia em tentação

Surge um novo ídolo
uma nova denominação
um bom exemplo para seus filhos
um chacal para você

Com barulho reúne os irmãos
a noite mal começa
já estão todos bêbados
O juízo não paga para diversão

Rodam o mundo
pais em desespero
Espalhando o barulho
criando a zona

Medo do escuro
eles não tem
a mãe que não dorme
deixa as luzes acessas

Barulhos em coros
ao meus ouvidos
parece uma orquestra!

segunda-feira, novembro 24, 2003

UM ERRO

Descanse em paz,
na vala da sabedoria,
sua ignorância

Com os braços abertos
aceite sua condição
Coma poeira

As mãos que te levam ao inferno
Guiam entre as larvas

Sobre meus olhos
uma nova história,
minha indagação

Uma amante
obedece minhas ordem
Paga pelo inimigo

Sua espada fincada na terra
objetivos escondidos atras dos olhos
vingança após a cama

Pulando pelas janelas
fugindo de você
a descoberta foi terrível

Jura-te a minha morte?
Eu lhe dou minha sombra
Siga meus passos
As mãos que te levam ao inferno

Eu sou o perigo
Eu sou o estranho
Eu sou a escuridão
Eu sou o ódio
Eu sou a dor

Ninguém é dono das palavras
Mil inspirações

Misturo as origens dos pecados
Engulo sua fonte de riqueza

Um erro!

domingo, novembro 23, 2003

LÍDER DOS RATOS

Líder dos ratos
sua agonia no céu
rastros
embaixo da terra
nós fazemos nossa festa

Nosso mundo subterrâneo
Quem está melhor?
Eu ou você?

Sou líder dos ratos
Você subalterno dos humanos
O cheiro acostuma
A maldade não

sábado, novembro 22, 2003

VOAR NO CHÃO

Responda-me
Por que me segue?
Sinto seu cheiro
As moscas que te cercam
Escuto seus passos

Andar pelo teto
Voar no chão

Nem tudo está ao seu alcance
Não escrevo em busca da razão
Aguardo o metro na plataforma
mas poderia ser na estação
só para rimar com razão
mas não..
chega de rimar com ão

Egito dos Faróis
Carro parado
Hands no capo
não (ops) quero mais ão neste poema
Meu amigo
mataram o gringo
outra rima idiota
essa foi sem querer
juro!

Sol para o mundo
câncer de pele
Ninguém mandou ser humano
Cadê minha sombrinha?
está com sua sobrinha
agora tente repetir 10 vezes

Riffs de guitarra me insp...
acabou a música

sexta-feira, novembro 21, 2003

O NOME NÃO É IMPORTANTE

Mordo meus lábios
até sangue sair
Olhos blindados
não me atinge
mas posso sentir

Sem tempo por dinheiro
Com tempo pela frustração
Mas as vezes
o tempo pode ser um veneno

Cada segundo
que já passou
Olho em volta
nada mudou

Sem tempo para sorrir
Com tempo para mentir

Caia no chão
ninguém vai te levar

O inferno feito do passado
Além da sua habilidade
Mentir para mim
Mentir para você mesmo
Sorrir para mim
Sorrir

quinta-feira, novembro 20, 2003

SENHORA TENTAÇÃO

Senhora tentação
Bala que saí da veia
e encontra com a morte
a cabeça que bate no chão

Por um triz
a Senhora Tentação não
me tenta outra vez

A facilidade
da Senhora Tentação
sem perdão
meu dinheiro sujo
em comida transforma-se

O arrependimento
dias perdidos
sem possibilidades
Senhora Tentação

Caio de joelhos sobre ti
querendo lhe sucumbir
na cruz do pecado
sendo amarrado

Senhora Tentação
tento lhe dizer não
mas a vossa senhoria me pega
e leva para o caixão
SEM PERCEBER

Faça sua escolha
Número 1, 2, 3, 4 ou 5?
Não, Mc Donald's não

Faça sua escolha ou
make your choice
Sabe... para ficar mais chique

É, mas enfie seu inglês no...
Ah, aonde você quiser
complete a frase
oh... que meigo

Não quero sua meiguice
só quero te ver
conversar besteiras
para pensar:
Por esses momentos que a vida vale a pena

Eu amo tudo isso!
Ah não, Mc Donald's de novo não!

Maldita propaganda
RAZÃO PARA QUE?

Por ruas ando
procurando dinheiro pelo chão
se sujeira fosse uma nota de um real
recicle porra!

Você já viu alguém pegando uma latinha
que um porco
preocupado só com seu próprio cu
jogou no chão?
É, eu também...

Algo em comum, oh
Quer casar comigo?
Não?
É, eu também nem queria

Meu Deus duas coincidências
pensativo...
ela é a mulher da minha vida

Razão para que?
A vida é tão curta
eu só tenho uma e
sem direito a replay
Vou casar com ela...

Eu sei que não tenho dinheiro
Sei também que só a conheço a dois minutos
Mas e daí?
Para que complicar?
É ela e ponto final

quarta-feira, novembro 19, 2003

FACADA DO FIM

O que aconteceu?
O vazio do pensamento
O pai ao telefone
nome importante
de tudo para a filha
a vida acaba na mentira
o amor responsável
o curto prazer

O ato para o resto da vida
a facada do fim

A loucura pela morte
será um assassino,
um ladrão?
ou um filho dos dias de hoje
um filho dessa maldita sociedade
um filho jogado a sarjeta
?

Você brilhava como uma jóia
agora seu sorriso é eternizado em uma foto
Não consigo chegar
a certeza da opinião
o juízo final não será meu
para isso prefiro ficar com o
vazio do pensar

O poder da emoção
desligo a TV
e finjo ter assistido a novela
DESPEGAR

Fome
respirando fundo
cheiro de cigarro
fumaça que entra e saí
daqueles pulmões

Meus parabéns
pague para morrer
entre na turma

Talvez seja melhor
usar seu cérebro
Dor em vão

Nas gavetas da cozinha
subir e descer
abrir e fechar
pegar e despegar

Como uma bola
é melhor usar seu cérebro
o melhor jogador
campeão da ... embaixada
quase outra rima idiota

Desmaio da facilidade
a cura da AIDS
não, não
não está nesse poemas

As palavras se misturam
não tem sentido
continue, continue
melhorar usar seu cérebro
não, não
não use o seu use o meu!

terça-feira, novembro 18, 2003

PARALELEPÍPEDO

Outra
Coros da riqueza
Tronos para o rei
Ouro para rainha
Ambição para as princesas
Morte para a família real

Eu não me importo
não necessito do seu governo
quero meus objetivos
quero minhas próprias conquistas
escravo da liberdade

Briga de faca no escuro
Luta de sábios

Siga a luz ou a mim
tudo para não errar
Jogue a pedra no vidro
as vezes ele não quebra
isso não é magia é tecnologia
plágio sem vergonha

Choques da cura
cura até diabético
claro, mata logo em seguida
conseguiu entender?

O mundo não tem sentido
meu poema não precisa ter
“Plastrão”
vai aprender a usar o dicionário

domingo, novembro 16, 2003

VINHO

Vinho no copo
Não perca sua inspiração
Violência contra o governo
Reflexão...

Será este mundo que eu quero?
Vontade de mudar
todo mundo tem

O bem existe em todos os corações
mas sem condições
casas a beira do rio
coração para o bem
mas sem a esperança

Deveríamos construir casas
para teus filhos
Obrigatoriamente construímos presídios
para você

Armas para sua defesa mas
quero rosas para sua alegria

Isso vai mudar?

Vou ser presidente
quero mudar

Ei... eu sou o presidente
Quem disse que eu não quero mudar?
Juro que quero
até mais que você
mas tudo não só depende de mim
tenho tolos a minha volta
tenho aqueles com a carteira cheia

Isso vai mudar?
eu te pergunto...

mas, mas, mas...
todos os problemas
todas as causas
todas as soluções
nem cabem num poema

O vinho acabou
abro outro
fecho a porta da reflexão
tentando não viver nessa podridão
UMA TARDE

Televisão desligada
janela fechada
cortina transparece o mundo

Uma lágrima escorre
Sem ninguém
Nem meia dúzia de palavras
o telefone não toca
Hoje, nada

Gritos do início da vida
Ouvidos clamam por palavras
Boca quieta
Olhos fantasiam ações

Envolvido por desejos
Mente acelerada
Quero fazer
Quero acontecer

Lixar as armadilhas
Sem influenciar a sociedade
Em nada quer a sua ajuda

Imaginando a igualdade

sábado, novembro 15, 2003

SIM/N

Sim
Simplício
de longe se vê
Sintoma
de perto se sente
Sintonia
não consigo aquela rádio
Sincrise
não é isso que você está pensando
Sindicância
estão nos roubando
Sincronia
na água ou na terra
Sinhá
escravos da opressão
Simbaíba
lixa para suas unhas
Sincero
nem mudo é
Simples
prefiro complicar
Simpatia
aquela coisa que só brasileiro tem
sim...ops
Fim
HECATOMBE

Hecatombe
de bois ou vítimas,
vítimas de uma doutrina
ilusória

Ilimitável ao seus olhos
Ilícito aos deuses terrestres
Buscando justificativas
para o mal-estar

Recolhido a suas paredes
Querendo fugir do mundo
Depois da fase lactante
Sozinho ele chora

Jogando-se do topo de seus nariz
Garotos do subúrbio corajosos
No coração uma máquina
vivendo pela tecnologia

Fechando o caderno
Tampando a caneta
Finalizando a vida
Termina o poema

P.S.: Desculpe-me o sumiço estava sem internet!

sábado, novembro 08, 2003

CAIXÃO SONORO

Sua insignificância reza por mim
no paraíso dos perdidos
atras do vidro
jamais terá consciência
dos seus cuidados fúteis
na esperança do amanhã
cores

Sua insignificância reza por mim
pedindo o preto e branco das fotos
sufocando a realidade
imitando um estúpido
viajando através da morte
consumindo o que o mercado oferece
querendo dormir o dia todo

Sua insignificância reza por mim
como se estivesse numa cadeia elétrica
sentimento mórbido
sem ver o amanha
realizado pela morte
para encontrar o criador
chuva de pecados

Sua insignificância reza por mim
pela imaginação da alma
medo do próximo passo
seu sentimento intimidante
a justiça do monopólio
enterrado até o pescoço de mentiras
caixão sonoro

sexta-feira, novembro 07, 2003

PRINCÍPIO DO FIM

Princípio do fim
tudo que se inicia
um dia acabará
cedo ou tarde

Este é o mundo que vivemos
mundo muito injusto
Só desgraças
Só corrupção

Mas do princípio ao fim
Existe um espaço
Que ninguém sabe
quando tempo durará

Neste "espaço"
a vida transcorre
você evolui
você destroi

Guerras você fará
Velhinhas você ajudará
Árvores você derrubará
Casas você construirá

Isto é a vida
O bem, o mal
O ódio, o amor
Caminhando juntos
Destruindo o mundo

quinta-feira, novembro 06, 2003

NÃO

Não tenho olhos para você
Não tenho coração para te amar
Não tenho cérebro para te entender
Não tenho mão para te dar
Não tenho boca para te beijar

Te odeio, você não vê?

Te odeio mas que tudo
você era a única pessoa
mas agora já era

Não quero teus olhos para mim
Não quero teu coração para me amar
Não quero teu cérebro para me entender
Não quero tua mão para me dar
Não quero tua boca para me beijar

Te odeio, você não vê?

Minhas lembranças foram enterradas
igual a um indigente
Sem choro!
MONTANHA SILENCIOSA

Montanha silenciosa
Medo no escuro
A janela de sua alma

Ninguém conhece você
Qual o seu nome

Sangue de seus olhos
Mão do tempo
Cabeça da besta

Pegue meu machado
Pegue meu dinheiro
Sem orgulho
Sem amor

Sua vida
com a minha
talvez

Sua vida
sem a minha
é o certo!
OLHOS DO FOGO

Os olhos do fogo enchem
meu vazio de desespero

A espada de ouro
corta o pescoço da humanidade
terminando com a sua doutrina

Nada dura para sempre

Assim que o primeiro passo é dado
não tem volta,
o caminho é apagado

Marcas profundas
alma cheia de rancor
A vingança em mente
o seu sangue escorrerá

O rei pede clemência
o seu dedo é cortado
sem sinal de sangue
ele some

Anarquia ao povo,
impossível!

Surge um novo comando
a ambição sobe a cabeça
e mais desgraças ao povo

Mas os olhos do fogo voltam
Lançando sobre os tolos
bolas de fogo
queimando a carne
sem dar perdão as crianças

A herança do ódio
não aparecerá
Suas escrituras queimam
Tudo destruído

E Deus manda água do céu

Olhos do fogo derramam lágrimas
uma nova chance surge...

quarta-feira, novembro 05, 2003

VIVER

Um passo da forca
Esperando a morte
Seus pés não chegam até lá?

Quem disse que só se morre uma vez?
Experimente novamente este gosto
e atenção, está não é a ultima vez

O que você quer ser quando crescer?
Bombeiro

Tempos depois

O que você quer fazer na faculdade?
Isso ou aquilo

errado, talvez nas novelas...
não alimente seus sonhos
não é você o dono do destino

Sim senhor, não senhor
comandado pelo sistema
sua alma presa a TV

Manipulado através de palavras mal ditas
por olhos azuis
A embalagem não transparece o que tem dentro

Quem disse que só se morre uma vez?
Se morre um pouco a cada dia
Viver: matar a vida

segunda-feira, novembro 03, 2003

LIXO DERIVADO DO CÉREBRO

O cinza do dia angustia minha alma
O preto de seu tênis ilumina meu caminho
que parece tão perdido e tão distante como o tempo.
O seu cigarro, neblina da manhã
O seu espaço, vício obscuro e noturno,
Na noite, o barulho do silêncio
Na noite, a clareza de meus pensamentos
As estrelas fincadas no firmamento
Fixas como meu corpo inerte, preso nessa terra árida,
preso na noite que murmura e esmurra uma nova prece.
Controlo meus passos em direção ao abismo de teus olhos
Controlo, e de tanto controle, o esquecimento
me lança ao abismo dos meus olhos.
Aos abismo profundo dos seus olhos
Não da sentido a está vida
Palavras que não expressam nada
Nada de nada por nada com nada
Nada significa a vida. Ela permanece inexpressiva
realmente morte e enterrada, enquanto viva
Enterrada no sub mundo das drogas
dando origem as coisas

sábado, novembro 01, 2003

OCEANO

Quero não pensar em você
Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!

Poderia ser tudo diferente
você não quis assim,
não confiou em mim

Nunca vou perdoar
e entender o que você fez
Poderia ser tudo diferente

Meu amor se transformou em ódio
Perco a cabeça quando lembro as
lágrimas que chorei
Quando lembro das suas atitudes
Quando lembro do meu dinheiro gasto
Quando lembro que você nunca usou
Quando lembro que você perdeu
Quando lembro que você mal notou

Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!

O que me dá mais raiva é a
possibilidade de você ser que nem as outras,
a possibilidade de você ter me enganado

Se isto acontecer eu vou derramar
as últimas lágrimas por você
Vou rasgar minhas lembranças
Queimar sua foto
e te agradecer por terminar de destruir
está merda de sentimento que
tenho por você

Tudo que sobe desce e
espero que seja no meio do Oceano!