HOJE SEM 24 HORAS
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas!
Nada que eu me lembro
que tenha acontecido antes
Jogo das palavras
o envolvimento
a inteligência
Nem sempre a melhor conclusão
é a que quero
ou que queríamos
ou que devemos querer
ou que devo querer
A união
Um só
Experimento uma nova vida
de escondidos e velhos pensamentos
A parte que me ajuda a ficar louco
Resgatada numa reflexão
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas
Entre minha vontade
e da sociedade
Entre minha vontade
e um não!
Mentiras sem nexo para alguns
Mentiras absolutas para um crente
Mentiras para mim mesmo
Mentiras para ninguém
Só sozinho esqueço
Só sozinho me condeno
Uma pausa para pensar na vida
As lágrimas que ajudam o passar do tempo
Afogando um passado sombrio
na margem de um rio
IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO
Lá fora a visão da chuva
Um desejo infantil
Não com você
Me perco mais ainda em você
Fujo de uma sociedade
Fujo de olhares
Fujo de te encontrar
em momentos entos tos sss
Não aprendi a mentir para mim mesmo
Nem é tanto por você
é por mim
Penso o quanto eu
e o quanto você
acho que sou eu...
Psicológico abalado
Quero deixar você fugir de mim
mas não assim
A raiva me persegue
quando olho para alguns pensamentos
Garçom mais um dose
claro que eu to afim
a noite inteira nunca tem fim
Fujo da minha razão
Fujo de mim
Mas não fujo do choro do fim
IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM
Mais uma dose
meu cérebro me pegou
e levou até você
sem querer até seu sorriso
E esse poema não tem fim
cheio de muitos im
A minha história continua
Qualquer dia próximos capítulos
de um frustrado
Mas vou curtir a noite inteira
bebendo, bebendo, bebendo endo endo endo
com o coração endo endo endo endo
Um fim assim, sem fim, para mim
domingo, dezembro 26, 2004
sábado, dezembro 11, 2004
COM MENTIRAS VIVO
Seu desespero
corre por estradas conhecidas
O silêncio da música
me incomoda bastante
Não ouço nada
só vozes me contando
o que você já sabe
o que vai acontecer
Tudo de novo
Meu medo me esconde
com mentiras vivo
Não sei se me importo
Não sei se não me importo
Quando eu vejo meu pensamento fugiu
do meu controle e da minha boca
Eu tenho segredos
mas essa é sua escolha
por favor, não faça isso!
E agora é muito mais complicado
Por que me afogo entre escolhas?
o problema é que gosto de seu sorriso
o problema é que eu gosto de seus beijos
Eu tenho muitos medos
eu tenho medo de mim
O que eu posso fazer
o motivo da minha paixão
Eu escondo de mim mesmo a verdade
não me diga: fale a verdade!
Seu desespero
corre por estradas conhecidas
O silêncio da música
me incomoda bastante
Não ouço nada
só vozes me contando
o que você já sabe
o que vai acontecer
Tudo de novo
Meu medo me esconde
com mentiras vivo
Não sei se me importo
Não sei se não me importo
Quando eu vejo meu pensamento fugiu
do meu controle e da minha boca
Eu tenho segredos
mas essa é sua escolha
por favor, não faça isso!
E agora é muito mais complicado
Por que me afogo entre escolhas?
o problema é que gosto de seu sorriso
o problema é que eu gosto de seus beijos
Eu tenho muitos medos
eu tenho medo de mim
O que eu posso fazer
o motivo da minha paixão
Eu escondo de mim mesmo a verdade
não me diga: fale a verdade!
domingo, novembro 28, 2004
RESPIRE
É hora de lhe pegar no tempo
feche suas orelhas nas portas do som
Ria sobre o seu sangue
Nada mais a dizer
Que o vento traga de volta
palavras ditas anteriormente
Talvez o primeiro passo
para todos fazerem
tenha que ser dado por mim
Responsabilidade
a mesma palavra dita sempre
A vida não é tão simples
atitudes para seu histórico mental
sempre e sempre
A água escorre
chuva me molha
Talvez você esteja procurando
no lugar errado de sempre
abra os olhos
pessoas a sua volta
não querem seu bem
querem você
do jeito delas
Triste, mas você se fecha
a bolha de sabão é frágil
Procure durante o tempo
respostas infinitas
da experiência de continuar
Este tempo?
e o tempo de amanhã?
na importa o quando tentar
a glória da vitória
no final
vale a pena
Levante-se, sinta-se vivo
respire!!
É hora de lhe pegar no tempo
feche suas orelhas nas portas do som
Ria sobre o seu sangue
Nada mais a dizer
Que o vento traga de volta
palavras ditas anteriormente
Talvez o primeiro passo
para todos fazerem
tenha que ser dado por mim
Responsabilidade
a mesma palavra dita sempre
A vida não é tão simples
atitudes para seu histórico mental
sempre e sempre
A água escorre
chuva me molha
Talvez você esteja procurando
no lugar errado de sempre
abra os olhos
pessoas a sua volta
não querem seu bem
querem você
do jeito delas
Triste, mas você se fecha
a bolha de sabão é frágil
Procure durante o tempo
respostas infinitas
da experiência de continuar
Este tempo?
e o tempo de amanhã?
na importa o quando tentar
a glória da vitória
no final
vale a pena
Levante-se, sinta-se vivo
respire!!
terça-feira, outubro 26, 2004
RALO
Dor e sofrimento
surge dos ralos de casas rosas
com lareiras
Sua sorte está dentro de suas atitudes
e do surgimentos de rosas em seu jardim
O mundo fica com um olho aberto e o outro fechado
O zíper da sua calça está fechado?!
Sons de gritos ecoam em campos abertos
o mundo gira a sua volta?
Mesmo querendo todas as respostas
eu estou surdo
surdo para sua falta de educação
Seu cabelos tão lisos
não me comovem
apenas me encantam
O tempo corre como vento
ventiladores de teto
pode arrancar sua cabeça
Dor e sofrimento
Dor e sofrimento
o tempo, o tempo
Pense nisso como se fosse
lhe ajudar em alguma coisa
Dor e sofrimento
Os ralos fedem
sua criação de rato e baratas
Dor e sofrimento
surge dos ralos de casas rosas
com lareiras
Sua sorte está dentro de suas atitudes
e do surgimentos de rosas em seu jardim
O mundo fica com um olho aberto e o outro fechado
O zíper da sua calça está fechado?!
Sons de gritos ecoam em campos abertos
o mundo gira a sua volta?
Mesmo querendo todas as respostas
eu estou surdo
surdo para sua falta de educação
Seu cabelos tão lisos
não me comovem
apenas me encantam
O tempo corre como vento
ventiladores de teto
pode arrancar sua cabeça
Dor e sofrimento
Dor e sofrimento
o tempo, o tempo
Pense nisso como se fosse
lhe ajudar em alguma coisa
Dor e sofrimento
Os ralos fedem
sua criação de rato e baratas
sábado, outubro 16, 2004
MENTIRA
O quanto rápido
muda a cabeça de um homem?
O amor,
uma razão para fuzilar idéias
perdidas no monte
As asas da imaginação
então querida
escute e acredite
A verdade dita por mim
é maquiada, usa batom vermelho
a mentira é verdade
basta acreditar
Brinco com seus sonhos
brinco como que você pensa
falo coisas que você quer ouvir
falo coisas que me fazem rir
Um rio de lágrimas escondida
toda essa mentira
é a defesa
é para não encher o rio
Eu devo me preocupar
com outro alguém?
Você se importa com meus sentimentos?
Coisas erradas são certas?
Vou levar meu consciência pesada
para o inferno?
Faço perguntas
que confundem sua cabeça?
Mas estou errado?
Digo a mentira?
Ou a pior verdade?
Verdade, nunca me ajudou em nada
fingir até que está engraçado e fácil
Mentir, Mentir...
Minha mente mente, minha mente mente...
sorrir , sorrir
O quanto rápido
muda a cabeça de um homem?
O amor,
uma razão para fuzilar idéias
perdidas no monte
As asas da imaginação
então querida
escute e acredite
A verdade dita por mim
é maquiada, usa batom vermelho
a mentira é verdade
basta acreditar
Brinco com seus sonhos
brinco como que você pensa
falo coisas que você quer ouvir
falo coisas que me fazem rir
Um rio de lágrimas escondida
toda essa mentira
é a defesa
é para não encher o rio
Eu devo me preocupar
com outro alguém?
Você se importa com meus sentimentos?
Coisas erradas são certas?
Vou levar meu consciência pesada
para o inferno?
Faço perguntas
que confundem sua cabeça?
Mas estou errado?
Digo a mentira?
Ou a pior verdade?
Verdade, nunca me ajudou em nada
fingir até que está engraçado e fácil
Mentir, Mentir...
Minha mente mente, minha mente mente...
sorrir , sorrir
quarta-feira, outubro 06, 2004
TERMINOU
E a história terminou...
Tudo tem um fim
As lágrimas da dor
talvez
Talvez um dia
Talvez em uma noite
O começo termina
se interpreta o fim
As visões do amanhã
a minha cara esconde
traços sonolentos
escondem meus sentimentos
E a história terminou...
Justo em outro dia qualquer
O fim chegou, se aproximou
e ninguém sabe como
Mistérios, insanos mistérios
que no fundo tem um sentido
que alguém não tem coragem de falar
E a história terminou...
seus olhos se fecharam
para mim , um mar de raiva
e culpa , surgiu no céu
então, um sorriso
me alegrou
E a história terminou...
Tudo tem um fim
As lágrimas da dor
talvez
Talvez um dia
Talvez em uma noite
O começo termina
se interpreta o fim
As visões do amanhã
a minha cara esconde
traços sonolentos
escondem meus sentimentos
E a história terminou...
Justo em outro dia qualquer
O fim chegou, se aproximou
e ninguém sabe como
Mistérios, insanos mistérios
que no fundo tem um sentido
que alguém não tem coragem de falar
E a história terminou...
seus olhos se fecharam
para mim , um mar de raiva
e culpa , surgiu no céu
então, um sorriso
me alegrou
sexta-feira, setembro 24, 2004
VIDA TRÁGICA
Paredes me cercam
com toda força
A dor corre como um rio
e minha cabeça sente
o ódio do mundo
A cerca que constrói
a algema da vida
traz até você insegurança
Vamos para baixo
com o nosso rio de dor
Tentando entender
tentando ganhar respostas do céu
tentando o seu sorriso para mim
Assumo que tenho problemas
mas não com a carteira
tenho problemas com minha
louca consciência
que me pega em uma noite
resultado de um dia de lembranças
O que acontece??
Lembranças, lembranças
tornam-se meu pesadelo à noite
Quando essa água suja sairá do meu corpo?
Quando esse vomito preso na garganta
será jogado para fora?
Tantas coisas ruins
guardo agora comigo
Há tempos , há tempos
tento solucionar meus problemas
mas o tempo, há tempos
engana-me e
acaba com os disfarces, meus problemas
todos eles em mim
O que acontece?
O que acontecera?
Será que meus problemas
sempre apontaram para você?
Eu me pergunto:
Seria você a solução dos meu problemas
ou seria você a causa deles?
Paredes me cercam
com toda força
A dor corre como um rio
e minha cabeça sente
o ódio do mundo
A cerca que constrói
a algema da vida
traz até você insegurança
Vamos para baixo
com o nosso rio de dor
Tentando entender
tentando ganhar respostas do céu
tentando o seu sorriso para mim
Assumo que tenho problemas
mas não com a carteira
tenho problemas com minha
louca consciência
que me pega em uma noite
resultado de um dia de lembranças
O que acontece??
Lembranças, lembranças
tornam-se meu pesadelo à noite
Quando essa água suja sairá do meu corpo?
Quando esse vomito preso na garganta
será jogado para fora?
Tantas coisas ruins
guardo agora comigo
Há tempos , há tempos
tento solucionar meus problemas
mas o tempo, há tempos
engana-me e
acaba com os disfarces, meus problemas
todos eles em mim
O que acontece?
O que acontecera?
Será que meus problemas
sempre apontaram para você?
Eu me pergunto:
Seria você a solução dos meu problemas
ou seria você a causa deles?
quinta-feira, setembro 16, 2004
EM UM MINUTO
Linhas de pensamentos
coroem meu cérebro
sigo em uma distancia
de dois corpos
muito espaço vazio
muitas perguntas pelo chão
Tudo que se quer esconder
está tão na cara
que ninguém consegue ver
Tantos candidatos
tanta sujeira
é mais uma questão de marketing
Pode-se vestir a mudança
mas nada muda
Todo dia a mesma roupa
sem mudança
Carros e carros
passam por mim
milhões de pessoas
por dia
passam por mim
alguém me vê?
aonde está você?
Há tanta distancia
mas fazemos os mesmos caminhos
somente um traço
quero um traço
para riscar tudo isso
lhe apagar da lembrança
Linhas de pensamentos
coroem meu cérebro
sigo em uma distancia
de dois corpos
muito espaço vazio
muitas perguntas pelo chão
Tudo que se quer esconder
está tão na cara
que ninguém consegue ver
Tantos candidatos
tanta sujeira
é mais uma questão de marketing
Pode-se vestir a mudança
mas nada muda
Todo dia a mesma roupa
sem mudança
Carros e carros
passam por mim
milhões de pessoas
por dia
passam por mim
alguém me vê?
aonde está você?
Há tanta distancia
mas fazemos os mesmos caminhos
somente um traço
quero um traço
para riscar tudo isso
lhe apagar da lembrança
terça-feira, setembro 07, 2004
CANTO
A TV num bar
mostra a realidade
para um bêbado
jogado num canto
num canto de uma cadeira
Toda a depressão
é colocada em um canto
por obrigação
ou porque é empurrado
A depressão dominada
em cantos urbanos
enjaulada, castrada
empurrando , empurrando
Dando atenção demais
a coisas que não tem importância
Um canto mundo
dentro de um bar
empurrado pela realidade
empurrado pela falta de sorte
empurrado porque foi esquecido
o vento empurra
Num canto triangulo
o vento bate e fica
não tem forças para voltar
A força que a bebida
faz cair em um canto
Canto escuro
cheio de preconceitos atirados
vivendo a gloria da corrupção
não querendo saber do próximo
Toda solução é mais fácil para você
o fogo arde dentro de um estomago
colidindo idéias dentro de um cérebro
a fome gira, gira dentro de um forno
O canto empurrado
o canto jogado
o canto de revolta
o canto da derrota
A TV num bar
mostra a realidade
para um bêbado
jogado num canto
num canto de uma cadeira
Toda a depressão
é colocada em um canto
por obrigação
ou porque é empurrado
A depressão dominada
em cantos urbanos
enjaulada, castrada
empurrando , empurrando
Dando atenção demais
a coisas que não tem importância
Um canto mundo
dentro de um bar
empurrado pela realidade
empurrado pela falta de sorte
empurrado porque foi esquecido
o vento empurra
Num canto triangulo
o vento bate e fica
não tem forças para voltar
A força que a bebida
faz cair em um canto
Canto escuro
cheio de preconceitos atirados
vivendo a gloria da corrupção
não querendo saber do próximo
Toda solução é mais fácil para você
o fogo arde dentro de um estomago
colidindo idéias dentro de um cérebro
a fome gira, gira dentro de um forno
O canto empurrado
o canto jogado
o canto de revolta
o canto da derrota
sábado, setembro 04, 2004
MULHER
Talvez Deus saiba
o que se passa na cabeça de
uma mulher
Há várias ao meu redor
Será que alguma me nota?
Todas passam por mim
apenas mais um...
passam por cima de mim
Talvez apenas nenhum
Quero seu amor
mas ao menos olhe em meus olhos
lembra de mim?
Será que meus rabisco
em um guardanapo
sentado em um bar
te impressionaria?
O amor sincero te impressiona?
Palavras verdadeiras escritas até no céu
lhe faria sorrir para mim?
Meu desgosto é
não ter sus olhos no meu
Posso não ser ninguém
para todas elas
Mas para você quero ser
o único que enche seu coração
Vou buscar seu amor pelo resto
de minha vida
Objetivo traçado...
Olhe para mim
veja em meus olhos
todas as lágrimas de amor que escorreram
Olhe para mim
leve-me ao seu coração
onde há todos os sim
e nenhum não
Talvez Deus saiba
o que se passa na cabeça de
uma mulher
Há várias ao meu redor
Será que alguma me nota?
Todas passam por mim
apenas mais um...
passam por cima de mim
Talvez apenas nenhum
Quero seu amor
mas ao menos olhe em meus olhos
lembra de mim?
Será que meus rabisco
em um guardanapo
sentado em um bar
te impressionaria?
O amor sincero te impressiona?
Palavras verdadeiras escritas até no céu
lhe faria sorrir para mim?
Meu desgosto é
não ter sus olhos no meu
Posso não ser ninguém
para todas elas
Mas para você quero ser
o único que enche seu coração
Vou buscar seu amor pelo resto
de minha vida
Objetivo traçado...
Olhe para mim
veja em meus olhos
todas as lágrimas de amor que escorreram
Olhe para mim
leve-me ao seu coração
onde há todos os sim
e nenhum não
quarta-feira, setembro 01, 2004
PAPEL
Alguém fala
em um escuro silêncio
no seu buraco enterrado
ecos barulhentos
que ninguém escuta
Mas alguém continua a falar
pregando palavras no centro
de um povo
Ninguém escuta
Passam por esse alguém
empurrando preconceitos
de uma vida corrida
A atenção voltada para o stress
que o umbigo cria
Alguém não para de falar
O que é importante para você?
O que esse alguém tem que falar?
Quem quer dinheiro?
Não há mais alguém...
há caixas falantes
expressando coisas para interesse
alheio do próprio bolso!
-------------------------------------------
P.S.: Revolta de merda!
Alguém fala
em um escuro silêncio
no seu buraco enterrado
ecos barulhentos
que ninguém escuta
Mas alguém continua a falar
pregando palavras no centro
de um povo
Ninguém escuta
Passam por esse alguém
empurrando preconceitos
de uma vida corrida
A atenção voltada para o stress
que o umbigo cria
Alguém não para de falar
O que é importante para você?
O que esse alguém tem que falar?
Quem quer dinheiro?
Não há mais alguém...
há caixas falantes
expressando coisas para interesse
alheio do próprio bolso!
-------------------------------------------
P.S.: Revolta de merda!
domingo, agosto 29, 2004
NOVO DIA?
Será que me resta tinta na caneta?
Será que me resta idéias novas usadas na cabeça?
Toda resposta que tenho
se faz uma nova pergunta
o caminho mais fácil
de se fingir um caminho
é andar para trás
Doenças espalhadas pelo
ódio de um homem
Crises e crises em copos de vinho
Vá de encontro a novas perguntas
experiências novas já vividas
por alguém conhecido
O seu dia de amanhã
já foi vivido por alguém
o câncer da rotina
já me atingiu
O que é um novo dia
se ele já foi meu ontem ?
vida vivida por passos usados
Será que me resta tinta na caneta?
Será que me resta idéias novas usadas na cabeça?
Toda resposta que tenho
se faz uma nova pergunta
o caminho mais fácil
de se fingir um caminho
é andar para trás
Doenças espalhadas pelo
ódio de um homem
Crises e crises em copos de vinho
Vá de encontro a novas perguntas
experiências novas já vividas
por alguém conhecido
O seu dia de amanhã
já foi vivido por alguém
o câncer da rotina
já me atingiu
O que é um novo dia
se ele já foi meu ontem ?
vida vivida por passos usados
quarta-feira, agosto 25, 2004
NEM SEI
Do silêncio a rua
Do barulho a casa
Muito sol na rua
Pouco sol em casa
Meu suor escorre
Muita coisa a se fazer
sem pensamentos no meu pé
Correndo atrás de um cérebro
que talvez não seja meu
O mundo acontece lá fora
e eu aqui dentro de paredes
Quando alguém cair
avise-me
todos os remédios
podem estar na minha mala
Meu corpo reage
a impulsos do meu inconsciente
O meu eu está dentro dessa
pequena parte de meu louco cérebro
Alguém grita meu nome
Tchau...
Do silêncio a rua
Do barulho a casa
Muito sol na rua
Pouco sol em casa
Meu suor escorre
Muita coisa a se fazer
sem pensamentos no meu pé
Correndo atrás de um cérebro
que talvez não seja meu
O mundo acontece lá fora
e eu aqui dentro de paredes
Quando alguém cair
avise-me
todos os remédios
podem estar na minha mala
Meu corpo reage
a impulsos do meu inconsciente
O meu eu está dentro dessa
pequena parte de meu louco cérebro
Alguém grita meu nome
Tchau...
sábado, agosto 21, 2004
MENTIRA
Escrevo, escrevo
e o tempo passa
no relógio da parede
Alguém grita meu nome
olho para o relógio
os ponteiros fugiram
Estou atrasado?
Um encontro
você nem se importa,
você tem relógio?
Besteiras são ditas
Mais um minuto de vida tranqüila
por favor
Tantos atalhos para minha vida
estão de baixo de seu nariz
você tem meu telefone
por que não me liga?
Talvez a culpa seja minha
mas pelo menos mais uma vez
mostre interesse
Eu tentei tantas coisas
eu falei e você desligou os ouvidos
eu nem sei como você está
só vejo fotos suas
e você está parada
mas vejo meu reflexo em seus olhos
Sinto-me triste
Sinto-me velho
mas para vocês, meu sorriso falso
minhas palavras alegres
Uma faca
para cortar
uma linha de pensamento
um beijo
para cortar minha boca
e fechar esse ferimento
Escrevo, escrevo
e o tempo passa
no relógio da parede
Alguém grita meu nome
olho para o relógio
os ponteiros fugiram
Estou atrasado?
Um encontro
você nem se importa,
você tem relógio?
Besteiras são ditas
Mais um minuto de vida tranqüila
por favor
Tantos atalhos para minha vida
estão de baixo de seu nariz
você tem meu telefone
por que não me liga?
Talvez a culpa seja minha
mas pelo menos mais uma vez
mostre interesse
Eu tentei tantas coisas
eu falei e você desligou os ouvidos
eu nem sei como você está
só vejo fotos suas
e você está parada
mas vejo meu reflexo em seus olhos
Sinto-me triste
Sinto-me velho
mas para vocês, meu sorriso falso
minhas palavras alegres
Uma faca
para cortar
uma linha de pensamento
um beijo
para cortar minha boca
e fechar esse ferimento
quarta-feira, agosto 18, 2004
MENTE INSANA
Um desafio para meu cérebro
vida constante
gritos e gritos em minha mente
palavras mais ao pé do ouvido
Não quero mais
não te quero mais
mesmo com meus pensamentos em você
Coca maldita
Dias percorrendo corredores
em um hospital fechado
sangue pelas paredes
o branco de seus olhos
Impressiona, me impressiona
toda essa sua arrogância
meu cérebro louco
que me pega desprevenido
e me leva ao poço fundo
Tem água lá em baixo
Será que está limpa?
toda essa coisa eu já ouvi
Minha história e a sua
tem um mesmo capítulo
contado de forma diferente
Talvez eu use o Nós
e você Eu
O importante está
no percurso do grande rio
que caminha para a fazenda
de gados vivos que já nascem mortos
Por que você está sentada
não me olhando?!
e você nem me viu,
não me deu oi
e outro você me viu
me deu oi e me abraçou
Coisas acontecem ao meu redor
e tantas outras não
Por que o tempo é importante?
Livres descasos de uma mente insana
Um desafio para meu cérebro
vida constante
gritos e gritos em minha mente
palavras mais ao pé do ouvido
Não quero mais
não te quero mais
mesmo com meus pensamentos em você
Coca maldita
Dias percorrendo corredores
em um hospital fechado
sangue pelas paredes
o branco de seus olhos
Impressiona, me impressiona
toda essa sua arrogância
meu cérebro louco
que me pega desprevenido
e me leva ao poço fundo
Tem água lá em baixo
Será que está limpa?
toda essa coisa eu já ouvi
Minha história e a sua
tem um mesmo capítulo
contado de forma diferente
Talvez eu use o Nós
e você Eu
O importante está
no percurso do grande rio
que caminha para a fazenda
de gados vivos que já nascem mortos
Por que você está sentada
não me olhando?!
e você nem me viu,
não me deu oi
e outro você me viu
me deu oi e me abraçou
Coisas acontecem ao meu redor
e tantas outras não
Por que o tempo é importante?
Livres descasos de uma mente insana
sábado, agosto 14, 2004
VISÃO DO INFERNO
O silêncio me incomoda
paredes mortas ao meu redor
tudo que é vivo não respira
chuto ossos
A sombra formada
pela luz do sol morto
desenha uma arvore em mim
Melancolia e depressão
afeta minha visão do mundo
meu destino é um caminho
cheio de degraus quebrados
que vão de encontro ao buraco
negro que engole a Terra
Corro em pensamentos tenebrosos,
perdido estou
meu futuro vejo
em águas sujas do mar de reflexos
cheio de passado e tristeza
Visão do inferno
cada dia mais claro em minha mente
Visão do inferno
tão distante da perfeita face
Visão do inferno
um suspiro do fim
Escuridão,
aqui estou
domine-me
leve-me daqui
do céu ao inferno tão facilmente
uma perseguição incomoda por corredores
e pátio hipócritas
O silêncio me incomoda
paredes mortas ao meu redor
tudo que é vivo não respira
chuto ossos
A sombra formada
pela luz do sol morto
desenha uma arvore em mim
Melancolia e depressão
afeta minha visão do mundo
meu destino é um caminho
cheio de degraus quebrados
que vão de encontro ao buraco
negro que engole a Terra
Corro em pensamentos tenebrosos,
perdido estou
meu futuro vejo
em águas sujas do mar de reflexos
cheio de passado e tristeza
Visão do inferno
cada dia mais claro em minha mente
Visão do inferno
tão distante da perfeita face
Visão do inferno
um suspiro do fim
Escuridão,
aqui estou
domine-me
leve-me daqui
do céu ao inferno tão facilmente
uma perseguição incomoda por corredores
e pátio hipócritas
quinta-feira, agosto 12, 2004
UM BRINDE
Levante-se e destrua
O ultimo chamado de vida
foi perdido em alegorias queimadas
O copo quebra ao encher-se
Temos que acabar em fogo
que a água irá apagar
Portas violadas determinam
tantas coisas em minha cabeça
O passado domina meu pensamentos
De escadas novas
passos quebrados me derrubam
fazendo-me sangrar pelo caminho
Panos sujos transformam-se
em esquinas vazias
iluminadas pela cor
Sem sentido
sangue enche seus olhos
e eu choro
Razões para acreditar
no outro lado da moeda
entre a cara e a coroa
Levante-se e destrua
O ultimo chamado de vida
foi perdido em alegorias queimadas
O copo quebra ao encher-se
Temos que acabar em fogo
que a água irá apagar
Portas violadas determinam
tantas coisas em minha cabeça
O passado domina meu pensamentos
De escadas novas
passos quebrados me derrubam
fazendo-me sangrar pelo caminho
Panos sujos transformam-se
em esquinas vazias
iluminadas pela cor
Sem sentido
sangue enche seus olhos
e eu choro
Razões para acreditar
no outro lado da moeda
entre a cara e a coroa
sexta-feira, agosto 06, 2004
DESENHANDO AS LETRAS
Rodo as palavras na minha mão
Coloca a cabeça no travesseiro
Durmo e sonho
Tontura, giro, bagunça, mistura
Anos 60 nos anos 90
O presente querendo o passado de presente
A loucura para voltar ao tempo
Ela diz...
e eu...
Oi e tchau
Lustre sua testa
tenha idéias novas
Gavetas escondidas
nas paredes
Desenhando as letras
fazendo palavras
dando sentido para alguém
Escrevendo desenhos dos meus
pensamentos, dos meus desejos
Rodo as palavras na minha mão
Coloca a cabeça no travesseiro
Durmo e sonho
Tontura, giro, bagunça, mistura
Anos 60 nos anos 90
O presente querendo o passado de presente
A loucura para voltar ao tempo
Ela diz...
e eu...
Oi e tchau
Lustre sua testa
tenha idéias novas
Gavetas escondidas
nas paredes
Desenhando as letras
fazendo palavras
dando sentido para alguém
Escrevendo desenhos dos meus
pensamentos, dos meus desejos
sábado, julho 31, 2004
Esse eu fiz so pegando frases de outros poemas meus... não tinha o q fazer e eu estava sem inspiracao q por acaso faz tempo nao vem me visitar!
DE UM POUCO O TUDO
Olhos de fogo derramam lágrimas
Com barulho reúne os irmãos
Gritos fugindo da garganta
A escuridão dorme como uma criança
a fantasia sangra uma imaginação
a minha carne morta está viva
Fazendo rastros na sua face
Tentando imaginar palavras certas
Talvez o mundo esteja pintado de vermelho
Um mundo que colore a vida
Era tudo ilusão
Lágrimas de tristeza
Um minuto de felicidade
facada do fim
Manipulação de idéias
A bala vem até mim
o sangue da dor fantasiados
Rios em mares vermelhos se transformam
A evolução feita de olhos fechados
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
Todo esse barulho me atrapalha
"Não é você o dono do destino"
Laço da morte
O passado nunca voltaráEmprestaria-me a sua vida?
DE UM POUCO O TUDO
Olhos de fogo derramam lágrimas
Com barulho reúne os irmãos
Gritos fugindo da garganta
A escuridão dorme como uma criança
a fantasia sangra uma imaginação
a minha carne morta está viva
Fazendo rastros na sua face
Tentando imaginar palavras certas
Talvez o mundo esteja pintado de vermelho
Um mundo que colore a vida
Era tudo ilusão
Lágrimas de tristeza
Um minuto de felicidade
facada do fim
Manipulação de idéias
A bala vem até mim
o sangue da dor fantasiados
Rios em mares vermelhos se transformam
A evolução feita de olhos fechados
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
Todo esse barulho me atrapalha
"Não é você o dono do destino"
Laço da morte
O passado nunca voltaráEmprestaria-me a sua vida?
quinta-feira, julho 29, 2004
APENAS MAIS UM
Perdidos em seus olhos
esquecendo do que acontece
toda a memória foi perdida
num instante que aconteceu
Sua loucura em busca de emoção
atingiu-me de uma forma
que ninguém traduz
Por mais que eu escute você falando
Parece que eu estou no silêncio
escondido com minha alma
Que brilha em um instante
que dura para sempre
Escuto você me chamar
e quando não ouço mais sua voz
estou no alto de um prédio
quase me jogando
em carros brancos
que vão me levar ao cemitério
no jardim da sua casa
Há mais pessoas enterradas lá
Por que você seduz tantos?
E sempre acaba assim ?
Enterrado no seu jardim
sem respirar mas com o
coração pulsando de paixão
Você alegre com a pá na mão
me enterrando
no lugar da marcha fúnebre
escutem a marcha nupcial
Ela é louca e só nós
que não vemos isso
Qual será a próxima vítima?
Perdidos em seus olhos
esquecendo do que acontece
toda a memória foi perdida
num instante que aconteceu
Sua loucura em busca de emoção
atingiu-me de uma forma
que ninguém traduz
Por mais que eu escute você falando
Parece que eu estou no silêncio
escondido com minha alma
Que brilha em um instante
que dura para sempre
Escuto você me chamar
e quando não ouço mais sua voz
estou no alto de um prédio
quase me jogando
em carros brancos
que vão me levar ao cemitério
no jardim da sua casa
Há mais pessoas enterradas lá
Por que você seduz tantos?
E sempre acaba assim ?
Enterrado no seu jardim
sem respirar mas com o
coração pulsando de paixão
Você alegre com a pá na mão
me enterrando
no lugar da marcha fúnebre
escutem a marcha nupcial
Ela é louca e só nós
que não vemos isso
Qual será a próxima vítima?
segunda-feira, julho 26, 2004
DA DOR AO PRAZER
Mágica força
que me leva daqui
Tira meu ar e me rende
Ajoelho-me em frente da dor
Entregando toda a minha raiva
ao prazer alheio
Hipnotizado pela espada
Nem sei quem sou
A minha sanidade não está comigo
Faço preces ao meu Deus
Chorando assumo meus pecados
De um eu que não sei como surge
Ajoelho-me em frente da dor
Mágica força que me domina
Depois de um amém inicia-se
O terror
Saio sem fechar a porta
não tendo horas para voltar
não vejo nenhum bom Deus na minha frente
para mim todos são iguais
Todos combinam com minha espada
em seus pobres pescoços
Ajoelhem-se em frente do prazer
a morte chegou para lhes levar
Acabar com seus sofrimentos
do dia após dia
Perdidos na noite
eu encontro vocês
Deixando o rastro de minha espada
Sigo meu caminho
O que é a dor?
Um viver constante
Respirando problemas
Bebendo lágrimas de seu destino
Sou aquele que irá acabar com isso
Vou lhes dar o prazer
de ter uma morte
O dia do julgamento de vocês chegou
Sem desespero
lhes mostro a verdade
com uma piscada de olho
a dor se transforma em prazer
com o cair do sangue
o peso da desgraça está aí
com o sangue caindo
e manchando o chão
com o fim da humanidade
Mágica força
que me leva daqui
Tira meu ar e me rende
Ajoelho-me em frente da dor
Entregando toda a minha raiva
ao prazer alheio
Hipnotizado pela espada
Nem sei quem sou
A minha sanidade não está comigo
Faço preces ao meu Deus
Chorando assumo meus pecados
De um eu que não sei como surge
Ajoelho-me em frente da dor
Mágica força que me domina
Depois de um amém inicia-se
O terror
Saio sem fechar a porta
não tendo horas para voltar
não vejo nenhum bom Deus na minha frente
para mim todos são iguais
Todos combinam com minha espada
em seus pobres pescoços
Ajoelhem-se em frente do prazer
a morte chegou para lhes levar
Acabar com seus sofrimentos
do dia após dia
Perdidos na noite
eu encontro vocês
Deixando o rastro de minha espada
Sigo meu caminho
O que é a dor?
Um viver constante
Respirando problemas
Bebendo lágrimas de seu destino
Sou aquele que irá acabar com isso
Vou lhes dar o prazer
de ter uma morte
O dia do julgamento de vocês chegou
Sem desespero
lhes mostro a verdade
com uma piscada de olho
a dor se transforma em prazer
com o cair do sangue
o peso da desgraça está aí
com o sangue caindo
e manchando o chão
com o fim da humanidade
sábado, julho 24, 2004
BARBA E ESPINHAS
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Tantas pessoas a minha volta
e nenhuma faz o que eu faço
do jeito que eu faço
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Isso não quer dizer muita coisa
ache o que quiser
algum dia te falei que sua opinião
é importante para mim?
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Nem consigo mais escrever
minhas linhas obscuras
estão mais claras
do que o branco de seus olhos
Meus olhos estão vermelhos
é o sangue tentando sair
por caminhos limpos
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
------------------
kd minha inspiração?! péssimo, péssimo...
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Tantas pessoas a minha volta
e nenhuma faz o que eu faço
do jeito que eu faço
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Isso não quer dizer muita coisa
ache o que quiser
algum dia te falei que sua opinião
é importante para mim?
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
Nem consigo mais escrever
minhas linhas obscuras
estão mais claras
do que o branco de seus olhos
Meus olhos estão vermelhos
é o sangue tentando sair
por caminhos limpos
Veja essa minha cara
barba e espinhas
não há nada atrás disso
nem mesmo um coração
------------------
kd minha inspiração?! péssimo, péssimo...
terça-feira, julho 20, 2004
MESMO DISTANTE
Feche seus olhos
e pegue minha mão
pela ultima vez
Não estou mais nesse mundo
fui para outro
e apaguei o caminho de volta
Estou viajando pelas estrelas
sem rumo
em uma escuridão
cheia de espaços em branco
Acreditando ou não
eu não sou mais daqui
Não pertenço à raça humana
Estou pra lá das nuvens
escondendo-me
não querendo ser achado
pela minha consciência, minha memória
por gente estranha e conhecida
Não sei nem o que dizer
e muito menos o que fazer
Só respiro
e deixo acontecer
Daqui de cima vejo
o que muitos não querem enxergar
Daqui de cima vejo
poucas coisas que deveriam sempre acontecer
Constante mudança de valores
por isso estou aqui
e não aí
Poucas noites sinto meu coração
ou sinto-me forte
Já é tão tarde para mudar
que não quero minha respiração
Meus olhos se fecham
pouco a pouco
meu coração
devagar
me mata!
Tudo o que eu não quero
me mata
não quero ser atingido por isso
mesmo distante
meus olhos ainda enxergam
Morro pelo que não quero,
mas tem algum jeito de não ser atingido?
Olhe aquela criança no farol
Olhe a outra se prostituindo
olhe a outra assaltando
Mesmo longe
isso ainda acontece
e me mata!
Feche seus olhos
e pegue minha mão
pela ultima vez
Não estou mais nesse mundo
fui para outro
e apaguei o caminho de volta
Estou viajando pelas estrelas
sem rumo
em uma escuridão
cheia de espaços em branco
Acreditando ou não
eu não sou mais daqui
Não pertenço à raça humana
Estou pra lá das nuvens
escondendo-me
não querendo ser achado
pela minha consciência, minha memória
por gente estranha e conhecida
Não sei nem o que dizer
e muito menos o que fazer
Só respiro
e deixo acontecer
Daqui de cima vejo
o que muitos não querem enxergar
Daqui de cima vejo
poucas coisas que deveriam sempre acontecer
Constante mudança de valores
por isso estou aqui
e não aí
Poucas noites sinto meu coração
ou sinto-me forte
Já é tão tarde para mudar
que não quero minha respiração
Meus olhos se fecham
pouco a pouco
meu coração
devagar
me mata!
Tudo o que eu não quero
me mata
não quero ser atingido por isso
mesmo distante
meus olhos ainda enxergam
Morro pelo que não quero,
mas tem algum jeito de não ser atingido?
Olhe aquela criança no farol
Olhe a outra se prostituindo
olhe a outra assaltando
Mesmo longe
isso ainda acontece
e me mata!
sábado, julho 17, 2004
TENTAR MUDAR
Pausando a vida para escrever
escrever sobre o que é difícil
ultimamente é sempre o mesmo assunto
Queria tentar mudar
mas são tantas coisas para se mudar
que me dá preguiça
Você também não tem preguiça de mudar?
Mudar os móveis de lugar?
não dá preguiça?
E mudar de casa?
Mais preguiça ainda...
um monte de caixas
roupas espalhadas
Para que mudar?
Está tão bom do jeito que está
Mas eu não queria mudar?
disse que só queria tentar mudar
tentar é uma coisa
conseguir é outra
então vou tentando
mesmo com preguiça de mudar
Mas está me dando uma preguiça...
Do que?
De tentar!
Estou sentando, relaxado
mas com frio
preguiça de por uma blusa
preguiça de mudar
preguiça de tentar mudare escrever algo descente...
Pausando a vida para escrever
escrever sobre o que é difícil
ultimamente é sempre o mesmo assunto
Queria tentar mudar
mas são tantas coisas para se mudar
que me dá preguiça
Você também não tem preguiça de mudar?
Mudar os móveis de lugar?
não dá preguiça?
E mudar de casa?
Mais preguiça ainda...
um monte de caixas
roupas espalhadas
Para que mudar?
Está tão bom do jeito que está
Mas eu não queria mudar?
disse que só queria tentar mudar
tentar é uma coisa
conseguir é outra
então vou tentando
mesmo com preguiça de mudar
Mas está me dando uma preguiça...
Do que?
De tentar!
Estou sentando, relaxado
mas com frio
preguiça de por uma blusa
preguiça de mudar
preguiça de tentar mudare escrever algo descente...
quarta-feira, julho 14, 2004
VOCÊ
Meu renascimento nessas palavras
não quer dizer muita coisa
Hoje e ontem
por um determinado tempo do futuro
estou sozinho com meus pensamentos em você
Tomei atitudes que não queria
mas você me obrigou
Todas aquelas mesmas palavras ditas antes
voltam para minha tristeza e raiva
Quando isso vai acabar?
Já me pergunto isso há muito tempo
Não quero ser eu
Quero ser eles
Que fazem dos seus prazeres
meus desejos
Toda essa lágrima que surge
do nada
que me faz lembrar você
escorre pelo meu rosto e queima meu coração
Eu penso em você hoje e amanha
Se você está bem é a minha dúvida
É o que me faz querer ligar para você!
Só para ouvir sua voz
Por que eu não resisto a isso
como você resiste?
A falta de um outro corpo em mim
O seu jeito de olhar
A forma que você morde a boca
Seu perfume que fica em mim
Tantos e tantos motivos
para te pedir de volta
Eu sei que você precisa de mim
e eu mais que você de mim
Preciso de você para arrumar minha vida
Você está com uma parte do meu coração
Que faz bombar minha vontade de viver
E acreditar que nós temos salvação
Meu renascimento nessas palavras
não quer dizer muita coisa
Hoje e ontem
por um determinado tempo do futuro
estou sozinho com meus pensamentos em você
Tomei atitudes que não queria
mas você me obrigou
Todas aquelas mesmas palavras ditas antes
voltam para minha tristeza e raiva
Quando isso vai acabar?
Já me pergunto isso há muito tempo
Não quero ser eu
Quero ser eles
Que fazem dos seus prazeres
meus desejos
Toda essa lágrima que surge
do nada
que me faz lembrar você
escorre pelo meu rosto e queima meu coração
Eu penso em você hoje e amanha
Se você está bem é a minha dúvida
É o que me faz querer ligar para você!
Só para ouvir sua voz
Por que eu não resisto a isso
como você resiste?
A falta de um outro corpo em mim
O seu jeito de olhar
A forma que você morde a boca
Seu perfume que fica em mim
Tantos e tantos motivos
para te pedir de volta
Eu sei que você precisa de mim
e eu mais que você de mim
Preciso de você para arrumar minha vida
Você está com uma parte do meu coração
Que faz bombar minha vontade de viver
E acreditar que nós temos salvação
quarta-feira, julho 07, 2004
FUTURO ATUAL
Meus únicos sonhos
podem, talvez, chorar
Escutando o mar em fúria
Não posso ser o mesmo
Muitos anos se passaram
você acredita na mesma vida de antes
porém com uma mentalidade diferente
Diferente dos seus 15 anos
o tempo não passa como antes
agora eu sei,
sei de tudo que perdi
Odeio e amo essa nova oportunidade
não sei o que faço
com todos esses meus anos a mais
Por que não enxerguei isso antes?
Por que estou tendo essa nova oportunidade?
Hoje penso que estava errado
e ontem menos certo ainda
ou ao contrário?
Nem sei o que dizer
É o tempo discutindo com a certeza
Daqui não saí mais nada
Só tenho muitas risadas a dar
igual a um bobo sem corte
Todo esse fracasso que eu piso
e que me empareda
Sempre planejando o futuro
sem perceber
que o futuro foi ontem
Meus únicos sonhos
podem, talvez, chorar
Escutando o mar em fúria
Não posso ser o mesmo
Muitos anos se passaram
você acredita na mesma vida de antes
porém com uma mentalidade diferente
Diferente dos seus 15 anos
o tempo não passa como antes
agora eu sei,
sei de tudo que perdi
Odeio e amo essa nova oportunidade
não sei o que faço
com todos esses meus anos a mais
Por que não enxerguei isso antes?
Por que estou tendo essa nova oportunidade?
Hoje penso que estava errado
e ontem menos certo ainda
ou ao contrário?
Nem sei o que dizer
É o tempo discutindo com a certeza
Daqui não saí mais nada
Só tenho muitas risadas a dar
igual a um bobo sem corte
Todo esse fracasso que eu piso
e que me empareda
Sempre planejando o futuro
sem perceber
que o futuro foi ontem
segunda-feira, julho 05, 2004
5 ANOS
Por que você está aqui?
Do meu lado segurando minha mão
fazendo-me carinho
com esse rostinho tão meigo
e com esse cabelo que adoro
Mesmo com tantas perguntas
eu simplesmente
queria lhe dar
um simples beijo
um beijo sem perguntas depois
um beijo com a inocência estampada
um beijo escondido
um beijo só meu e seu
Eu queria,
acho que você também
Mas faltou eu fazer a minha parte
Penso, penso, penso
e não faço nada
o problema é que penso
e penso
Você segura meu rosto
nós nos aproximamos
e...
faltou mais alguma coisa
eu não pensar e fazer
Por que você está aqui?
Do meu lado segurando minha mão
fazendo-me carinho
com esse rostinho tão meigo
e com esse cabelo que adoro
Mesmo com tantas perguntas
eu simplesmente
queria lhe dar
um simples beijo
um beijo sem perguntas depois
um beijo com a inocência estampada
um beijo escondido
um beijo só meu e seu
Eu queria,
acho que você também
Mas faltou eu fazer a minha parte
Penso, penso, penso
e não faço nada
o problema é que penso
e penso
Você segura meu rosto
nós nos aproximamos
e...
faltou mais alguma coisa
eu não pensar e fazer
domingo, julho 04, 2004
CONFIEI EM PESSOAS...
Nada mais a dizer,
só porque eu falei coisas
que você queria ouvir
Minha boca é sua
meu corpo é seu
minha mente é sua
Não sei quais são
as suas reais intenções
Ao menos diga a verdade
mesmo que me machuque
Mesmo que tantas outras coisas
Você sabe o que acontece,
o sofrimento,
a dor, a magoa
Você sabe!
Eu já sei muita coisa
não paro de pensar
nem quando durmo em meus sonhos
nem quando me afogo no travesseiro
Seus pecados,
em meus pecados transformaram-se
De olhos fechados
vejo o que farei
vejo o que irá acontecer
vejo que nada acontece
Tanto tempo passou
e eu continuo pensando em você
nas conseqüências dos meus atos em você
estou preso por seus olhos
estou preso, amarrado
Mas isso seja por tantos motivos
que eu não conto nem a vocês
Não consigo abrir isso para ninguém
A pessoa que eu queria contar tudo
tornou-se surda para mim
e por isso me afundo mais ainda
Confiei em pessoas...
Realmente me entrego
mas em um dos casos
eu não consigo entender
ainda falta uma peça
O tempo será o senhor da solução
Confiei em pessoas...
Só queria saber porque me sinto amarrado
Confiei em pessoas...
Nada mais a dizer,
só porque eu falei coisas
que você queria ouvir
Minha boca é sua
meu corpo é seu
minha mente é sua
Não sei quais são
as suas reais intenções
Ao menos diga a verdade
mesmo que me machuque
Mesmo que tantas outras coisas
Você sabe o que acontece,
o sofrimento,
a dor, a magoa
Você sabe!
Eu já sei muita coisa
não paro de pensar
nem quando durmo em meus sonhos
nem quando me afogo no travesseiro
Seus pecados,
em meus pecados transformaram-se
De olhos fechados
vejo o que farei
vejo o que irá acontecer
vejo que nada acontece
Tanto tempo passou
e eu continuo pensando em você
nas conseqüências dos meus atos em você
estou preso por seus olhos
estou preso, amarrado
Mas isso seja por tantos motivos
que eu não conto nem a vocês
Não consigo abrir isso para ninguém
A pessoa que eu queria contar tudo
tornou-se surda para mim
e por isso me afundo mais ainda
Confiei em pessoas...
Realmente me entrego
mas em um dos casos
eu não consigo entender
ainda falta uma peça
O tempo será o senhor da solução
Confiei em pessoas...
Só queria saber porque me sinto amarrado
Confiei em pessoas...
quarta-feira, junho 30, 2004
CONSTANTE
Isso não é o fim
é uma constante linha
que atinge meu cérebro
Toda música que escuto
é uma desculpa para chorar
Talvez seja uma homem
no espelho
ou apenas um garoto
que não sabe o que dizer
Olho em volta e só
encontro saídas
trancadas por um leve pensamento
um principio que dá no fim,
fim que transcorre
numa estrada constante
que até do arco-íris passa
O fim talvez
talvez não é o fim
Posso ficar escrito para sempre
em estradas que formam folhas de asfalto
passando por vírgulas, pontos finais,
por pontos de exclamação, de interrogação,
por reticências ...
Isso não é o fim
é uma constante linha
que atinge meu cérebro
Toda música que escuto
é uma desculpa para chorar
Talvez seja uma homem
no espelho
ou apenas um garoto
que não sabe o que dizer
Olho em volta e só
encontro saídas
trancadas por um leve pensamento
um principio que dá no fim,
fim que transcorre
numa estrada constante
que até do arco-íris passa
O fim talvez
talvez não é o fim
Posso ficar escrito para sempre
em estradas que formam folhas de asfalto
passando por vírgulas, pontos finais,
por pontos de exclamação, de interrogação,
por reticências ...
segunda-feira, junho 28, 2004
ROMANTISMO DO INFERNO
Eu te assisto
sem perceber você em outros pensamentos
a distância que você cria entre nós
não faz diferença para a eternidade
Você nem mais está lá
sentada no banco com seus amigos
fazendo-me esquecer os olhares
que tinha por você
Viajo com palavras
só entendidas por mim
minha inspiração faz sombra para a morte
a morte de um amor que não teve chances
Eu crio minhas histórias
mas o fim quem faz é você
Estou sempre sozinho
sem saber no que vai dar
mas para que pensar no fim
vivo uma começo sempre
É estranho viajar por olhares novos
tantas coisas são escondidas
e o que eu tenho são olhares
que são portas trancadas para mim
Você nem existe
é apenas uma história sem fim
que estará sempre na gaveta de rascunhos
cultivando minha esperança
A única coisa que tenho
são casos ilusórios
que me fazem respirar
mas que trancam ainda mais meu coração
Pensando melhor
coração... que patético, romantismo do inferno
acredito mais no ódio
do que no amor
Chego na conclusão que
na verdade não te amo
mas sim
TE ODEIO!
Eu te assisto
sem perceber você em outros pensamentos
a distância que você cria entre nós
não faz diferença para a eternidade
Você nem mais está lá
sentada no banco com seus amigos
fazendo-me esquecer os olhares
que tinha por você
Viajo com palavras
só entendidas por mim
minha inspiração faz sombra para a morte
a morte de um amor que não teve chances
Eu crio minhas histórias
mas o fim quem faz é você
Estou sempre sozinho
sem saber no que vai dar
mas para que pensar no fim
vivo uma começo sempre
É estranho viajar por olhares novos
tantas coisas são escondidas
e o que eu tenho são olhares
que são portas trancadas para mim
Você nem existe
é apenas uma história sem fim
que estará sempre na gaveta de rascunhos
cultivando minha esperança
A única coisa que tenho
são casos ilusórios
que me fazem respirar
mas que trancam ainda mais meu coração
Pensando melhor
coração... que patético, romantismo do inferno
acredito mais no ódio
do que no amor
Chego na conclusão que
na verdade não te amo
mas sim
TE ODEIO!
sábado, junho 26, 2004
TALVEZ O MUNDO
Uma primeira palavra
dita de bocas insanas
um grito de revolta
em busca de alguma revolução
Talvez tentando acabar com o mundo
Talvez tentando acabar com o meu mundo
Disputas que ocorrem em meu corpo
Buracos de bala espalhados
Vejo em meu corpo o sentido da guerra
marcas que arrastaram-se para sempre
Uma marca em especial
reina sobre corpos
um rastro no céu
com um tiro desperdiçado
O nada permanecera para sempre
em espaços vazios
em meu campo de batalha
em meu corpo
Talvez o mundo não tenha sentido
Talvez o meu mundo não tenha sentido
Maneiras da revolta explodir em mim
e meu corpo se espalhar
O cheiro podre envolve uma discussão
que se espalha no vazio
Meu sangue serve
para alimentar olhos que clamam pelo fim
Meu sangue e o nada
se misturam
Se espalham para o fim criar forças
e dominar o mundo
a morte será a solução
a revolta em forma de cruz
Talvez o mundo esteja pintado de vermelho
Talvez o meu mundo esteja pintado de vermelho
Uma primeira palavra
dita de bocas insanas
um grito de revolta
em busca de alguma revolução
Talvez tentando acabar com o mundo
Talvez tentando acabar com o meu mundo
Disputas que ocorrem em meu corpo
Buracos de bala espalhados
Vejo em meu corpo o sentido da guerra
marcas que arrastaram-se para sempre
Uma marca em especial
reina sobre corpos
um rastro no céu
com um tiro desperdiçado
O nada permanecera para sempre
em espaços vazios
em meu campo de batalha
em meu corpo
Talvez o mundo não tenha sentido
Talvez o meu mundo não tenha sentido
Maneiras da revolta explodir em mim
e meu corpo se espalhar
O cheiro podre envolve uma discussão
que se espalha no vazio
Meu sangue serve
para alimentar olhos que clamam pelo fim
Meu sangue e o nada
se misturam
Se espalham para o fim criar forças
e dominar o mundo
a morte será a solução
a revolta em forma de cruz
Talvez o mundo esteja pintado de vermelho
Talvez o meu mundo esteja pintado de vermelho
sexta-feira, junho 25, 2004
MORTE DIÁRIA
Mais uma folha em branco
com riscos idiotas
Palavras, quem as inventou?
Tem o poder para explicar tantas coisas
mas consegue perder para o
que palavras não conseguem explicar
Um olhar...
Para ser mais exato
o seu olhar
procuro no dicionário uma palavra desconhecida
para definí-lo
Seu olhar fala tantas coisas
que meus ouvidos não conseguem escutar
Seus olhares e o que
você fala para mim
brigam em minha mente
Em seu olhar vejo tanto desejo
e de você escuto só desprezo
Seus olhos...
Suas palavras...
Vejo muito mais do que
você imagina
e tenho tantas certezas
e você tantas mentiras
Por que isso?!
Com tudo que você fala
morro um pouco por dia...
Mais uma folha em branco
com riscos idiotas
Palavras, quem as inventou?
Tem o poder para explicar tantas coisas
mas consegue perder para o
que palavras não conseguem explicar
Um olhar...
Para ser mais exato
o seu olhar
procuro no dicionário uma palavra desconhecida
para definí-lo
Seu olhar fala tantas coisas
que meus ouvidos não conseguem escutar
Seus olhares e o que
você fala para mim
brigam em minha mente
Em seu olhar vejo tanto desejo
e de você escuto só desprezo
Seus olhos...
Suas palavras...
Vejo muito mais do que
você imagina
e tenho tantas certezas
e você tantas mentiras
Por que isso?!
Com tudo que você fala
morro um pouco por dia...
segunda-feira, junho 21, 2004
APENAS UM SORRISO
Isso só é o fim
do começo de um cara,
um cara com rosto triste
precisando apenas de um sorriso
Entre o fim e o começo perco-me
Nem sei bem que rua é essa
Onde estou?
Perdido entre ruas e definições
Querendo me fincar em um sorriso
Carregá-lo comigo para onde quer que eu vá
Segurá-lo entre minhas mãos
Quero você com um jeito inocente ao sorrir
para amar-te de todas as formas que o amor se molda
Ou simplesmente amar você, seu sorriso
da forma mais sincera e natural do mundo
Não quero nada em troca, apenas seu sorriso
Definir isso para mim é difícil
Penso que o que sinto não precisa ser explicado
Nem sei aonde quero chegar com isso
Apenas não quero ficar perdido nessa rua
Quero ter meu destino apontado para você
Nem assinarei esse poema
Não quero que você leia-o sabendo que fui eu que o escrevi
Quero ficar num amor escondido
num amor bandido, pensando melhor
um amor bandido não, sei que você achará isso muito cômico
e realmente é!
Mas não disse que quero apenas seu sorriso?
Então...
Acima de tudo quero um sorriso sem passado
Talvez isso seja muito decepcionante para mim
Mas o meu passado é decepcionante, infelizmente...
Mais um motivo que não assino no fim
Escondendo-me atrás de palavras
atrás desse amor
Tenho apenas um pedido a lhe fazer
que me deixe vê-la sorrir
nem que eu seja o motivo da graça toda
só quero me alimentar de seu sorriso
só quero ficar feliz com seu riso
Prometo que vou amar mais seu sorriso do que você
bem mais fácil...porque eu sei e sinto
que única coisa que eu posso ter de você
é seu sorriso
Isso só é o fim
do começo de um cara,
um cara com rosto triste
precisando apenas de um sorriso
Entre o fim e o começo perco-me
Nem sei bem que rua é essa
Onde estou?
Perdido entre ruas e definições
Querendo me fincar em um sorriso
Carregá-lo comigo para onde quer que eu vá
Segurá-lo entre minhas mãos
Quero você com um jeito inocente ao sorrir
para amar-te de todas as formas que o amor se molda
Ou simplesmente amar você, seu sorriso
da forma mais sincera e natural do mundo
Não quero nada em troca, apenas seu sorriso
Definir isso para mim é difícil
Penso que o que sinto não precisa ser explicado
Nem sei aonde quero chegar com isso
Apenas não quero ficar perdido nessa rua
Quero ter meu destino apontado para você
Nem assinarei esse poema
Não quero que você leia-o sabendo que fui eu que o escrevi
Quero ficar num amor escondido
num amor bandido, pensando melhor
um amor bandido não, sei que você achará isso muito cômico
e realmente é!
Mas não disse que quero apenas seu sorriso?
Então...
Acima de tudo quero um sorriso sem passado
Talvez isso seja muito decepcionante para mim
Mas o meu passado é decepcionante, infelizmente...
Mais um motivo que não assino no fim
Escondendo-me atrás de palavras
atrás desse amor
Tenho apenas um pedido a lhe fazer
que me deixe vê-la sorrir
nem que eu seja o motivo da graça toda
só quero me alimentar de seu sorriso
só quero ficar feliz com seu riso
Prometo que vou amar mais seu sorriso do que você
bem mais fácil...porque eu sei e sinto
que única coisa que eu posso ter de você
é seu sorriso
domingo, junho 20, 2004
SEGURANDO SUA MÃO
Uma só ação
para o próximo ato
vejo paredes redondas ao meu redor
Por que não dormir o dia todo?
Respiro do mesmo jeito
debaixo d'água, das suas garras
Círculos abertos
preencho de cores
Mesmo que todo sangue
do mundo caiba na minha mão
não mudarei de opinião
Todo banho que tomo
não serve para
limpar a água suja
que está comigo
Só porque você
se foi estou assim
seu sangue ainda
está em meu rosto,
em meus olhos
Você não mais viu
mas eu ainda estava lá
segurando sua mão
Mesmo com tantos não
Mas você se foi
nunca esquecerei o que vi
mas você não está mais aqui
Não posso mais lhe
dizer tudo que queria,
queria poder ter a chance
de estar com você
para poder brigar ao menos
Cobrar de você
respostar perdidas entre tantos sei lá
queria poder ter estas respostas
é difícil viver num desentendimento
Um dia encontrarei as respostas
que quero
talvez depois de muita reflexão
ou depois de um livro de Freud
Realmente é difícil entender
uma mente que leva tanta porrada
Talvez seja essa a resposta
Vivemos num mundo
que amanhece em sangue
que amanhece sem dinheiro
que amanhece sem respeito
que amanhece em desespero
Esse mundo é uma
máquina de gerar porrada
É estranho, o que foi
feito para dar alegria
é um disfarce para poupar a dor
Uma só ação
para o próximo ato
vejo paredes redondas ao meu redor
Por que não dormir o dia todo?
Respiro do mesmo jeito
debaixo d'água, das suas garras
Círculos abertos
preencho de cores
Mesmo que todo sangue
do mundo caiba na minha mão
não mudarei de opinião
Todo banho que tomo
não serve para
limpar a água suja
que está comigo
Só porque você
se foi estou assim
seu sangue ainda
está em meu rosto,
em meus olhos
Você não mais viu
mas eu ainda estava lá
segurando sua mão
Mesmo com tantos não
Mas você se foi
nunca esquecerei o que vi
mas você não está mais aqui
Não posso mais lhe
dizer tudo que queria,
queria poder ter a chance
de estar com você
para poder brigar ao menos
Cobrar de você
respostar perdidas entre tantos sei lá
queria poder ter estas respostas
é difícil viver num desentendimento
Um dia encontrarei as respostas
que quero
talvez depois de muita reflexão
ou depois de um livro de Freud
Realmente é difícil entender
uma mente que leva tanta porrada
Talvez seja essa a resposta
Vivemos num mundo
que amanhece em sangue
que amanhece sem dinheiro
que amanhece sem respeito
que amanhece em desespero
Esse mundo é uma
máquina de gerar porrada
É estranho, o que foi
feito para dar alegria
é um disfarce para poupar a dor
sábado, junho 19, 2004
CONSTANTES PENSAMENTOS
Constantes pensamentos
a procura incansável de soluções
Soluções para minha vida
Quero sempre uma solução nova a cada dia
Problemas, problemas
um novo problema a cada dia
problemas com soluções trancadas em cofres
Vou procurar soluções armado,
armado de ira,
essa procura me deixa louco
paranóias se formam em minha mente
Saiba que serei feliz
um dia, talvez a solução seja a morte
mas até ela chegar vou vivendo
vivendo e aprendendo
Risco palavras, misturo tudo
isso é mais um problema
a violência explode em brigas de sentidos
Nem quero mais isso!
Isso o que?
Isso tudo...
um dia de saco cheio!!
Constantes pensamentos
a procura incansável de soluções
Soluções para minha vida
Quero sempre uma solução nova a cada dia
Problemas, problemas
um novo problema a cada dia
problemas com soluções trancadas em cofres
Vou procurar soluções armado,
armado de ira,
essa procura me deixa louco
paranóias se formam em minha mente
Saiba que serei feliz
um dia, talvez a solução seja a morte
mas até ela chegar vou vivendo
vivendo e aprendendo
Risco palavras, misturo tudo
isso é mais um problema
a violência explode em brigas de sentidos
Nem quero mais isso!
Isso o que?
Isso tudo...
um dia de saco cheio!!
terça-feira, junho 15, 2004
A ÁRVORE
Uma síndrome invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente
As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. Não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.
Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore
E a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.
Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore
Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.
Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos
Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.
E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões
Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
e mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos
Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro
Uma síndrome invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente
As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. Não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.
Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore
E a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.
Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore
Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.
Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos
Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.
E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões
Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
e mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos
Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro
domingo, junho 06, 2004
DIFÍCIL ENTENDIMENTO
Eu não tenho boa memória, eu não tenho uma história
eu só tenho um flash back de um filme qualquer.
existe algo dentro de você que me pertence,
seria a minha história ou a minha alma doente?
Acho que uma alma doente,
uma alma que se evapora
saí pelos beijos à toa
o desperdício de uma alma tola
saí correndo,
procura-se
Existe algo de mim preso entre os seus sonhos, as suas ruas
mas você nem se importa, joga fora o meu catálogo,
onde as partes da minha memória tinham ficado.
os meus pensamentos voam pela rua como folhas soltas.
Aquela rua que anda sozinha
ecoando passos que não existem
a sombra criada abaixo da luz
pode ser daquela alma procurada
pode ser daquela pessoa odiada
Tantas são as possibilidades, tantas são as placas
a minha alma vira a esquerda, numa rua abandonada.
mas não há ninguém lá, nenhuma alma penada,
somente a minha sombra esquecida e descarada.
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
a pedra que foi atacada em minha cara
faz ele tropeçar mais adiante
irregulares, tensos...os minutos
o tempo me avisa
preciso correr
viver a fantasia
celebridades
TV
Eu preciso roubar de mim o que falta em você
mas é tão curto o tempo. Eu encurto o meu jeito
para não tentar esquecer. Eu jogo fora todas as coisas fúteis
eu jogo fora o que me liga ao mundo que você vê.
Você para mim é mais fútel que a novela
jogue-se fora, um favor você faz
recicle-se...
a sua rua, sua sombra, sua luz,
seus pensamentos
O mundo que eu vejo?
você, numa caixa quadrada....
Jogue-se fora, dispa-se da sua hipocrisia
deixe o meu pensamento a salvo da sua monotonia
Escureça a sua rua, deixe a minha rua liberta
eu não tenho intenções de fechar as paredes da sua cela, do seu cubo escuro,
mas pretendo colar-lhe todas as faces, deixando teu mundo obscuro.
Não tenho mais respostas a lhe dar
minha cabeça pesa nesse momento
meu cérebro enojado com suas palavras
você me dá preguiça de pensar
Eu não tenho tempo para gastar, fecho as janelas
eu não tenho culpa, eu não tenho tempo.
Eu não tenho desculpas para rasgar como seda
eu só tenho palavras e sono.
e o que resta de mim para você
é isso:
.
Eu não tenho boa memória, eu não tenho uma história
eu só tenho um flash back de um filme qualquer.
existe algo dentro de você que me pertence,
seria a minha história ou a minha alma doente?
Acho que uma alma doente,
uma alma que se evapora
saí pelos beijos à toa
o desperdício de uma alma tola
saí correndo,
procura-se
Existe algo de mim preso entre os seus sonhos, as suas ruas
mas você nem se importa, joga fora o meu catálogo,
onde as partes da minha memória tinham ficado.
os meus pensamentos voam pela rua como folhas soltas.
Aquela rua que anda sozinha
ecoando passos que não existem
a sombra criada abaixo da luz
pode ser daquela alma procurada
pode ser daquela pessoa odiada
Tantas são as possibilidades, tantas são as placas
a minha alma vira a esquerda, numa rua abandonada.
mas não há ninguém lá, nenhuma alma penada,
somente a minha sombra esquecida e descarada.
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
a pedra que foi atacada em minha cara
faz ele tropeçar mais adiante
irregulares, tensos...os minutos
o tempo me avisa
preciso correr
viver a fantasia
celebridades
TV
Eu preciso roubar de mim o que falta em você
mas é tão curto o tempo. Eu encurto o meu jeito
para não tentar esquecer. Eu jogo fora todas as coisas fúteis
eu jogo fora o que me liga ao mundo que você vê.
Você para mim é mais fútel que a novela
jogue-se fora, um favor você faz
recicle-se...
a sua rua, sua sombra, sua luz,
seus pensamentos
O mundo que eu vejo?
você, numa caixa quadrada....
Jogue-se fora, dispa-se da sua hipocrisia
deixe o meu pensamento a salvo da sua monotonia
Escureça a sua rua, deixe a minha rua liberta
eu não tenho intenções de fechar as paredes da sua cela, do seu cubo escuro,
mas pretendo colar-lhe todas as faces, deixando teu mundo obscuro.
Não tenho mais respostas a lhe dar
minha cabeça pesa nesse momento
meu cérebro enojado com suas palavras
você me dá preguiça de pensar
Eu não tenho tempo para gastar, fecho as janelas
eu não tenho culpa, eu não tenho tempo.
Eu não tenho desculpas para rasgar como seda
eu só tenho palavras e sono.
e o que resta de mim para você
é isso:
.
segunda-feira, abril 26, 2004
Continuo sem computador!!!
AZUL
Me rendo a sua glória
fico com minha ilusão
sei o que contém em seus livros
antes mesmo de lê-los
missão de lhe entregar as flores,
lhe dar os parabéns
aqueles beijinhos no rosto
vi nos rosto de milhões
a ilusão de prosseguir
vi o azul misturado naquela massa
a amizade que se envolve na mentira
seu querer não é o bem
a bíblia
é feita em cada nova década
ruas do poema
me perco nelas
tento pedir informações
vou mudando de assunto
me perco nelas
o espontâneo
manipulado por vontade alheia
você não tem personalidade
me perco nelas
uvas podres para fazer seu vinho
o bêbado sem a glória
se ajoelha e lhe dá os parabéns
a lista dos derrotados
o azul da manipulação
a névoa da inveja
dinheiro para construir
dinheiro para destruir
uma só independência
me perco nelas
escrevendo besteiras para se exibir
sem significado para muitos
muito menos para mim
AZUL
Me rendo a sua glória
fico com minha ilusão
sei o que contém em seus livros
antes mesmo de lê-los
missão de lhe entregar as flores,
lhe dar os parabéns
aqueles beijinhos no rosto
vi nos rosto de milhões
a ilusão de prosseguir
vi o azul misturado naquela massa
a amizade que se envolve na mentira
seu querer não é o bem
a bíblia
é feita em cada nova década
ruas do poema
me perco nelas
tento pedir informações
vou mudando de assunto
me perco nelas
o espontâneo
manipulado por vontade alheia
você não tem personalidade
me perco nelas
uvas podres para fazer seu vinho
o bêbado sem a glória
se ajoelha e lhe dá os parabéns
a lista dos derrotados
o azul da manipulação
a névoa da inveja
dinheiro para construir
dinheiro para destruir
uma só independência
me perco nelas
escrevendo besteiras para se exibir
sem significado para muitos
muito menos para mim
segunda-feira, abril 19, 2004
SEGUNDOS E CENTÍMETROS
O tempo
segundos e segundos
A distância
centímetros e centímetros
Uma chance para terminar
Ando e o tempo passa
Não quero mais saber do relógio
o calendário está no lixo
escravo do dia após dia
Dividir
controlar
O tempo para realização
O tempo que passa
Quando mais tempo se tem
mais se deixa para depois
O amanha é hoje
O hoje será o amanha
a mesma coisa
O tempo passa
o tempo é para passar
o tempo anda
e distância encurta
O tempo
segundos e segundos
A distância
centímetros e centímetros
Uma chance para terminar
Ando e o tempo passa
Não quero mais saber do relógio
o calendário está no lixo
escravo do dia após dia
Dividir
controlar
O tempo para realização
O tempo que passa
Quando mais tempo se tem
mais se deixa para depois
O amanha é hoje
O hoje será o amanha
a mesma coisa
O tempo passa
o tempo é para passar
o tempo anda
e distância encurta
quarta-feira, abril 14, 2004
Esse eu ja publiquei faz um tempo, mas agora eu to sem net em casa e não dá tempo pra ficar digitando um poema numa lan house!!
Preciso
Isso, é agora!
Meu cérebro entrou em ação
minhas mão não param de escrever
Vou falar sobre meu ódio!
Realmente sinto uma ira enorme
vejo as coisas erradas e não suporto
as vezes sinto vontade de meter a mão na cara de alguém
mas violência não leva nada
é igual querer educar seus filhos batendo neles
Não sei o que eu faço para resolver isso
muita gente não pensa da mesma forma que eu
mas não que meus pensamentos estejam certos
mas...
Acho que tendo levar as coisas da melhor maneiro possível
e honestamente
Não entendo como tem gente tão ruim assim
Queria saber o que se passa em mentes idiotas
iguais aquelas que fabricam o mal
fabricam o câncer da humanidade
Por que eles não morrem ???
Mas este poema está uma merda também
esses dias não está saindo nada que presta da minha mente!
será que minha imaginação acabou??
Acho que não,
isso deve ser momentâneo
Mas enquanto minhas inspirações não voltam
essas coisas toscas são as únicas que consigo fazer
Acho que minha ira está guardada,
só sendo alimentada por este mundo
pelo sangue que escorre da televisão
pelas notícias dos jornais
Por que eles não morrem ???
Me sinto sufocado!
Preciso me libertar
Preciso te MATAR!
Preciso ver o seu sangue
Preciso ter seu coração em minhas mãos
Mas violência não leva a nada
O que eu devo fazer?
Mandar bíblias pelo correio?
Impor um Deus ao coração deles?
Será que funciona??
Acho que não,
tem gente que diz amém
e come a empregada
tem gente que diz amém
e xinga o vizinho
tem gente que diz amém
e mata em nome de Deus
Vai saber...
Que mundo é esse?
e pior de tudo
foi Deus que nos fez ( ? )
Preciso
Isso, é agora!
Meu cérebro entrou em ação
minhas mão não param de escrever
Vou falar sobre meu ódio!
Realmente sinto uma ira enorme
vejo as coisas erradas e não suporto
as vezes sinto vontade de meter a mão na cara de alguém
mas violência não leva nada
é igual querer educar seus filhos batendo neles
Não sei o que eu faço para resolver isso
muita gente não pensa da mesma forma que eu
mas não que meus pensamentos estejam certos
mas...
Acho que tendo levar as coisas da melhor maneiro possível
e honestamente
Não entendo como tem gente tão ruim assim
Queria saber o que se passa em mentes idiotas
iguais aquelas que fabricam o mal
fabricam o câncer da humanidade
Por que eles não morrem ???
Mas este poema está uma merda também
esses dias não está saindo nada que presta da minha mente!
será que minha imaginação acabou??
Acho que não,
isso deve ser momentâneo
Mas enquanto minhas inspirações não voltam
essas coisas toscas são as únicas que consigo fazer
Acho que minha ira está guardada,
só sendo alimentada por este mundo
pelo sangue que escorre da televisão
pelas notícias dos jornais
Por que eles não morrem ???
Me sinto sufocado!
Preciso me libertar
Preciso te MATAR!
Preciso ver o seu sangue
Preciso ter seu coração em minhas mãos
Mas violência não leva a nada
O que eu devo fazer?
Mandar bíblias pelo correio?
Impor um Deus ao coração deles?
Será que funciona??
Acho que não,
tem gente que diz amém
e come a empregada
tem gente que diz amém
e xinga o vizinho
tem gente que diz amém
e mata em nome de Deus
Vai saber...
Que mundo é esse?
e pior de tudo
foi Deus que nos fez ( ? )
domingo, março 28, 2004
LAÇO VAZIO
O fundo preto de seus olhos não me diz mais nada
a pressão que você exerce não tem mais o mesmo valor
nada é mais igual ao dias que virão
Uma morte simboliza o começo
Tudo é igual sempre, a morte é a mesma
dentro da minha sala de jantar vazia
a mesma toalha furada, remendada
o mesmo prato de sopa fria. os dias passam silenciosos.
Sinto-me em uma casa sem paredes
como se o mundo lá fora me assistisse
trocando de canal
as vezes desligando-me do tubo de oxigênio
Eu me sinto como um programa de domingo
uma guardanapo manchado de vinho
banhado em vicio. Por que todos os dias são iguais?
Sempre parece o mesmo céu, o mesmo cinza
Acho que até o mesmo poema
diversas palavras dizendo sempre a mesma coisa
a escuridão dos pensamentos me atigem em varias cores
Sempre o mesmo vazio, abro o dicionário
e não encontro definição para nada
a palavra vazio foi arrancada do meu livro
e eu nem sei mais onde estou, há um buraco dentro de mim.
E nesse buraco pulo
indo mais fundo ainda na minha depressão
caio e fico como estou
esperando os insetos entrarem no meu corpo
Pela minha boca, pelos meus poros
eles me invadem sem festejo, sou moradia do desespero
as paredes me pressionam, eu não consigo respirar
as lágrimas me sufocam, insetos dentro do meu olhar
abaixo e dentro da terra me abrigo.
Converso com a escuridão
que me responde fazendo ecos
sem pensar, faço uma laço
Lanço por uma viga e me lanço
no espaço entre as paredes e o teto, eu me lanço
sem me importar se isso é certo
eu não quero mais vozes vazias dentro da minha cabeça.
Eu não quero mais nada
não quero essa vida, esse mundo
isso e aquilo....adeus!!
======================
P.S.: Meu e de minha amiga!
O fundo preto de seus olhos não me diz mais nada
a pressão que você exerce não tem mais o mesmo valor
nada é mais igual ao dias que virão
Uma morte simboliza o começo
Tudo é igual sempre, a morte é a mesma
dentro da minha sala de jantar vazia
a mesma toalha furada, remendada
o mesmo prato de sopa fria. os dias passam silenciosos.
Sinto-me em uma casa sem paredes
como se o mundo lá fora me assistisse
trocando de canal
as vezes desligando-me do tubo de oxigênio
Eu me sinto como um programa de domingo
uma guardanapo manchado de vinho
banhado em vicio. Por que todos os dias são iguais?
Sempre parece o mesmo céu, o mesmo cinza
Acho que até o mesmo poema
diversas palavras dizendo sempre a mesma coisa
a escuridão dos pensamentos me atigem em varias cores
Sempre o mesmo vazio, abro o dicionário
e não encontro definição para nada
a palavra vazio foi arrancada do meu livro
e eu nem sei mais onde estou, há um buraco dentro de mim.
E nesse buraco pulo
indo mais fundo ainda na minha depressão
caio e fico como estou
esperando os insetos entrarem no meu corpo
Pela minha boca, pelos meus poros
eles me invadem sem festejo, sou moradia do desespero
as paredes me pressionam, eu não consigo respirar
as lágrimas me sufocam, insetos dentro do meu olhar
abaixo e dentro da terra me abrigo.
Converso com a escuridão
que me responde fazendo ecos
sem pensar, faço uma laço
Lanço por uma viga e me lanço
no espaço entre as paredes e o teto, eu me lanço
sem me importar se isso é certo
eu não quero mais vozes vazias dentro da minha cabeça.
Eu não quero mais nada
não quero essa vida, esse mundo
isso e aquilo....adeus!!
======================
P.S.: Meu e de minha amiga!
sábado, março 27, 2004
NOMES
Apenas nomes
nada mais que isso
te vejo nas letras
te escuto nas letras
te sinto nas letras
Nem mais que a crueldade
Nem mais que o unico forte
Não quero mais nada
pessoas, letras são
nomes, abc ou d
Garanto um universo novo
bem mais , mal mais
Risada da palavra
Junto com a minha forma
a caneta te desenha
fazendo curvas
cortando t
pingando i
nomes e mais nomes
tudo tem um nome
nós somos apenas nomes
O h tem nome
O f tem nome
O g tem nome
A música tem nome
O poema tem nome
O prédio tem nome
O vizinho tem nome... Filha da ****!
Nomes nem tão educados
mas são nomes,
para onde eu quero que você vá
tem um bonito nome, santa comédia
Sem as palavras você diz muitas coisas
e eu caço as palavras no ar
levo-as para meu cérebro,
meu entendimento
Até sem voz os nomes são ditos
Apenas nomes
nada mais que isso
te vejo nas letras
te escuto nas letras
te sinto nas letras
Nem mais que a crueldade
Nem mais que o unico forte
Não quero mais nada
pessoas, letras são
nomes, abc ou d
Garanto um universo novo
bem mais , mal mais
Risada da palavra
Junto com a minha forma
a caneta te desenha
fazendo curvas
cortando t
pingando i
nomes e mais nomes
tudo tem um nome
nós somos apenas nomes
O h tem nome
O f tem nome
O g tem nome
A música tem nome
O poema tem nome
O prédio tem nome
O vizinho tem nome... Filha da ****!
Nomes nem tão educados
mas são nomes,
para onde eu quero que você vá
tem um bonito nome, santa comédia
Sem as palavras você diz muitas coisas
e eu caço as palavras no ar
levo-as para meu cérebro,
meu entendimento
Até sem voz os nomes são ditos
terça-feira, março 23, 2004
APENAS UM SORRISO
Isso só é o fim
do começo de um cara,
um cara com rosto triste
precisando apenas de um sorriso
Entre o fim e o começo perco-me
Nem sei bem que rua é essa
Aonde estou?
Perdido entre ruas e definições
Querendo me fincar em um sorriso
Carregá-lo comigo para onde quer que eu vá
Segurá-lo entre minhas mãos
Quero você com um jeito inocente ao sorrir
para amar-te de todas as formas que o amor se molda
Ou simplesmente amar você, seu sorriso
da forma mais sincera e natural do mundo
Não quero nada em troca, apenas seu sorriso
Definir isso para mim é difícil
Penso que o que sinto não precisa ser explicado
Nem sei aonde quero chegar com isso
Apenas não quero ficar perdido nessa rua
Quero ter meu destino apontado para você
Nem assinarei esse poema
Não quero que você leia-o sabendo que fui eu que o escrevi
Quero ficar num amor escondido
num amor bandido, pensando melhor
um amor bandido não, sei que você achará isso muito cômico
e realmente é!
Mas não disse que quero apenas seu sorriso?
Então...
Acima de tudo quero um sorriso sem passado
Talvez isso seja muito decepcionante para mim
Mas o meu passado é decepcionante, infelizmente...
Mais um motivo que não assino no fim
Escondendo-me atrás de palavras
atrás desse amor
Tenho apenas um pedido a lhe fazer
que me deixe vê-la sorrir
nem que eu seja o motivo da graça toda
só quero me alimentar de seu sorriso
só quero ficar feliz com seu riso
Prometo que vou amar mais seu sorriso do que você
bem mais fácil...porque eu sei e sinto
que única coisa que eu posso ter de você
é seu sorriso
Isso só é o fim
do começo de um cara,
um cara com rosto triste
precisando apenas de um sorriso
Entre o fim e o começo perco-me
Nem sei bem que rua é essa
Aonde estou?
Perdido entre ruas e definições
Querendo me fincar em um sorriso
Carregá-lo comigo para onde quer que eu vá
Segurá-lo entre minhas mãos
Quero você com um jeito inocente ao sorrir
para amar-te de todas as formas que o amor se molda
Ou simplesmente amar você, seu sorriso
da forma mais sincera e natural do mundo
Não quero nada em troca, apenas seu sorriso
Definir isso para mim é difícil
Penso que o que sinto não precisa ser explicado
Nem sei aonde quero chegar com isso
Apenas não quero ficar perdido nessa rua
Quero ter meu destino apontado para você
Nem assinarei esse poema
Não quero que você leia-o sabendo que fui eu que o escrevi
Quero ficar num amor escondido
num amor bandido, pensando melhor
um amor bandido não, sei que você achará isso muito cômico
e realmente é!
Mas não disse que quero apenas seu sorriso?
Então...
Acima de tudo quero um sorriso sem passado
Talvez isso seja muito decepcionante para mim
Mas o meu passado é decepcionante, infelizmente...
Mais um motivo que não assino no fim
Escondendo-me atrás de palavras
atrás desse amor
Tenho apenas um pedido a lhe fazer
que me deixe vê-la sorrir
nem que eu seja o motivo da graça toda
só quero me alimentar de seu sorriso
só quero ficar feliz com seu riso
Prometo que vou amar mais seu sorriso do que você
bem mais fácil...porque eu sei e sinto
que única coisa que eu posso ter de você
é seu sorriso
domingo, março 21, 2004
SENTIDO VESTIDO
A luz não entra pela janela dos meus olhos
não penetra nos vãos da minha alma rasteira.
Todas as estrelas parecem querer penetrar nos meus segredos,
querendo desmantelar o que eu achava verdade. O meu dia inteiro.
Conversa com palavras tolas
que não fazem sentido algum
mas mudam meu ânimo
trazendo-me um rumo, um caminho
Existe uma verdade dentro dessas palavras, como um lume velho
que aquece e ilumina em noite muito escura.
existe uma tristeza, uma candura em cada verbo,
como se cada parte da frase soubesse me traduzir.
e o volume e intensidade dessa verdade está bem alto
entrando nos meus ouvidos
fazendo uma briga com meus sentidos
não sei o que faço
só sei o que quero
Eu nem sei bem onde preciso estar, eu não tenho um lugar
as palavras batem contra o meu ouvido
soam sinos e ecos. Silêncio e bramidos
que não me deixam sonhar além do necessário.
Que não me deixam voar mais alto que a intensidade do verbo.
Jogo os últimos passos para trás
as minhas costas vêem minha alegria ao fundo
meu peito se encontra com a parede da vida
cheia de defeitos, torta, áspera...
Os pregos se enroscam nas minhas roupas
a minha tristeza se enrosca com a alegria louca
A aspereza da vida me rasga em farrapos, me lixa
e no fundo do quarto eu vejo um sentido estranho.
um sentido oculto para minha vida.
E no guarda roupa está a calça sentido
a cueca sã
minhas camisetas de juízo
a blusa que me abraça e acolhe
a segurança para sair a rua
pisar no cocô
Tudo me envolve e me absorve
cada peça me regenera de todos os sonhos.
cada parte minha se fecha dentro da minha imaginação,
e como se num casulo, eu me tranco dentro de mim,
como se usasse uma camisa-de-força com meu próprio corpo.
Final de dia...
durmo em meu caixão
afinal morreu o dia
morreu mais um dia
já vou acostumando-me
morreu mais um eu
amanha nasceram outros sonhos
outras visões
Mais um sonho queimado na fogueira das ilusões
mas um dia deitado dentro de mim.
Como se o dia não morresse de verdade, ele apenas dormitasse
dentro dos meus sonhos noturnos, se estende-se como um polvo insone
e povoa-se meus sonhos com carros, rios e pontes.
e com o desejo da morte
matar isso, matar aquilo
o sonho, o dia, o sono, a fome
ir me matando aos poucos
morro a cada segundo
afinal, todos nós sofremos de vida!
-------------------------------------------
P.S.: meu e da minha amiga, alias o poema aki de baixo também é, esqueci de dizer!
A luz não entra pela janela dos meus olhos
não penetra nos vãos da minha alma rasteira.
Todas as estrelas parecem querer penetrar nos meus segredos,
querendo desmantelar o que eu achava verdade. O meu dia inteiro.
Conversa com palavras tolas
que não fazem sentido algum
mas mudam meu ânimo
trazendo-me um rumo, um caminho
Existe uma verdade dentro dessas palavras, como um lume velho
que aquece e ilumina em noite muito escura.
existe uma tristeza, uma candura em cada verbo,
como se cada parte da frase soubesse me traduzir.
e o volume e intensidade dessa verdade está bem alto
entrando nos meus ouvidos
fazendo uma briga com meus sentidos
não sei o que faço
só sei o que quero
Eu nem sei bem onde preciso estar, eu não tenho um lugar
as palavras batem contra o meu ouvido
soam sinos e ecos. Silêncio e bramidos
que não me deixam sonhar além do necessário.
Que não me deixam voar mais alto que a intensidade do verbo.
Jogo os últimos passos para trás
as minhas costas vêem minha alegria ao fundo
meu peito se encontra com a parede da vida
cheia de defeitos, torta, áspera...
Os pregos se enroscam nas minhas roupas
a minha tristeza se enrosca com a alegria louca
A aspereza da vida me rasga em farrapos, me lixa
e no fundo do quarto eu vejo um sentido estranho.
um sentido oculto para minha vida.
E no guarda roupa está a calça sentido
a cueca sã
minhas camisetas de juízo
a blusa que me abraça e acolhe
a segurança para sair a rua
pisar no cocô
Tudo me envolve e me absorve
cada peça me regenera de todos os sonhos.
cada parte minha se fecha dentro da minha imaginação,
e como se num casulo, eu me tranco dentro de mim,
como se usasse uma camisa-de-força com meu próprio corpo.
Final de dia...
durmo em meu caixão
afinal morreu o dia
morreu mais um dia
já vou acostumando-me
morreu mais um eu
amanha nasceram outros sonhos
outras visões
Mais um sonho queimado na fogueira das ilusões
mas um dia deitado dentro de mim.
Como se o dia não morresse de verdade, ele apenas dormitasse
dentro dos meus sonhos noturnos, se estende-se como um polvo insone
e povoa-se meus sonhos com carros, rios e pontes.
e com o desejo da morte
matar isso, matar aquilo
o sonho, o dia, o sono, a fome
ir me matando aos poucos
morro a cada segundo
afinal, todos nós sofremos de vida!
-------------------------------------------
P.S.: meu e da minha amiga, alias o poema aki de baixo também é, esqueci de dizer!
quinta-feira, março 18, 2004
ROSAS DE SANGUE
Eu não concordo com o pensamento comum
eu não entendo porque alguns morrem de jejum
enquanto outros morrem de overdose de verduras.
eu não entendo essa estrutura de vida
essa depreciação da vasilha vazia.
Eu acho certo, você errado
um entendimento
você tem o seu
e eu o meu
O que há de certo nesse mundo desregrado?
O que há de errado nesse discurso certo?
Haverá hipocrisia nas palavras vazias?
Ou haverão vermes roendo latas de farinha?
O que há de errado com o seu juízo?
Meu juízo está preso
dentro de um manicômio
perdido entres os choques, remédios
abandono
O seu juízo está preso entre linhas e ferros
Sistemas e mais sistemas de censura e condicionamento interno.
O que é a luz do sol para você? A sua cela tem janela?
Você não vê o quanto está aprisionado?
Dentro desse seu abandono forjado?
Um jardim de distância
entre o renascimento e a esperança
as rosas estão vermelhas
os cravos ferem-me, bebem do meu sangue
Meu sangue vermelho e ralo
gasto de tanto ser extraído sem piedade
não resta muita coisa dentro das minhas veias
as rosas me sugam com fervor, elas querem me esquecer
sugando-me.
Tem horas que meu sangue parece acabar...
e o que rola nas minhas veias é a sanidade
é um pouco de mim, meu reflexo do espelho
vai embora, desejando-me boa sorte!
Eu não tenho mais nada dentro de mim,
saudade, fome, dor ou tristeza.
a minha vida se esvaí como se esvaí o amor:
de forma gradual e lenta.
A única coisa que sobra é o ódio...
ódio desse amor,
amor é a fruta podre
que eu sempre jogo fora
sem um pingo de ressentimento...
Não quero ver o amor
essas rosas não servem para amantes
servem para me matar, me iludir
Tudo nesse mundo podre serve para iludir, disfarçar a dor
disfarçar a corrupção atrás dos olhares, das mãos estendidas
eu não quero que esse mundo me consuma
eu não quero que esse mundo te consuma.
então joga fora as chaves do seu devaneio,
acorde do sonho e vá embora.
Vá embora
e deixe a porta aberta...
Eu não concordo com o pensamento comum
eu não entendo porque alguns morrem de jejum
enquanto outros morrem de overdose de verduras.
eu não entendo essa estrutura de vida
essa depreciação da vasilha vazia.
Eu acho certo, você errado
um entendimento
você tem o seu
e eu o meu
O que há de certo nesse mundo desregrado?
O que há de errado nesse discurso certo?
Haverá hipocrisia nas palavras vazias?
Ou haverão vermes roendo latas de farinha?
O que há de errado com o seu juízo?
Meu juízo está preso
dentro de um manicômio
perdido entres os choques, remédios
abandono
O seu juízo está preso entre linhas e ferros
Sistemas e mais sistemas de censura e condicionamento interno.
O que é a luz do sol para você? A sua cela tem janela?
Você não vê o quanto está aprisionado?
Dentro desse seu abandono forjado?
Um jardim de distância
entre o renascimento e a esperança
as rosas estão vermelhas
os cravos ferem-me, bebem do meu sangue
Meu sangue vermelho e ralo
gasto de tanto ser extraído sem piedade
não resta muita coisa dentro das minhas veias
as rosas me sugam com fervor, elas querem me esquecer
sugando-me.
Tem horas que meu sangue parece acabar...
e o que rola nas minhas veias é a sanidade
é um pouco de mim, meu reflexo do espelho
vai embora, desejando-me boa sorte!
Eu não tenho mais nada dentro de mim,
saudade, fome, dor ou tristeza.
a minha vida se esvaí como se esvaí o amor:
de forma gradual e lenta.
A única coisa que sobra é o ódio...
ódio desse amor,
amor é a fruta podre
que eu sempre jogo fora
sem um pingo de ressentimento...
Não quero ver o amor
essas rosas não servem para amantes
servem para me matar, me iludir
Tudo nesse mundo podre serve para iludir, disfarçar a dor
disfarçar a corrupção atrás dos olhares, das mãos estendidas
eu não quero que esse mundo me consuma
eu não quero que esse mundo te consuma.
então joga fora as chaves do seu devaneio,
acorde do sonho e vá embora.
Vá embora
e deixe a porta aberta...
terça-feira, março 16, 2004
DIFÍCIL ENTENDIMENTO
Eu não tenho boa memória, eu não tenho uma história
eu só tenho um flash back de um filme qualquer.
existe algo dentro de você que me pertence,
seria a minha história ou a minha alma doente?
Acho que uma alma doente,
uma alma que se evapora
saí pelos beijos a toa
o desperdício de uma alma tola
saí correndo,
procura-se
Existe algo de mim preso entre os seus sonhos, as suas ruas
mas você nem se importa, joga fora o meu catálogo,
onde as partes da minha memória tinham ficado.
os meus pensamentos voam pela rua como folhas soltas.
Aquela rua que anda sozinha
ecoando passos que não existem
a sombra criada abaixo da luz
pode ser daquela alma procurada
pode ser daquela pessoa odiada
Tantas são as possibilidades, tantas são as placas
a minha alma vira a esquerda, numa rua abandonada.
mas não há ninguém lá, nenhuma alma penada,
somente a minha sombra esquecida e descarada.
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
a pedra que foi atacada em minha cara
faz ele tropeçar mais adiante
irregulares, tensos...os minutos
o tempo me avisa
preciso correr
viver a fantasia
celebridades
TV
Eu preciso roubar de mim o que falta em você
mas é tão curto o tempo. Eu encurto o meu jeito
para não tentar esquecer. Eu jogo fora todas as coisas fúteis
eu jogo fora o que me liga ao mundo que você vê.
Você para mim é mais fútel que a novela
jogue-se fora, um favor você faz
recicle-se...
a sua rua, sua sombra, sua luz,
seus pensamentos
O mundo que eu vejo?
você, numa caixa quadrada....
Jogue-se fora, dispa-se da sua hipocrisia
deixe o meu pensamento a salvo da sua monotonia
Escureça a sua rua, deixe a minha rua liberta
eu não tenho intenções de fechar as paredes da sua cela, do seu cubo escuro,
mas pretendo colar-lhe todas as faces, deixando teu mundo obscuro.
Não tenho mais respostas a lhe dar
minha cabeça pesa nesse momento
meu cérebro enojado com suas palavras
você me dá preguiça de pensar
Eu não tenho tempo para gastar, fecho as janelas
eu não tenho culpa, eu não tenho tempo.
Eu não tenho desculpas para rasgar como seda
eu só tenho palavras e sono.
e o que resta de mim para você
é isso:
.
Eu não tenho boa memória, eu não tenho uma história
eu só tenho um flash back de um filme qualquer.
existe algo dentro de você que me pertence,
seria a minha história ou a minha alma doente?
Acho que uma alma doente,
uma alma que se evapora
saí pelos beijos a toa
o desperdício de uma alma tola
saí correndo,
procura-se
Existe algo de mim preso entre os seus sonhos, as suas ruas
mas você nem se importa, joga fora o meu catálogo,
onde as partes da minha memória tinham ficado.
os meus pensamentos voam pela rua como folhas soltas.
Aquela rua que anda sozinha
ecoando passos que não existem
a sombra criada abaixo da luz
pode ser daquela alma procurada
pode ser daquela pessoa odiada
Tantas são as possibilidades, tantas são as placas
a minha alma vira a esquerda, numa rua abandonada.
mas não há ninguém lá, nenhuma alma penada,
somente a minha sombra esquecida e descarada.
Tantos caminhos que levam para o mesmo fim
a pedra que foi atacada em minha cara
faz ele tropeçar mais adiante
irregulares, tensos...os minutos
o tempo me avisa
preciso correr
viver a fantasia
celebridades
TV
Eu preciso roubar de mim o que falta em você
mas é tão curto o tempo. Eu encurto o meu jeito
para não tentar esquecer. Eu jogo fora todas as coisas fúteis
eu jogo fora o que me liga ao mundo que você vê.
Você para mim é mais fútel que a novela
jogue-se fora, um favor você faz
recicle-se...
a sua rua, sua sombra, sua luz,
seus pensamentos
O mundo que eu vejo?
você, numa caixa quadrada....
Jogue-se fora, dispa-se da sua hipocrisia
deixe o meu pensamento a salvo da sua monotonia
Escureça a sua rua, deixe a minha rua liberta
eu não tenho intenções de fechar as paredes da sua cela, do seu cubo escuro,
mas pretendo colar-lhe todas as faces, deixando teu mundo obscuro.
Não tenho mais respostas a lhe dar
minha cabeça pesa nesse momento
meu cérebro enojado com suas palavras
você me dá preguiça de pensar
Eu não tenho tempo para gastar, fecho as janelas
eu não tenho culpa, eu não tenho tempo.
Eu não tenho desculpas para rasgar como seda
eu só tenho palavras e sono.
e o que resta de mim para você
é isso:
.
sábado, março 13, 2004
ATORES REAIS
Criando histórias...
para o seu passa-tempo
Sem fidelidade com a verdade
você acredita em tudo que eu escrevo?
Uso minha criatividade como inspiração
O choro falso da atriz me emociona e também me inspira
Eu sou assim, uma lágrima
inspirada e uma história falsa
Mas com o pensamento distante e o olhar
em duas lindas crianças, dormindo tranqüilamente,
um cobertor com desenhos de flores as aquece
Sonhando sonhos inocentes
cheio de cores, balas, chocolates
Esperando um outro novo dia
as acordar, talvez com o som dos passarinhos
mais mágico impossível
se elas não estivessem dormindo
no meio de uma calçada cinza
Será que aquelas lágrimas eram tão falsas assim?
Será que estou mentindo?
Antes se eu estivesse
eu quero mentir, eu desejo mentir
mas não sou uma lágrima falsa
eu quero ser tão criativo ao ponto de inventar
uma história assim...
mas não sou e necessito querer poder mentir!
Criando histórias...
para o seu passa-tempo
Sem fidelidade com a verdade
você acredita em tudo que eu escrevo?
Uso minha criatividade como inspiração
O choro falso da atriz me emociona e também me inspira
Eu sou assim, uma lágrima
inspirada e uma história falsa
Mas com o pensamento distante e o olhar
em duas lindas crianças, dormindo tranqüilamente,
um cobertor com desenhos de flores as aquece
Sonhando sonhos inocentes
cheio de cores, balas, chocolates
Esperando um outro novo dia
as acordar, talvez com o som dos passarinhos
mais mágico impossível
se elas não estivessem dormindo
no meio de uma calçada cinza
Será que aquelas lágrimas eram tão falsas assim?
Será que estou mentindo?
Antes se eu estivesse
eu quero mentir, eu desejo mentir
mas não sou uma lágrima falsa
eu quero ser tão criativo ao ponto de inventar
uma história assim...
mas não sou e necessito querer poder mentir!
quinta-feira, março 11, 2004
DESESPERO
Tentando imaginar palavras certas
para um desespero que minha cabeça cria
Você realmente quer saber o que se passa?
Dê-me a mão e seja bem vindo ao meu desespero
A nuvem escura que vigia as pessoas
não me deixa ver olhos sinceros
A boca que me acusa, que me culpa
O que eu fiz?
Uma história cansativa,
com direito a uma capítulo sem comercial
O fogo se alastra dentro do meu corpo
queima meus órgãos
e deixa meu cérebro vivo,
mantendo a chama de minha memória acessa
Não agüento mais, me entrego
manipulado pela consciência que me resta
Esse desespero inacabado
até quando durmo ele me observa
Estou preso nele, ele sorri para mim
Tentando imaginar palavras certas
para descrever o que sinto
Faço do meu desespero um poema
escrevendo-o de olhos fechados
viajo com palavras
mas estou tão vazio quanto
o espaço que existe entre elas
É horrível ficar assim
Sozinho, sentado num banco
vendo e escutando as pessoas que se misturam
no mesmo espaço musical
Violão, cavaquinho
Meu desespero aumenta ainda mais
Estou vendo também um lixo, vou jogar tudo fora
esse poema,
esse cavaquinho...
E quero ir para o lixo também
talvez alguém me recicle
mas eu vou me jogar em outro lixo
no mesmo lugar que um cavaquinho não fico,
esse maldito cavaquinho que me irrita em alto e bom som
prefiro dividir um lixo com meu desespero,
ele é um silêncio que me mata aos poucos.
Tentando imaginar palavras certas
para um desespero que minha cabeça cria
Você realmente quer saber o que se passa?
Dê-me a mão e seja bem vindo ao meu desespero
A nuvem escura que vigia as pessoas
não me deixa ver olhos sinceros
A boca que me acusa, que me culpa
O que eu fiz?
Uma história cansativa,
com direito a uma capítulo sem comercial
O fogo se alastra dentro do meu corpo
queima meus órgãos
e deixa meu cérebro vivo,
mantendo a chama de minha memória acessa
Não agüento mais, me entrego
manipulado pela consciência que me resta
Esse desespero inacabado
até quando durmo ele me observa
Estou preso nele, ele sorri para mim
Tentando imaginar palavras certas
para descrever o que sinto
Faço do meu desespero um poema
escrevendo-o de olhos fechados
viajo com palavras
mas estou tão vazio quanto
o espaço que existe entre elas
É horrível ficar assim
Sozinho, sentado num banco
vendo e escutando as pessoas que se misturam
no mesmo espaço musical
Violão, cavaquinho
Meu desespero aumenta ainda mais
Estou vendo também um lixo, vou jogar tudo fora
esse poema,
esse cavaquinho...
E quero ir para o lixo também
talvez alguém me recicle
mas eu vou me jogar em outro lixo
no mesmo lugar que um cavaquinho não fico,
esse maldito cavaquinho que me irrita em alto e bom som
prefiro dividir um lixo com meu desespero,
ele é um silêncio que me mata aos poucos.
terça-feira, março 09, 2004
FILME MUDO
Eu não tenho tempo para nada
eu só tenho tempo para abrir a janela
e ver o céu morrendo diante de mim
meu dia está vazio. Mas isso não me incomoda.
Vejo o céu de azul ir para o preto...
amanhã outro dia irá morrer...
e não vou ter tempo para nada
só tempo para ficar na cama vendo o dia
esperando ele morrer para fazer tudo de novo!
E assim vou me consumindo
vendo o tempo se arrastar diante de mim
diante dos ponteiros do relógio me conservo inerte
o pensamento distante, o olhar envolto em trevas
eu não me sinto bem. Me sinto pedra.
Mas em um desses dias não abri a janela
minha visão não tinha a mesma graça
quis explorar outros céus... outros mares
dei passos, abri portas...
Vi mundos dentro de maçanetas
fiquei perplexo com as minhas incertezas
estariam meus olhos me enganando?
há realmente uma vida não morta atrás dessas portas?
Há vidas mortas e mortas vidas...
ou tanto faz
Eu vi seus olhos... e enxerguei além deles...
Vi sua verdade escondida
a maldade florescida
Vi o seu desejo de me manter no escuro
entendi que é você que tranca minha porta todas as noites
e some com a chave de manhã
eu não quero mais isso. Eu vou fazer copias da chave
e vou jogar na sua cara que eu tenho uma saída, uma escolha.
Há sempre um você
mesmo assim não me importo
nem quero saber mesmo...
continuo dando passos, descobrindo
e vendo a maldade e a bondade
Continuo descobrindo caminhos com meus pés
Sem precisar de suas mão me guiando no escuro
eu abro portas, abro gavetas
desvendo segredos que eu nem sonhava
ainda há vida dentro do meu peito cinza.
Abro baús também...
descubro a história
vejo roupas antigas
comparo as gerações...
prefiro o antigo...aqueles filmes em preto e branco
imagino até que naquela época não havia cores
Imagino minha vida se desenrolando num filme mudo
sem os imprevistos das palavras loucas
seria tão magico. Seria tão simples.
O simples do mudo...
simples gestos
a comédia mais inocente que já vi
é tão bonito um sorriso assim
seria tão fácil administrar as ações, os espaços
as dimensões, as emoções. Bastaria um simples passo
em direção a porta, a janela, ao infinito
seria simples como um riso de criança na praia.
----------------------------------------------------------
P.S.:Meu e de minha amiga!
Eu não tenho tempo para nada
eu só tenho tempo para abrir a janela
e ver o céu morrendo diante de mim
meu dia está vazio. Mas isso não me incomoda.
Vejo o céu de azul ir para o preto...
amanhã outro dia irá morrer...
e não vou ter tempo para nada
só tempo para ficar na cama vendo o dia
esperando ele morrer para fazer tudo de novo!
E assim vou me consumindo
vendo o tempo se arrastar diante de mim
diante dos ponteiros do relógio me conservo inerte
o pensamento distante, o olhar envolto em trevas
eu não me sinto bem. Me sinto pedra.
Mas em um desses dias não abri a janela
minha visão não tinha a mesma graça
quis explorar outros céus... outros mares
dei passos, abri portas...
Vi mundos dentro de maçanetas
fiquei perplexo com as minhas incertezas
estariam meus olhos me enganando?
há realmente uma vida não morta atrás dessas portas?
Há vidas mortas e mortas vidas...
ou tanto faz
Eu vi seus olhos... e enxerguei além deles...
Vi sua verdade escondida
a maldade florescida
Vi o seu desejo de me manter no escuro
entendi que é você que tranca minha porta todas as noites
e some com a chave de manhã
eu não quero mais isso. Eu vou fazer copias da chave
e vou jogar na sua cara que eu tenho uma saída, uma escolha.
Há sempre um você
mesmo assim não me importo
nem quero saber mesmo...
continuo dando passos, descobrindo
e vendo a maldade e a bondade
Continuo descobrindo caminhos com meus pés
Sem precisar de suas mão me guiando no escuro
eu abro portas, abro gavetas
desvendo segredos que eu nem sonhava
ainda há vida dentro do meu peito cinza.
Abro baús também...
descubro a história
vejo roupas antigas
comparo as gerações...
prefiro o antigo...aqueles filmes em preto e branco
imagino até que naquela época não havia cores
Imagino minha vida se desenrolando num filme mudo
sem os imprevistos das palavras loucas
seria tão magico. Seria tão simples.
O simples do mudo...
simples gestos
a comédia mais inocente que já vi
é tão bonito um sorriso assim
seria tão fácil administrar as ações, os espaços
as dimensões, as emoções. Bastaria um simples passo
em direção a porta, a janela, ao infinito
seria simples como um riso de criança na praia.
----------------------------------------------------------
P.S.:Meu e de minha amiga!
sábado, março 06, 2004
CHORO
Escorrem, agora, novas lágrimas
Simplesmente porque deu vontade de chorar
Não sei o verdadeiro motivo disso
Pode ser pela criança que vejo no farol desde sempre
Pode ser pela minha falta de confiança
Pode ser por um amor perdido
Pode ser por tantas coisas
Mas prefiro simplesmente chorar
Sem motivo, realmente nem quero pensar em motivos
Mania que temos de querer entender tudo
Foi o que me falaram e eu concordei...
As vezes choro sem lágrimas
Choro por dentro
E não sei qual é o pior
Viajando por linhas de pensamentos
Viajando pela história... tanta tristeza
Tem como não chorar??
Lavo meu rosto
Água e lágrimas se misturam
Um disfarce perfeito para um homem
Que não sabe chorar em público
Chora em companhia da tristeza
Em companhia de palavras...
E por anos chorou junto com o vinho
Ele, o vinho, nem tem mais o mesmo efeito, a mesma graça
Minha reserva também já se esgotou...
E minha paciência com esse mundo está indo por esse caminho
Como continuar? Como continuar esse poema?
Sou um poeta fajuto
Não sei escrever, não tenho uma boa amizade com a Dona Gramática
E pior que tive oportunidades valiosas...
Sempre demoro para dar o devido valor as coisas!
Foi a mesma coisa com os vinhos
A cada gota chutada no meio estômago
Era considerada uma tristeza amarga,
matando a felicidade que tinha a obrigação de ter...
A mesma coisa com a Dona Gramática
A mesma coisa com o vinho
A mesma coisa com esse mundo
Isolado volto a chorar,
E pelo que dessa vez?
Não sei... Não quero saber... E tenho raiva de quem sabe!!!
Escorrem, agora, novas lágrimas
Simplesmente porque deu vontade de chorar
Não sei o verdadeiro motivo disso
Pode ser pela criança que vejo no farol desde sempre
Pode ser pela minha falta de confiança
Pode ser por um amor perdido
Pode ser por tantas coisas
Mas prefiro simplesmente chorar
Sem motivo, realmente nem quero pensar em motivos
Mania que temos de querer entender tudo
Foi o que me falaram e eu concordei...
As vezes choro sem lágrimas
Choro por dentro
E não sei qual é o pior
Viajando por linhas de pensamentos
Viajando pela história... tanta tristeza
Tem como não chorar??
Lavo meu rosto
Água e lágrimas se misturam
Um disfarce perfeito para um homem
Que não sabe chorar em público
Chora em companhia da tristeza
Em companhia de palavras...
E por anos chorou junto com o vinho
Ele, o vinho, nem tem mais o mesmo efeito, a mesma graça
Minha reserva também já se esgotou...
E minha paciência com esse mundo está indo por esse caminho
Como continuar? Como continuar esse poema?
Sou um poeta fajuto
Não sei escrever, não tenho uma boa amizade com a Dona Gramática
E pior que tive oportunidades valiosas...
Sempre demoro para dar o devido valor as coisas!
Foi a mesma coisa com os vinhos
A cada gota chutada no meio estômago
Era considerada uma tristeza amarga,
matando a felicidade que tinha a obrigação de ter...
A mesma coisa com a Dona Gramática
A mesma coisa com o vinho
A mesma coisa com esse mundo
Isolado volto a chorar,
E pelo que dessa vez?
Não sei... Não quero saber... E tenho raiva de quem sabe!!!
domingo, fevereiro 29, 2004
NOVOS OLHARES
Eu não vejo além do horizonte
as linhas da minha vida se reduzem
na palma das minhas mãos
Fecho minhas mãos
e dou na sua cara
a resposta q tanto quero dar
encurto sua vida, faço sua mãe chorar
Eu não desejo a sua vida entre minhas mãos
mas estendo cada dedo dentro dos seus vãos
e dou de testa com suas orbitas, boca e respiração
cada vala do seu rosto encoberto pela minha dor.
De seus olhos escorrem sangue
fazendo rastros na sua face
desejo a dor encontrar
em cada gota de sangue que derramar
Desejo encontrar alivio no seu desgosto
no gosto do seu sangue pelo meu resto
ou ainda em cada folha morta que caí
diante do sopro do vento noturno.
Eu não durmo.....
Eu não durmo, imaginando você morrer
um ódio que você criou
Fazendo-me esperar pelas horas que arrastam
arrastam os segundos da minha imaginação
ilusão de pose, ilusão de paixão
Marcando o tempo do relógio no meu crânio
fazendo os ponteiros chorarem de angústia dentro de mim
a sua morta me inebria, mas me dilacera no mesmo instante
e eu não sei se rasgar as suas fotos resolve
eu não sei se olhar para as estrelas velhas e mortas adianta
Abro a porta e deixo o vento entrar
para apagar essa chama
que alimenta as minhas esperanças
que me faz chorar
Estou sozinho, eu e o vinho
olhando para a parede
imaginando não encontrar
respostas certas para meu drama
onde você está?
Dentro de mim? nos meus sonhos?
eu não te encontro além da minha angústia
eu só te encontro dentro da minha amargura
e dentro de um copo vazio eu ME encontro só
e as paredes nuas me reduzem
e os raios de tristeza e torpor me conduzem
até onde você não está.
Saio pela porta de trás
esperando que alguém me encontra na esquina
alguém que me veja como eu realmente sou
pedindo um amor
Mas não há nada além da esquina fria, dos carros cinzas
da fumaça que preenche o meu coração gelado
não sinto sombras ao meu lado, você não está em nenhum lugar
eu só sinto as minhas pernas correndo, meus pés se machucando
e o asfalto escuro em pranto
me atordoando, me matando. onde você está?
Onde você está??
Onde eu estou?
Não me acho no reflexo do espelho
não vejo mais um olhar sincero meu
vivo na mentira do meu dia – a - dia
Preso entre ilusões e fantasias
vestindo máscaras e roupas que não são minhas
eu nem consigo me sentir dentro de mim
assemelho-me à um casulo vazio
e não vejo saídas diante de mim
a minha resposta está além de você.
Vejo atras do muro
e acho a senhora esperança
esperança de me foder de novo
entre novos olhares
---------------------------------------------
EU NÃO SEI
Não há lugares distantes, o som do mar invade a ponte
entre a minha alma e a minha ilusão
não há lugares fora do sistema
não há um "eu" de verdade. Há um problema
eu não sei o que eu faço dentro de mim.
Quero pular da minha janela
mas o vidro está fechado
arrumar desculpa para tudo
e Deus me deu a preguiça
Eu não tenho espaço dentro de casa pro som das minhas asas
e não há Deus dentro da minha estante
eu não abro a janela, eu quebro a porta sem aviso
não há nada fora do sistema banal.
O reinado está debaixo da terra
minha vida, meus motivos
faço o que quero
e agora , quero voar
voar para longe e ao mesmo tão perto de lugar algum
Além de alguma frincha de céu, alguma nuvem
além de qualquer resto de sociedade, além do mar
e da boca escura da praia que cerca meus pensamentos
talvez além do que me mantém presa ao chão.
Além da salvação divina
Além do seu amém
Deus hipócrita, cheio de falhas
Quem criou quem?
O Homem fez o Deus?
ou Deus fez o Homem?
Alguém criou algo ou foi tudo copiado?
Em algum lugar na imensidão do infinito caminha minha resposta
eu vou seqüestra-la, agarra-la a força
e faze-la cuspir as verdades ocultas dos homens.
Vou entregar a verdade pela chaminé
igual ao Papai Noel
mais uma ironia
para mentes que clamam por ilusões
hipocrisia
Talvez eu devesse embalar a verdade em papel de seda
vender num bazar de natal, lucrar, gerar capital
talvez eu devesse voar com ela, solta-la em alto mar
enterra-la no fundo da minha loucura.
E viveriam todos em paz
debaixo de suas cobertas
com suas verdadeiras mentiras
expostas para as futuras gerações
Como ossos expostos, fraturas
a verdade seria enfaixada, escondida entre nuvens
ciência, teorias, lamentações divinas
mas o que há por trás da verdade?
Seriamos fantoches com sonhos de liberdade?
As conspirações nos envolvem
nem os participantes sabem da verdade
forças ocultas dominam-nos
querendo fazer algo, dar sentido
aos seus fúteis desejos
e a verdade e a liberdade se prostituem
para satisfazer esses desejos esnobes e atrozes
vendem-se por qualquer preço, nossos sonhos putos
se vendem, se dão por qualquer maçã verde ou ilusão.
Pensei no amor agora
Será que é essa a solução?
Será que essa é a verdade que procuramos?
eu não sei , eu não amo
Seria essa a asa da imaginação?
Talvez a peça quebrada do quebra-cabeça
ou talvez nós sejamos apenas estranhos num mundo alheio
apenas corações partidos e cortados com cacos de espelho
apenas estranhos para nós mesmos?
eu não sei, eu não penso.
---------------------------------------------------
P.S.: Meu e da minha amiga que sempre escreve comigo, Cris!
Eu não vejo além do horizonte
as linhas da minha vida se reduzem
na palma das minhas mãos
Fecho minhas mãos
e dou na sua cara
a resposta q tanto quero dar
encurto sua vida, faço sua mãe chorar
Eu não desejo a sua vida entre minhas mãos
mas estendo cada dedo dentro dos seus vãos
e dou de testa com suas orbitas, boca e respiração
cada vala do seu rosto encoberto pela minha dor.
De seus olhos escorrem sangue
fazendo rastros na sua face
desejo a dor encontrar
em cada gota de sangue que derramar
Desejo encontrar alivio no seu desgosto
no gosto do seu sangue pelo meu resto
ou ainda em cada folha morta que caí
diante do sopro do vento noturno.
Eu não durmo.....
Eu não durmo, imaginando você morrer
um ódio que você criou
Fazendo-me esperar pelas horas que arrastam
arrastam os segundos da minha imaginação
ilusão de pose, ilusão de paixão
Marcando o tempo do relógio no meu crânio
fazendo os ponteiros chorarem de angústia dentro de mim
a sua morta me inebria, mas me dilacera no mesmo instante
e eu não sei se rasgar as suas fotos resolve
eu não sei se olhar para as estrelas velhas e mortas adianta
Abro a porta e deixo o vento entrar
para apagar essa chama
que alimenta as minhas esperanças
que me faz chorar
Estou sozinho, eu e o vinho
olhando para a parede
imaginando não encontrar
respostas certas para meu drama
onde você está?
Dentro de mim? nos meus sonhos?
eu não te encontro além da minha angústia
eu só te encontro dentro da minha amargura
e dentro de um copo vazio eu ME encontro só
e as paredes nuas me reduzem
e os raios de tristeza e torpor me conduzem
até onde você não está.
Saio pela porta de trás
esperando que alguém me encontra na esquina
alguém que me veja como eu realmente sou
pedindo um amor
Mas não há nada além da esquina fria, dos carros cinzas
da fumaça que preenche o meu coração gelado
não sinto sombras ao meu lado, você não está em nenhum lugar
eu só sinto as minhas pernas correndo, meus pés se machucando
e o asfalto escuro em pranto
me atordoando, me matando. onde você está?
Onde você está??
Onde eu estou?
Não me acho no reflexo do espelho
não vejo mais um olhar sincero meu
vivo na mentira do meu dia – a - dia
Preso entre ilusões e fantasias
vestindo máscaras e roupas que não são minhas
eu nem consigo me sentir dentro de mim
assemelho-me à um casulo vazio
e não vejo saídas diante de mim
a minha resposta está além de você.
Vejo atras do muro
e acho a senhora esperança
esperança de me foder de novo
entre novos olhares
---------------------------------------------
EU NÃO SEI
Não há lugares distantes, o som do mar invade a ponte
entre a minha alma e a minha ilusão
não há lugares fora do sistema
não há um "eu" de verdade. Há um problema
eu não sei o que eu faço dentro de mim.
Quero pular da minha janela
mas o vidro está fechado
arrumar desculpa para tudo
e Deus me deu a preguiça
Eu não tenho espaço dentro de casa pro som das minhas asas
e não há Deus dentro da minha estante
eu não abro a janela, eu quebro a porta sem aviso
não há nada fora do sistema banal.
O reinado está debaixo da terra
minha vida, meus motivos
faço o que quero
e agora , quero voar
voar para longe e ao mesmo tão perto de lugar algum
Além de alguma frincha de céu, alguma nuvem
além de qualquer resto de sociedade, além do mar
e da boca escura da praia que cerca meus pensamentos
talvez além do que me mantém presa ao chão.
Além da salvação divina
Além do seu amém
Deus hipócrita, cheio de falhas
Quem criou quem?
O Homem fez o Deus?
ou Deus fez o Homem?
Alguém criou algo ou foi tudo copiado?
Em algum lugar na imensidão do infinito caminha minha resposta
eu vou seqüestra-la, agarra-la a força
e faze-la cuspir as verdades ocultas dos homens.
Vou entregar a verdade pela chaminé
igual ao Papai Noel
mais uma ironia
para mentes que clamam por ilusões
hipocrisia
Talvez eu devesse embalar a verdade em papel de seda
vender num bazar de natal, lucrar, gerar capital
talvez eu devesse voar com ela, solta-la em alto mar
enterra-la no fundo da minha loucura.
E viveriam todos em paz
debaixo de suas cobertas
com suas verdadeiras mentiras
expostas para as futuras gerações
Como ossos expostos, fraturas
a verdade seria enfaixada, escondida entre nuvens
ciência, teorias, lamentações divinas
mas o que há por trás da verdade?
Seriamos fantoches com sonhos de liberdade?
As conspirações nos envolvem
nem os participantes sabem da verdade
forças ocultas dominam-nos
querendo fazer algo, dar sentido
aos seus fúteis desejos
e a verdade e a liberdade se prostituem
para satisfazer esses desejos esnobes e atrozes
vendem-se por qualquer preço, nossos sonhos putos
se vendem, se dão por qualquer maçã verde ou ilusão.
Pensei no amor agora
Será que é essa a solução?
Será que essa é a verdade que procuramos?
eu não sei , eu não amo
Seria essa a asa da imaginação?
Talvez a peça quebrada do quebra-cabeça
ou talvez nós sejamos apenas estranhos num mundo alheio
apenas corações partidos e cortados com cacos de espelho
apenas estranhos para nós mesmos?
eu não sei, eu não penso.
---------------------------------------------------
P.S.: Meu e da minha amiga que sempre escreve comigo, Cris!
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
ME JULGUE
Me diga o que você quer
Me diga o que pensar
diga-me, me diga, diga!!
Me leve aonde você quer
Me leve aonde puder
leve-me, me leve, leve!!
Alguém que fale
alguém que controle
alguém para ter medo
alguém...
Sempre é você meus motivos
É para você meu riso
Tantas coisas guardadas
coisas velhas
agora estão rasgadas
Me diga o que você quer!
Correndo riscos por uma mulher
Bem mais presente do que você
Me diga o que você quer
Abrindo as portas para uma mulher
Viajando por tantas casas
Viajando por tantas bocas
Leve o que você puder
Leve-me... ao inferno
De mãos dadas ficaremos
de mãos dadas morreremos
Há tanta verdade
na sua mentira
é tanta coisa sem nexo
Abro a porta
rezo por mim
acendo a vela
e me despeço
Me diga o que você quer
Me diga o que pensar
diga-me, me diga, diga!!
Me leve aonde você quer
Me leve aonde puder
leve-me, me leve, leve!!
Alguém que fale
alguém que controle
alguém para ter medo
alguém...
Sempre é você meus motivos
É para você meu riso
Tantas coisas guardadas
coisas velhas
agora estão rasgadas
Me diga o que você quer!
Correndo riscos por uma mulher
Bem mais presente do que você
Me diga o que você quer
Abrindo as portas para uma mulher
Viajando por tantas casas
Viajando por tantas bocas
Leve o que você puder
Leve-me... ao inferno
De mãos dadas ficaremos
de mãos dadas morreremos
Há tanta verdade
na sua mentira
é tanta coisa sem nexo
Abro a porta
rezo por mim
acendo a vela
e me despeço
terça-feira, fevereiro 24, 2004
SONO
Pátio, aula
aula, pátio
pátio, pátio, pátio
aula, aula, sono
sono, aula, pátio
pátio, sono, sono, sono
pátio, sono, banco
banco, sono, banco
pátio, banco, banco
sono, banco
banco, sono, pátio
sono, sono, sono
banco, sono, sono
sono, banco, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho, ronco
banco, ronco, ronco
sonho, banco, ronco
sonho, ronco
sonho, sinal, sinal
cair do banco, sinal
sinal, sono, cair do banco
sono, sono, sono
sono, segunda aula, sono
sono, segunda aula, segunda aula
sono, segunda aula, carteira
sono, carteira
carteira, sono, sono
sono, carteira
carteira, carteira, sono
sono, sonho, carteira
carteira, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho
sonho, ronco
ronco, professora
professora, sono
sono, sono, professora
professora, sono, sonho
sonho, professora
professora, aula
aula, aula, sono
sono, aula, aula
sono...
Pátio, aula
aula, pátio
pátio, pátio, pátio
aula, aula, sono
sono, aula, pátio
pátio, sono, sono, sono
pátio, sono, banco
banco, sono, banco
pátio, banco, banco
sono, banco
banco, sono, pátio
sono, sono, sono
banco, sono, sono
sono, banco, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho, ronco
banco, ronco, ronco
sonho, banco, ronco
sonho, ronco
sonho, sinal, sinal
cair do banco, sinal
sinal, sono, cair do banco
sono, sono, sono
sono, segunda aula, sono
sono, segunda aula, segunda aula
sono, segunda aula, carteira
sono, carteira
carteira, sono, sono
sono, carteira
carteira, carteira, sono
sono, sonho, carteira
carteira, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho
sonho, ronco
ronco, professora
professora, sono
sono, sono, professora
professora, sono, sonho
sonho, professora
professora, aula
aula, aula, sono
sono, aula, aula
sono...
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
CORAÇÃO NUM CÉU
Toque meu coração
sinta o céu
Um circulo de fogo se abrindo
perante seus olhos
Viajo a busca de muitas arvores
Verde e mais verde, as vezes uma abelha
Em um céu distante dos seus olhos
meu coração explodirá
em emoções remotas
Os pedaços retirados de uma cova
Meus ossos serão sua conquista
Vejo em tantos lares
o mesmo Brasil
que tem a sua cara
mas que não é mostrada
Se escondem atrás de muros
portas, cadeados...
Fechaduras abertas
As vezes de vez em quando
Busco encontrar seu coração
talvez em latas velhas
lixeiras cheirosas
Corações, céu...
Toque o céu com sua tecnologia
sinta eu coração de ferro
A igualdade de ações de corações
movidos a lenha
Seu prestígio é a fonte de loucura
Seu prestígio pode ser comido
Palavras sem ações
Palavras que andam a frente de olhos
Palavras brincando com a verdade
Palavras de armas
Um tiro.... um suspiro
Um fim de um começo triste
Sua vida , talvez não sua
mas de muitos... com seu poder
não seu...
Nada as vezes é uma papel em branco
que pode ser desenhado um céu
de nuvens negras que tocam meu coração
Vejo, sinto...
Choro, morro...
Toque meu coração
sinta o céu
Um circulo de fogo se abrindo
perante seus olhos
Viajo a busca de muitas arvores
Verde e mais verde, as vezes uma abelha
Em um céu distante dos seus olhos
meu coração explodirá
em emoções remotas
Os pedaços retirados de uma cova
Meus ossos serão sua conquista
Vejo em tantos lares
o mesmo Brasil
que tem a sua cara
mas que não é mostrada
Se escondem atrás de muros
portas, cadeados...
Fechaduras abertas
As vezes de vez em quando
Busco encontrar seu coração
talvez em latas velhas
lixeiras cheirosas
Corações, céu...
Toque o céu com sua tecnologia
sinta eu coração de ferro
A igualdade de ações de corações
movidos a lenha
Seu prestígio é a fonte de loucura
Seu prestígio pode ser comido
Palavras sem ações
Palavras que andam a frente de olhos
Palavras brincando com a verdade
Palavras de armas
Um tiro.... um suspiro
Um fim de um começo triste
Sua vida , talvez não sua
mas de muitos... com seu poder
não seu...
Nada as vezes é uma papel em branco
que pode ser desenhado um céu
de nuvens negras que tocam meu coração
Vejo, sinto...
Choro, morro...
sábado, fevereiro 21, 2004
DOR... DOR...
Máquinas, máquinas...
Um registro de uma humanidade
A evolução feita de olhos fechados
Sentimentos, sentimentos...
Máquinas, máquinas...
humanos, humanos...
parafusos, parafusos...
amor, amor...
dor, dor...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
Três pontos...
pense... pense...
Corra pulando linhas
Nada a sua volta é real
visto de olhos trancados
com chaves invisíveis
Um ser humano
sendo experimentado
uma, duas, três vezes
conspirações batem a sua porta
Passos de seguem
a cima de sua cabeça
Pague para matar
faça de graça
A graça está aí...
A Graça veio aqui, deixou recado
Disse que você é sem graça
Sem Graça?
Estou sem amante...Estou sem a Graça
Uma mistura,
insanidade dentro de um liqüidificador
Nada, novamente, faz sentido
nunca fez, um dia talvez
um estudo aprofundado da minha mente
mas desculpe
você nunca saberá o que se passa aqui
Máquinas, máquinas...
Um registro de uma humanidade
A evolução feita de olhos fechados
Sentimentos, sentimentos...
Máquinas, máquinas...
humanos, humanos...
parafusos, parafusos...
amor, amor...
dor, dor...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
Três pontos...
pense... pense...
Corra pulando linhas
Nada a sua volta é real
visto de olhos trancados
com chaves invisíveis
Um ser humano
sendo experimentado
uma, duas, três vezes
conspirações batem a sua porta
Passos de seguem
a cima de sua cabeça
Pague para matar
faça de graça
A graça está aí...
A Graça veio aqui, deixou recado
Disse que você é sem graça
Sem Graça?
Estou sem amante...Estou sem a Graça
Uma mistura,
insanidade dentro de um liqüidificador
Nada, novamente, faz sentido
nunca fez, um dia talvez
um estudo aprofundado da minha mente
mas desculpe
você nunca saberá o que se passa aqui
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
MAIS UM QUE NÃO QUERO LER
Mostre-me seu medo
Mostre-me sua piedade
Minha mente não tem mais vagas
na estrada você continua
Segue na calçada quebrada
por tantos passos
carregando uma consciência pesada
erros e mais erros acumulados
Um anjo caí sobre seu corpo
Sentimentos se perdem
em um bolso furado cheio de espaço
vaso, uma rosa, sem água
a morte virá
trazendo a dor
talvez porque eu seja o escolhido
por um Deus da revolta
Seus olhos...
já os vi antes
pendurados em uma cabeça sem cérebro
aberta por urubus
Uma voz sem vida ecoa por desertos
querendo encontra alguns ouvidos
Sujeira por parte dele
Seguindo um ritmo
Buscando uma solução
Uma solução para esse mundo
para esses seres humanos
Vejo seus olhos sempre
em sonhos loucos e proibidos
Sonho com seu olhos...
as vezes com sua boca...
uma vez com seu corpo
Fecho meus olhos e vejo os seus
e você continua
eu parado na esquina passada
que passou durante anos
sempre derramando a mesma lágrima
daquela mesma dor
gravada a fogo
você continua, pode até esquecer
mas você me marcou,
marcou da melhor e da pior forma
como conviver com isso?
Fecho meus olhos e vejo os seus...
Dormir é sempre difícil, a mesma dor
acordar, seguir pelas ruas
sem objetivo...
E eu nem sei o que fazer,
você sabe?
O silêncio, resumindo nossos olhares tristes
em silêncio de dois corações
Caindo lágrimas quentes e pesadas
lotadas de raiva e um pouco de...
Mostre-me seu medo
Mostre-me sua piedade
Minha mente não tem mais vagas
na estrada você continua
Segue na calçada quebrada
por tantos passos
carregando uma consciência pesada
erros e mais erros acumulados
Um anjo caí sobre seu corpo
Sentimentos se perdem
em um bolso furado cheio de espaço
vaso, uma rosa, sem água
a morte virá
trazendo a dor
talvez porque eu seja o escolhido
por um Deus da revolta
Seus olhos...
já os vi antes
pendurados em uma cabeça sem cérebro
aberta por urubus
Uma voz sem vida ecoa por desertos
querendo encontra alguns ouvidos
Sujeira por parte dele
Seguindo um ritmo
Buscando uma solução
Uma solução para esse mundo
para esses seres humanos
Vejo seus olhos sempre
em sonhos loucos e proibidos
Sonho com seu olhos...
as vezes com sua boca...
uma vez com seu corpo
Fecho meus olhos e vejo os seus
e você continua
eu parado na esquina passada
que passou durante anos
sempre derramando a mesma lágrima
daquela mesma dor
gravada a fogo
você continua, pode até esquecer
mas você me marcou,
marcou da melhor e da pior forma
como conviver com isso?
Fecho meus olhos e vejo os seus...
Dormir é sempre difícil, a mesma dor
acordar, seguir pelas ruas
sem objetivo...
E eu nem sei o que fazer,
você sabe?
O silêncio, resumindo nossos olhares tristes
em silêncio de dois corações
Caindo lágrimas quentes e pesadas
lotadas de raiva e um pouco de...
terça-feira, fevereiro 17, 2004
PERDIDO
Perdido
Perdido entre mim
Perdido dentro de mim
Perdido entre a concordância
Meu reflexo se perde
entre paredes de espelhos
fazendo corredores de minha alma
A suavidade da linha
entre o amor e o ódio
me perco, perdendo a mim mesmo
Corro do som dos meus passos
Ecos do além saem dos meus ouvidos
Não quero pesadelos
Sinto o descontrole
me controlando
Faço questão de uma vida
mas por quê?
Um tema para eternidade
Mas me perco nesse tempo
Caminhando para tão longe
não sei e não quero voltar
para mim mesmo
Me perco, me perco...
Perdido
Perdido entre mim
Perdido dentro de mim
Perdido entre a concordância
Meu reflexo se perde
entre paredes de espelhos
fazendo corredores de minha alma
A suavidade da linha
entre o amor e o ódio
me perco, perdendo a mim mesmo
Corro do som dos meus passos
Ecos do além saem dos meus ouvidos
Não quero pesadelos
Sinto o descontrole
me controlando
Faço questão de uma vida
mas por quê?
Um tema para eternidade
Mas me perco nesse tempo
Caminhando para tão longe
não sei e não quero voltar
para mim mesmo
Me perco, me perco...
sábado, fevereiro 14, 2004
HOJE SEM 24 HORAS
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas!
Nada que eu me lembro
que tenha acontecido antes
Jogo das palavras
o envolvimento
a inteligência
Nem sempre a melhor conclusão
é a que quero
ou que queríamos
ou que devemos querer
ou que devo querer
A união
Um só
Experimento uma nova vida
de escondidos e velhos pensamentos
A parte que me ajuda a ficar louco
Resgatada numa reflexão
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas
Entre minha vontade
e da sociedade
Entre minha vontade
e um não!
Mentiras sem nexo para alguns
Mentiras absolutas para um crente
Mentiras para mim mesmo
Mentiras para ninguém
Só sozinho esqueço
Só sozinho me condeno
Uma pausa para pensar na vida
As lágrimas que ajudam o passar do tempo
Afogando um passado sombrio
na margem de um rio
IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO
Lá fora a visão da chuva
Um desejo infantil
Não com você
Me perco mais ainda em você
Fujo de uma sociedade
Fujo de olhares
Fujo de te encontrar
em momentos entos tos sss
Não aprendi a mentir para mim mesmo
Nem é tanto por você
é por mim
Penso o quanto eu
e o quanto você
acho que sou eu...
Psicológico abalado
Quero deixar você fugir de mim
mas não assim
A raiva me persegue
quando olho para alguns pensamentos
Garçom mais um dose
claro que eu to afim
a noite inteira nunca tem fim
Fujo da minha razão
Fujo de mim
Mas não fujo do choro do fim
IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM
Mais uma dose
meu cérebro me pegou
e levou até você
sem querer até seu sorriso
E esse poema não tem fim
cheio de muitos im
A minha história continua
Qualquer dia próximos capítulos
de um frustrado
Mas vou curtir a noite inteira
bebendo, bebendo, bebendo endo endo endo
com o coração endo endo endo endo
Um fim assim, sem fim, para mim
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas!
Nada que eu me lembro
que tenha acontecido antes
Jogo das palavras
o envolvimento
a inteligência
Nem sempre a melhor conclusão
é a que quero
ou que queríamos
ou que devemos querer
ou que devo querer
A união
Um só
Experimento uma nova vida
de escondidos e velhos pensamentos
A parte que me ajuda a ficar louco
Resgatada numa reflexão
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas
Entre minha vontade
e da sociedade
Entre minha vontade
e um não!
Mentiras sem nexo para alguns
Mentiras absolutas para um crente
Mentiras para mim mesmo
Mentiras para ninguém
Só sozinho esqueço
Só sozinho me condeno
Uma pausa para pensar na vida
As lágrimas que ajudam o passar do tempo
Afogando um passado sombrio
na margem de um rio
IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO
Lá fora a visão da chuva
Um desejo infantil
Não com você
Me perco mais ainda em você
Fujo de uma sociedade
Fujo de olhares
Fujo de te encontrar
em momentos entos tos sss
Não aprendi a mentir para mim mesmo
Nem é tanto por você
é por mim
Penso o quanto eu
e o quanto você
acho que sou eu...
Psicológico abalado
Quero deixar você fugir de mim
mas não assim
A raiva me persegue
quando olho para alguns pensamentos
Garçom mais um dose
claro que eu to afim
a noite inteira nunca tem fim
Fujo da minha razão
Fujo de mim
Mas não fujo do choro do fim
IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM
Mais uma dose
meu cérebro me pegou
e levou até você
sem querer até seu sorriso
E esse poema não tem fim
cheio de muitos im
A minha história continua
Qualquer dia próximos capítulos
de um frustrado
Mas vou curtir a noite inteira
bebendo, bebendo, bebendo endo endo endo
com o coração endo endo endo endo
Um fim assim, sem fim, para mim
terça-feira, fevereiro 10, 2004
MENTE MENTE!
Vasos cheios de água colorida
porque a rosa não foi comprada
Corro com meus pensamentos
vivo dando risada
Tempo passa, passa tempo
tempo, tempo
Tento... Tento...
Fecho os olhos
para salvar imagens
O odor que não quero
o odor caro com nome de carro
não natural, não natural
Aquele refrigerante
que não se vê
se bebe sem perceber
e o telefone toca
toca, toca, toca
dentro de uma oca
e ele toca
atendo
tento
tempo
Passa, Passa, Passa
e ele continua tocando
minha esperança perdida
entre tantos alôs
procuro sua voz do outro lado
Sempre um engano
para minha esperança
não é sua voz
e nunca mais será
não tem mais a mesma graça
aquele carinho
aquela atenção
voz linda...
A decepção,
resultado de não entender
o pensar não encontrado
a decepção
e as suas risadas de mim, não para mim
Sempre me perdendo
a decepção
não entendo
Vou me perder
em todos esses passos novamente
novamente minha mente mente
para mim mesmo...
A pessoa certa não existe
e eu não sou a pessoa certa
para ninguém
nem para mim mesmo...
Tento achar meus erros
Mente mente, mente mente
Vasos cheios de água colorida
porque a rosa não foi comprada
Corro com meus pensamentos
vivo dando risada
Tempo passa, passa tempo
tempo, tempo
Tento... Tento...
Fecho os olhos
para salvar imagens
O odor que não quero
o odor caro com nome de carro
não natural, não natural
Aquele refrigerante
que não se vê
se bebe sem perceber
e o telefone toca
toca, toca, toca
dentro de uma oca
e ele toca
atendo
tento
tempo
Passa, Passa, Passa
e ele continua tocando
minha esperança perdida
entre tantos alôs
procuro sua voz do outro lado
Sempre um engano
para minha esperança
não é sua voz
e nunca mais será
não tem mais a mesma graça
aquele carinho
aquela atenção
voz linda...
A decepção,
resultado de não entender
o pensar não encontrado
a decepção
e as suas risadas de mim, não para mim
Sempre me perdendo
a decepção
não entendo
Vou me perder
em todos esses passos novamente
novamente minha mente mente
para mim mesmo...
A pessoa certa não existe
e eu não sou a pessoa certa
para ninguém
nem para mim mesmo...
Tento achar meus erros
Mente mente, mente mente
domingo, fevereiro 08, 2004
sábado, fevereiro 07, 2004
ASSIM
Eu que não sou assim
mato meu jardim
A rosa que se afoga
e o meu pé que se molha
E eu que sou assim
um pouco de eu sem mim
O meu rosto desaparece
e minha escada que só desce
Eu que não sou assim
começo, meio e fim
Uma montanha cheia de mina
Ela que parece não ter vida
E eu que sou assim
falo mais não do que sim
Uma prisão sem fiança
a vida é dançar igual criança.
Eu que não sou assim
mato meu jardim
A rosa que se afoga
e o meu pé que se molha
E eu que sou assim
um pouco de eu sem mim
O meu rosto desaparece
e minha escada que só desce
Eu que não sou assim
começo, meio e fim
Uma montanha cheia de mina
Ela que parece não ter vida
E eu que sou assim
falo mais não do que sim
Uma prisão sem fiança
a vida é dançar igual criança.
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
O RIO SEM MARGENS
O rio preto chega aos meus pés
sinto o frio de sua água
congelar meus desejos
É espesso sob meus pés, como um caldo do meus medos
e transpassa a minha força, sinto-me afogar
num rio escuro e distante de qualquer socorro
Esta difícil conciliar minhas ânsias
com minhas palavras
Saio correndo em buscas
de respostas erradas para você
e para mim uma simples correção
Saio correndo sem direção, o importante não está aqui,
ou em qualquer lugar onde eu esteja
Não há prédios altos para saltar ou para picar poesias
e não há respostas para você lá em cima
Do trampolim da morte fujo também
Minha vida me atrapalha,
meu cérebro me atrapalha
mas quero uma resposta, revolta
volto para casa,
encontro minhas origens mortas
E os cômodos da minha casa me incomodam,
e os vultos na minha janela, os vidros espelhando minhas perguntas,
não há ninguém, as cadeiras estão vazias
e há uma xícara de café ainda quente sobre a mesa, não há ninguém
para me ouvir. Os carros passam, seus sons invadem minha porta
A morte me pegou sem me levar
A insanidade me domina
o silêncio me faz lembrar
que estou vivo
Que eu respiro, sou ignorado e vencido
Como mais um corpo imerso no rio humano das ruas
andando sem respostas ou direções
Estou vivo... e não sei se diferente de estar morto
Se isso é realmente importante
O que eu faço com a vida?
Vendo-a em pedaços
como trufas estragadas
meu paladar me diz que
a minha carne morta está viva
E o cheiro me diz que eu transpiro... vivo!
Mas e daí? Milhões de pessoas estão vivas
e isso não ajuda. Não é um consolo. Apenas mercadoria
Afinal, todo ser humano é mão-de-obra vendável, negociável
a preço de bananas, cigarros, sapatos, farinha...
Banana?
Hoje tem feira
Trufa?
Quero uma de maracujá
meus desejos mostram vida
o prazer para acalmar
meu louco cérebro louco!
O rio preto chega aos meus pés
sinto o frio de sua água
congelar meus desejos
É espesso sob meus pés, como um caldo do meus medos
e transpassa a minha força, sinto-me afogar
num rio escuro e distante de qualquer socorro
Esta difícil conciliar minhas ânsias
com minhas palavras
Saio correndo em buscas
de respostas erradas para você
e para mim uma simples correção
Saio correndo sem direção, o importante não está aqui,
ou em qualquer lugar onde eu esteja
Não há prédios altos para saltar ou para picar poesias
e não há respostas para você lá em cima
Do trampolim da morte fujo também
Minha vida me atrapalha,
meu cérebro me atrapalha
mas quero uma resposta, revolta
volto para casa,
encontro minhas origens mortas
E os cômodos da minha casa me incomodam,
e os vultos na minha janela, os vidros espelhando minhas perguntas,
não há ninguém, as cadeiras estão vazias
e há uma xícara de café ainda quente sobre a mesa, não há ninguém
para me ouvir. Os carros passam, seus sons invadem minha porta
A morte me pegou sem me levar
A insanidade me domina
o silêncio me faz lembrar
que estou vivo
Que eu respiro, sou ignorado e vencido
Como mais um corpo imerso no rio humano das ruas
andando sem respostas ou direções
Estou vivo... e não sei se diferente de estar morto
Se isso é realmente importante
O que eu faço com a vida?
Vendo-a em pedaços
como trufas estragadas
meu paladar me diz que
a minha carne morta está viva
E o cheiro me diz que eu transpiro... vivo!
Mas e daí? Milhões de pessoas estão vivas
e isso não ajuda. Não é um consolo. Apenas mercadoria
Afinal, todo ser humano é mão-de-obra vendável, negociável
a preço de bananas, cigarros, sapatos, farinha...
Banana?
Hoje tem feira
Trufa?
Quero uma de maracujá
meus desejos mostram vida
o prazer para acalmar
meu louco cérebro louco!
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
RISADAS APAGADAS
Ache procurando
Almas perdidas
Almas desertas
Almas de lavouras
O mundo em minha mão esquerda
A batida do fim
A decisão foi tomada
Afogar em um mar de chuva
Risadas, sorrisos
para lavar a alma
Almas perdidas em desertos
O imaginável existe
A realidade vinda de uma ilusão
Mágicos magos criam um nova era
Desertas ruas, desertas almas
Há um povo escondido na sua inconsciência
Uma regra feita para oprimir
Uma nação de almas perdidas
Sem solução para seguir
Evolução da morte em estados diversos
Essa cara sem rosto
Esse cara sem face
O escuro esconde uma escola
formando conspiradores, destruidores
Sinta esse cheiro a sua volta
O seu alimento morto para você morrer
A morte é uma solução
Para um fim eloqüente
Risos, risos, risadas
Almas perdidas entre dentes
Almas desertas ...
Risos de sorrisos, risadas apagadas
Ache procurando
Almas perdidas
Almas desertas
Almas de lavouras
O mundo em minha mão esquerda
A batida do fim
A decisão foi tomada
Afogar em um mar de chuva
Risadas, sorrisos
para lavar a alma
Almas perdidas em desertos
O imaginável existe
A realidade vinda de uma ilusão
Mágicos magos criam um nova era
Desertas ruas, desertas almas
Há um povo escondido na sua inconsciência
Uma regra feita para oprimir
Uma nação de almas perdidas
Sem solução para seguir
Evolução da morte em estados diversos
Essa cara sem rosto
Esse cara sem face
O escuro esconde uma escola
formando conspiradores, destruidores
Sinta esse cheiro a sua volta
O seu alimento morto para você morrer
A morte é uma solução
Para um fim eloqüente
Risos, risos, risadas
Almas perdidas entre dentes
Almas desertas ...
Risos de sorrisos, risadas apagadas
domingo, fevereiro 01, 2004
ALMAS DEVASTAS
Quero fugir da minha vida
Essa respiração que me persegue
as coisas que me olham
pensamentos me devoram
Sigo na direção
do vazio da alma
Espero de mim
e de todos
uma atitude que não existe
Crio uma fantasia
para a marca de crédito
Junto minhas folhas
e jogo no lixo
Não há mais nada a ser feito
e tanto para se fazer
Crio novas linhas de pura inocência
que se transformam em revolta em um segundo
NÃO!!!
Fecho a cara, respondo
respiração automática
olhos pegando fogo
suas cinzas não me comovem
Grito baixo para mim
respostas rancorosas
respostas que começam com raiva
e terminam com !!!!!!!!!
Gritos e gritos
discussões
não e não!
Que raiva...
isso um dia passa?
Cadê minha fonte de alegria
nesses momentos?
Perdida entre paredes
Afogada em lágrimas
Meu rosto define
o que sinto nesses momentos
Veja-me... sinta minha
raiva pegar fogo
em almas devastas
Quero fugir da minha vida
Essa respiração que me persegue
as coisas que me olham
pensamentos me devoram
Sigo na direção
do vazio da alma
Espero de mim
e de todos
uma atitude que não existe
Crio uma fantasia
para a marca de crédito
Junto minhas folhas
e jogo no lixo
Não há mais nada a ser feito
e tanto para se fazer
Crio novas linhas de pura inocência
que se transformam em revolta em um segundo
NÃO!!!
Fecho a cara, respondo
respiração automática
olhos pegando fogo
suas cinzas não me comovem
Grito baixo para mim
respostas rancorosas
respostas que começam com raiva
e terminam com !!!!!!!!!
Gritos e gritos
discussões
não e não!
Que raiva...
isso um dia passa?
Cadê minha fonte de alegria
nesses momentos?
Perdida entre paredes
Afogada em lágrimas
Meu rosto define
o que sinto nesses momentos
Veja-me... sinta minha
raiva pegar fogo
em almas devastas
sábado, janeiro 31, 2004
NÃO SÃO MINHAS
Pensar, escrever, ler, pensar
pensar, pensar, pensar, parar
Com dias tão confusos
Engenheiros na TV
Borboletas no aquário
Resumo da insanidade perdida
através de contatos virtuais
A inspiração que não quero
palavras condenados pelos meus pensamentos
A rua que corre por asfalto
Suas mascaras mais fixas
Pensar, entender, ler, pensar, parar
Entender, entender, entender, não ter
Não ter, pensar, pensar... parar
As mesmas palavras que você pensou
que até já leu...
Não são minhas
Não são deles
Não é sua
Quem é o dono do dicionário?
Sou eu
São eles
É você
Sou eu
não são minhas
São eles
Não são deles
É você
Não é sua
Escrevo o que quiser
Revolta,
Fuck The U.S.A.
é tão fácil
que chega a ser tão automático
nem tão pensado
Pensar, escrever, ler, ler, ler
não entender!
parar, parar, parar, parar
sem ar!
Pensar, escrever, ler, pensar
pensar, pensar, pensar, parar
Com dias tão confusos
Engenheiros na TV
Borboletas no aquário
Resumo da insanidade perdida
através de contatos virtuais
A inspiração que não quero
palavras condenados pelos meus pensamentos
A rua que corre por asfalto
Suas mascaras mais fixas
Pensar, entender, ler, pensar, parar
Entender, entender, entender, não ter
Não ter, pensar, pensar... parar
As mesmas palavras que você pensou
que até já leu...
Não são minhas
Não são deles
Não é sua
Quem é o dono do dicionário?
Sou eu
São eles
É você
Sou eu
não são minhas
São eles
Não são deles
É você
Não é sua
Escrevo o que quiser
Revolta,
Fuck The U.S.A.
é tão fácil
que chega a ser tão automático
nem tão pensado
Pensar, escrever, ler, ler, ler
não entender!
parar, parar, parar, parar
sem ar!
quinta-feira, janeiro 29, 2004
SER QUERER PODER
Um bom início
Pelos mesmos caminhos
a tragédia invade a peça
Círculos, quadrados
Nada para ser exato
Uma imensa tragédia
invade a nossa peça
A base para um bom início
Não feche o livro
Percorra as entrelinhas
Disparando olhares atentos
Correndo das vírgulas
Procuro um ponto final
Essa vontade
Correr por desejos
Querer poder ser
Um dia já vivido
você vai ver
O presente invade o futuro
O presente vive o futuro
Querer poder ser
Querer poder ser
um bom início
e um fim bom
O fim que está no futuro
não no presente
o presente invade o futuro
e esse futuro é um futuro presente
O fim que nunca chega
O fim que é o presente
Querer poder ser
Poder querer ser
Um bom início
sem fim
Um bom início
Pelos mesmos caminhos
a tragédia invade a peça
Círculos, quadrados
Nada para ser exato
Uma imensa tragédia
invade a nossa peça
A base para um bom início
Não feche o livro
Percorra as entrelinhas
Disparando olhares atentos
Correndo das vírgulas
Procuro um ponto final
Essa vontade
Correr por desejos
Querer poder ser
Um dia já vivido
você vai ver
O presente invade o futuro
O presente vive o futuro
Querer poder ser
Querer poder ser
um bom início
e um fim bom
O fim que está no futuro
não no presente
o presente invade o futuro
e esse futuro é um futuro presente
O fim que nunca chega
O fim que é o presente
Querer poder ser
Poder querer ser
Um bom início
sem fim
terça-feira, janeiro 27, 2004
ELEMENTOS
Uma síndroma invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente
As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.
Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore
e a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.
Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore
Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.
Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos
Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
Mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.
E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões
Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
E mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos
Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro.
Uma síndroma invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente
As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.
Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore
e a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.
Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore
Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.
Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos
Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
Mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.
E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões
Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
E mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos
Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro.
domingo, janeiro 25, 2004
RAZÕES
Perdi descendo as escadas
seguindo só uma rota
Meu reflexo no espelho morre
Risadas gravadas são tocadas
O pulso ainda... você sabe
Máquinas te matam
Máquinas te vivem
A ferrugem do meu dedo está saindo
A concentração foge no olhar
Ao lado sente-se e reaja
A atividade regular
de sua mente morre
você morre
a planta morre
e a esperança se renova
o túmulo fechado
a esperança vive sem respirar
trancada, lacrada
de baixo de seus pés
da sua terra cara
Um motivo para tudo isso
está no vazio do seu estômago
no fundo de um buraco cheio
no seu inconsciente
Perdi descendo as escadas
seguindo só uma rota
Meu reflexo no espelho morre
Risadas gravadas são tocadas
O pulso ainda... você sabe
Máquinas te matam
Máquinas te vivem
A ferrugem do meu dedo está saindo
A concentração foge no olhar
Ao lado sente-se e reaja
A atividade regular
de sua mente morre
você morre
a planta morre
e a esperança se renova
o túmulo fechado
a esperança vive sem respirar
trancada, lacrada
de baixo de seus pés
da sua terra cara
Um motivo para tudo isso
está no vazio do seu estômago
no fundo de um buraco cheio
no seu inconsciente
sábado, janeiro 24, 2004
ANDANDO
Resgato o tempo perdido
andando para trás andando
dando um passo para trás
só mais um passo para trás
agora são dois passos para trás andando
andando dou passos
ando dando passos
os pássaros também andam
não eles voam
continuo andando para trás
sigo andando para trás
só eu ando andando para trás
ele está andando me seguindo
só que ele anda andando para frente
e eu continuo andando para trás
olhando para trás
sem mais
Resgato o tempo perdido
andando para trás andando
dando um passo para trás
só mais um passo para trás
agora são dois passos para trás andando
andando dou passos
ando dando passos
os pássaros também andam
não eles voam
continuo andando para trás
sigo andando para trás
só eu ando andando para trás
ele está andando me seguindo
só que ele anda andando para frente
e eu continuo andando para trás
olhando para trás
sem mais
quarta-feira, janeiro 21, 2004
SENHOR DO TEMPO
O cárcere das horas aprisiona meus passos
tomar café, almoçar
sala, cozinha, quarto.
os mesmos passos no mesmo tempo, no mesmo lugar.
Rotina enjoativa
mas as vezes isso muda...
não almoço, não vou a cozinha
passos diferentes , mas no mesmo lugar
Sempre no mesmo espaço, sempre e de novo
as vezes mudo os sapatos, mas é o mesmo som
as vezes saiu sem destino, mas o tempo sempre me traz de volta
é hora de voltar, é hora de dormir, é sempre hora de algo.
Escravo dos ponteiros, por que tem que ter hora para tudo?
Porque sempre é a alguma hora!!!
Alguma hora vou me mudar, sair dessa cidade
morar em algum lugar, sem hora para me escravizar
Sempre e sempre
hora de viver, hora de morrer.
tantos relógios me cercam que nada respiro
senão segundos. pulmões cheios de tempo
inútil tempo que nos cerca; eu quero fugir sem tempo.
Fujo mas as mãos do tempo me pegam
me levam para a prisão de engrenagens
Máquina que me domina e me controla
Dentro de mim respira um relógio
que badala nos horários certos, sinos nos meus ouvidos
tic tac tic tac tic tac não há para onde correr
é um sistema insolúvel, eu quero fugir!!!!
Quero e sei que não vou conseguir
até a sombra que o sol cria me enforca
me sufoca em segundos
ponteiros que apontam lanças para mim
Talheres, ponteiros, copos, ponteiros, corpos, ponteiros,
as horas me perseguem com sua forma sem forma.
os dias passam com o passar das horas
eu não agüento mais tanta sistematização!!!
eu quero um não!!! eu quero a morte do tempo!!!
Eu não tentarei matar o tempo
pois sei que ele que me mata
quanto mais o tempo passa
mais ele me mata
resignação...não posso mata-lo, não posso conte-lo
não posso nada. apenas dormir e acordar nos fios da noite
apenas abrir os olhos todas as manhãs e comer pão
e me perder mais em cada segundo, como poeira.
Me vejo a beira da morte
Não agüento mais, caio sobre minhas lágrimas
essa perseguição, esse controle
não agüento mais tanta manipulação
eu não quero mais ter fios, ser um fantoche
eu não quero levantar e dormir nas mesmas horas
meu cérebro não agüenta, EU QUERO TER VIDA PROPRIA!!!
eu quero a janela aberta e
jogar por ela todos os relógios da casa, tic tac tac tac...
Quero e quero, digo que quero
mas e para fazer o querer passado?
Como matar esse querer?
Só vou conseguir mata-lo na hora de morrer
Não, não!!!...tudo depende de um tempo
HORA de morrer
O cárcere das horas aprisiona meus passos
tomar café, almoçar
sala, cozinha, quarto.
os mesmos passos no mesmo tempo, no mesmo lugar.
Rotina enjoativa
mas as vezes isso muda...
não almoço, não vou a cozinha
passos diferentes , mas no mesmo lugar
Sempre no mesmo espaço, sempre e de novo
as vezes mudo os sapatos, mas é o mesmo som
as vezes saiu sem destino, mas o tempo sempre me traz de volta
é hora de voltar, é hora de dormir, é sempre hora de algo.
Escravo dos ponteiros, por que tem que ter hora para tudo?
Porque sempre é a alguma hora!!!
Alguma hora vou me mudar, sair dessa cidade
morar em algum lugar, sem hora para me escravizar
Sempre e sempre
hora de viver, hora de morrer.
tantos relógios me cercam que nada respiro
senão segundos. pulmões cheios de tempo
inútil tempo que nos cerca; eu quero fugir sem tempo.
Fujo mas as mãos do tempo me pegam
me levam para a prisão de engrenagens
Máquina que me domina e me controla
Dentro de mim respira um relógio
que badala nos horários certos, sinos nos meus ouvidos
tic tac tic tac tic tac não há para onde correr
é um sistema insolúvel, eu quero fugir!!!!
Quero e sei que não vou conseguir
até a sombra que o sol cria me enforca
me sufoca em segundos
ponteiros que apontam lanças para mim
Talheres, ponteiros, copos, ponteiros, corpos, ponteiros,
as horas me perseguem com sua forma sem forma.
os dias passam com o passar das horas
eu não agüento mais tanta sistematização!!!
eu quero um não!!! eu quero a morte do tempo!!!
Eu não tentarei matar o tempo
pois sei que ele que me mata
quanto mais o tempo passa
mais ele me mata
resignação...não posso mata-lo, não posso conte-lo
não posso nada. apenas dormir e acordar nos fios da noite
apenas abrir os olhos todas as manhãs e comer pão
e me perder mais em cada segundo, como poeira.
Me vejo a beira da morte
Não agüento mais, caio sobre minhas lágrimas
essa perseguição, esse controle
não agüento mais tanta manipulação
eu não quero mais ter fios, ser um fantoche
eu não quero levantar e dormir nas mesmas horas
meu cérebro não agüenta, EU QUERO TER VIDA PROPRIA!!!
eu quero a janela aberta e
jogar por ela todos os relógios da casa, tic tac tac tac...
Quero e quero, digo que quero
mas e para fazer o querer passado?
Como matar esse querer?
Só vou conseguir mata-lo na hora de morrer
Não, não!!!...tudo depende de um tempo
HORA de morrer
terça-feira, janeiro 20, 2004
A ESPERA DA CRIATIVIDADE
E esse ônibus que não vem
Que droga é esperar, esperar e esperar
e sempre esperar no silêncio
a solidão de um ponto por onde permanecer.
A lentidão de toda uma situação
Trás as vezes pesadelos de olhos abertos
A insanidade corre numa pista de ilusão
Numa pista de carros, apostas degradadas
a vida é como um engradado, apenas aberta importa.
mas ela é lenta como uma champanhe, um ressentimento
que se lembra na hora insossa do dia.
E o ônibus não aparece
me sento no chão
A espera é incômoda, as pernas adormecem
estico-as na rua fria
ela está tão vazia
a droga do ônibus não chega. a droga da vida não para.
vicio constante.
Me levanto... olho para o relógio,
para rua e nada vejo
decido ir caminhando
Talvez andar me espaireça
a cãibra desapareça
ou talvez eu só me canse mais e perca tempo.
mas o que é o tempo?
Um limite para os passos, para marcar os horários dos ônibus
Enquanto caminho a droga do ônibus passa por mim
Faço um gesto nada educado
e continuo a minha saga pelas ruas
Continuo andando até aquilo que chamo de casa
fecho a porta, passo a chave.
tranco o mundo lá fora e respiro fundo
amanhã vai ser do mesmo jeito
a mesma rotina degradada e engradada.
E esse ônibus que não vem
Que droga é esperar, esperar e esperar
e sempre esperar no silêncio
a solidão de um ponto por onde permanecer.
A lentidão de toda uma situação
Trás as vezes pesadelos de olhos abertos
A insanidade corre numa pista de ilusão
Numa pista de carros, apostas degradadas
a vida é como um engradado, apenas aberta importa.
mas ela é lenta como uma champanhe, um ressentimento
que se lembra na hora insossa do dia.
E o ônibus não aparece
me sento no chão
A espera é incômoda, as pernas adormecem
estico-as na rua fria
ela está tão vazia
a droga do ônibus não chega. a droga da vida não para.
vicio constante.
Me levanto... olho para o relógio,
para rua e nada vejo
decido ir caminhando
Talvez andar me espaireça
a cãibra desapareça
ou talvez eu só me canse mais e perca tempo.
mas o que é o tempo?
Um limite para os passos, para marcar os horários dos ônibus
Enquanto caminho a droga do ônibus passa por mim
Faço um gesto nada educado
e continuo a minha saga pelas ruas
Continuo andando até aquilo que chamo de casa
fecho a porta, passo a chave.
tranco o mundo lá fora e respiro fundo
amanhã vai ser do mesmo jeito
a mesma rotina degradada e engradada.