sábado, janeiro 31, 2004

NÃO SÃO MINHAS

Pensar, escrever, ler, pensar
pensar, pensar, pensar, parar

Com dias tão confusos
Engenheiros na TV
Borboletas no aquário

Resumo da insanidade perdida
através de contatos virtuais

A inspiração que não quero
palavras condenados pelos meus pensamentos
A rua que corre por asfalto
Suas mascaras mais fixas

Pensar, entender, ler, pensar, parar
Entender, entender, entender, não ter
Não ter, pensar, pensar... parar

As mesmas palavras que você pensou
que até já leu...
Não são minhas
Não são deles
Não é sua

Quem é o dono do dicionário?
Sou eu
São eles
É você

Sou eu
não são minhas
São eles
Não são deles
É você
Não é sua

Escrevo o que quiser
Revolta,
Fuck The U.S.A.
é tão fácil
que chega a ser tão automático
nem tão pensado

Pensar, escrever, ler, ler, ler
não entender!
parar, parar, parar, parar
sem ar!

quinta-feira, janeiro 29, 2004

SER QUERER PODER

Um bom início
Pelos mesmos caminhos
a tragédia invade a peça
Círculos, quadrados
Nada para ser exato

Uma imensa tragédia
invade a nossa peça
A base para um bom início
Não feche o livro

Percorra as entrelinhas
Disparando olhares atentos
Correndo das vírgulas
Procuro um ponto final

Essa vontade
Correr por desejos
Querer poder ser

Um dia já vivido
você vai ver
O presente invade o futuro
O presente vive o futuro
Querer poder ser

Querer poder ser
um bom início
e um fim bom

O fim que está no futuro
não no presente
o presente invade o futuro
e esse futuro é um futuro presente

O fim que nunca chega
O fim que é o presente

Querer poder ser
Poder querer ser

Um bom início
sem fim

terça-feira, janeiro 27, 2004

ELEMENTOS

Uma síndroma invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente

As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.

Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore

e a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.

Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore

Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.

Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos

Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
Mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.

E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões

Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
E mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos

Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro.

domingo, janeiro 25, 2004

RAZÕES

Perdi descendo as escadas
seguindo só uma rota
Meu reflexo no espelho morre
Risadas gravadas são tocadas
O pulso ainda... você sabe

Máquinas te matam
Máquinas te vivem

A ferrugem do meu dedo está saindo
A concentração foge no olhar
Ao lado sente-se e reaja

A atividade regular
de sua mente morre
você morre
a planta morre
e a esperança se renova
o túmulo fechado
a esperança vive sem respirar
trancada, lacrada
de baixo de seus pés
da sua terra cara

Um motivo para tudo isso
está no vazio do seu estômago
no fundo de um buraco cheio
no seu inconsciente

sábado, janeiro 24, 2004

ANDANDO

Resgato o tempo perdido
andando para trás andando
dando um passo para trás
só mais um passo para trás
agora são dois passos para trás andando
andando dou passos
ando dando passos
os pássaros também andam
não eles voam
continuo andando para trás
sigo andando para trás
só eu ando andando para trás
ele está andando me seguindo
só que ele anda andando para frente
e eu continuo andando para trás
olhando para trás
sem mais

quarta-feira, janeiro 21, 2004

SENHOR DO TEMPO

O cárcere das horas aprisiona meus passos
tomar café, almoçar
sala, cozinha, quarto.
os mesmos passos no mesmo tempo, no mesmo lugar.

Rotina enjoativa
mas as vezes isso muda...
não almoço, não vou a cozinha
passos diferentes , mas no mesmo lugar

Sempre no mesmo espaço, sempre e de novo
as vezes mudo os sapatos, mas é o mesmo som
as vezes saiu sem destino, mas o tempo sempre me traz de volta
é hora de voltar, é hora de dormir, é sempre hora de algo.

Escravo dos ponteiros, por que tem que ter hora para tudo?
Porque sempre é a alguma hora!!!
Alguma hora vou me mudar, sair dessa cidade
morar em algum lugar, sem hora para me escravizar

Sempre e sempre
hora de viver, hora de morrer.
tantos relógios me cercam que nada respiro
senão segundos. pulmões cheios de tempo
inútil tempo que nos cerca; eu quero fugir sem tempo.

Fujo mas as mãos do tempo me pegam
me levam para a prisão de engrenagens
Máquina que me domina e me controla

Dentro de mim respira um relógio
que badala nos horários certos, sinos nos meus ouvidos
tic tac tic tac tic tac não há para onde correr
é um sistema insolúvel, eu quero fugir!!!!

Quero e sei que não vou conseguir
até a sombra que o sol cria me enforca
me sufoca em segundos
ponteiros que apontam lanças para mim

Talheres, ponteiros, copos, ponteiros, corpos, ponteiros,
as horas me perseguem com sua forma sem forma.
os dias passam com o passar das horas
eu não agüento mais tanta sistematização!!!
eu quero um não!!! eu quero a morte do tempo!!!

Eu não tentarei matar o tempo
pois sei que ele que me mata
quanto mais o tempo passa
mais ele me mata

resignação...não posso mata-lo, não posso conte-lo
não posso nada. apenas dormir e acordar nos fios da noite
apenas abrir os olhos todas as manhãs e comer pão
e me perder mais em cada segundo, como poeira.

Me vejo a beira da morte
Não agüento mais, caio sobre minhas lágrimas
essa perseguição, esse controle
não agüento mais tanta manipulação

eu não quero mais ter fios, ser um fantoche
eu não quero levantar e dormir nas mesmas horas
meu cérebro não agüenta, EU QUERO TER VIDA PROPRIA!!!
eu quero a janela aberta e
jogar por ela todos os relógios da casa, tic tac tac tac...

Quero e quero, digo que quero
mas e para fazer o querer passado?
Como matar esse querer?
Só vou conseguir mata-lo na hora de morrer

Não, não!!!...tudo depende de um tempo
HORA de morrer

terça-feira, janeiro 20, 2004

A ESPERA DA CRIATIVIDADE

E esse ônibus que não vem
Que droga é esperar, esperar e esperar

e sempre esperar no silêncio
a solidão de um ponto por onde permanecer.

A lentidão de toda uma situação
Trás as vezes pesadelos de olhos abertos
A insanidade corre numa pista de ilusão

Numa pista de carros, apostas degradadas
a vida é como um engradado, apenas aberta importa.
mas ela é lenta como uma champanhe, um ressentimento
que se lembra na hora insossa do dia.

E o ônibus não aparece
me sento no chão

A espera é incômoda, as pernas adormecem
estico-as na rua fria
ela está tão vazia
a droga do ônibus não chega. a droga da vida não para.
vicio constante.

Me levanto... olho para o relógio,
para rua e nada vejo
decido ir caminhando

Talvez andar me espaireça
a cãibra desapareça
ou talvez eu só me canse mais e perca tempo.
mas o que é o tempo?
Um limite para os passos, para marcar os horários dos ônibus

Enquanto caminho a droga do ônibus passa por mim
Faço um gesto nada educado
e continuo a minha saga pelas ruas

Continuo andando até aquilo que chamo de casa
fecho a porta, passo a chave.
tranco o mundo lá fora e respiro fundo
amanhã vai ser do mesmo jeito
a mesma rotina degradada e engradada.

domingo, janeiro 18, 2004

TROPEÇAR E ACABAR!

Vou mudar de cidade
respirar outro ar
ir embora
deixar a porta aberta

As lembranças fugiram logo após
As contas... Que contas?
Elas não vão me achar

Sigo meu caminho sem olhar para trás
Dou risada do passado
Faço um novo caminho
Sigo as minhas ruas
as minhas avenidas
atravesso minhas faixas

Tropeço nos meus buracos
caio no chão
bato a cabeça
meus pensamentos fogem
termina o poema
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p.s.: q bosta

sábado, janeiro 17, 2004

SEGUNDOS E CENTÍMETROS

O tempo
segundos e segundos
A distância
centímetros e centímetros

Uma chance para terminar
Ando e o tempo passa

Não quero mais saber do relógio
o calendário está no lixo
escravo do dia após dia

Dividir
controlar

O tempo para realização
O tempo que passa

Quando mais tempo se tem
mais se deixa para depois

O amanha é hoje
O hoje será o amanha
a mesma coisa

O tempo passa
o tempo é para passar

o tempo anda
e distância encurta

quinta-feira, janeiro 15, 2004

ESPAIRECER AS PALAVRAS

Todas as vezes a mesma cor cinza
o mesmo tom morto na retina
e dentro do peito se fragmenta e aglutina
o sangue groselha com água fria.

Realmente, todas as vezes a mesma cor cinza
Aonde estão os lápis de cor em nossas vidas?
Desligo meu cérebro da sociedade
tranco a porta do meu quarto

e bem fechado permaneço
preso no silêncio e o silêncio preso
nos meus lábios.
o dia é tão opaco, a vida é tão embaçada
enquanto um rosto enfiado num saco plástico.

O silêncio que termina com o som da donzela de ferro
Paredes seguram os solos para meus ouvidos apenas
Exclusivo de segundos que passam rápidos
Um cristal foi quebrado

Seus punhos socando meus ouvidos vorazes
as paredes rachando diante sua força
meu peito rachando diante sua força
a donzela de ferro parte o espaço com seu grito
e parte meu espaço, meu copo de vidro

O copo lhe proporciona ilusão
o vidro quebra-se
os pés descalços se cortam
a fantasia sangra uma imaginação

e as gotas são como a chuva fria lá fora
não cessam, não cessam.
e ainda assim, meu corpo morto é feliz
devaneante e morto, lavado e sangrado
no calor das próprias ilusões.

Dentro da ilusão de uma vida
enxergo a realidade
nua e crua ou vice-versa
sem origem para o fim
um não e um sim

Dentro da ilusão de uma vida
não me enxergo, nem mesmo o contorno
não acho onde me encaixo
nem vejo a rua que eu atravesso
ou que me atravessa. Seria a vida uma peça?

As cores foram apagadas
as luzes brilhavam no escuro
agora soltam fogo para meu caminho
uma trilha para derrota

Seria uma derrota? Seria uma trilha?
Nada me parece exato ou mesmo real
o sentimento que me domina é velho.
como um medo de escuro
um medo de lençol na janela

Que o vento derruba
Que o vento leva
Que o vento desmonta
Que o vento me pega

Um medo de soltar os pés do chão
de ficar a sós comigo.
de parar de olhar para o meu umbigo
o vento não pode levar tudo de uma vez
ele não pode me levar de uma vez

Uma vez, certa vez, era uma vez
utopia , anarquia
mentiras para sua ilusão
igual a um sofá gostoso de se sentar

Como um bolo recheado de pregos
tudo é mentira até que me provem alguma verdade
até que os copos não mais quebrem
que os corvos não sobrevoem minha cama.
porque hoje tudo é cinza e ainda mentiras.

um final para mim
um final para você
um final que se aproxima do fim

um final sem final
como todo dia, como toda a vida
sempre um livro inacabado e roído.
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P.S.: eu e minha amiga

quarta-feira, janeiro 14, 2004

ESTÁ CHEIO!

Palavras que não condizem
com a verdade!

Gestos mentirosos
Atitudes falsas

Recordações sujas
Indo para o lixo
da eternidade
para sempre?
sempre acaba?
eternidade
infinito
sempre
nunca

Na eternidade do infinito
sempre haverá o nunca

Ele está cheio!

terça-feira, janeiro 13, 2004

ABISMO ENTRE OS OLHOS

Quem sou eu?
Eu não sei quem sou...
Olho para o espelho
não me vejo

apenas retalhos
pedaços espaços
eu nunca me vejo
nunca direito

rastros de lágrimas pelo chão
sangue da dor fantasiados
a mais bela alegoria
para a tristeza de seus pecados

os cacos cortam os desejos
e nao redimem os falsários
olhos que não vêem o sangue
que corre pelos cacos rasgados

fecho os olhos
escorre as últimas lágrimas
respiro fundo querendo
soltar o seu ar de mim

mas ele não se desprende dos meus pulmões
seu ar infecta minhas veias
e meus olhos não se fecham
pois não querem dormir nem acordar.

Faço do meu rosto pedras
a mais bela criação de Deus
meus olhos escondem uma fonte
as lágrimas se fazem de cachoeira

os vácuos do meu rosto são cacos
restos de espelhos viciados
em imagens divinas, naturezas invertidas
poros tristes e decepcionados

vejo do topo um abismo
uma porta aberta para o fim
sem olhar para trás dou o primeiro passo
me jogo para a liberdade da eternidade

essa eternidade limitada pelos pés
os passos jogados são mais que buracos
feitos na toalha azul da vida.
e ela nada é senão um espelho escuro.
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P.S.: Meu e de uma amiga.

sábado, janeiro 10, 2004

O SISTEMA

Respirando fundo
ele levanta da cama
para mais um de seus dias
pisa com o pé esquerdo
não está nem aí para superstições
não escova os dentes
acha que isso é coisa do sistema
vai até o pasto
toma leite nas tetas da vaca
não usa nem havaianas
pé cheio de calos
vai até a plantação
morde umas alfaces
corre até as laranjeiras
espreme uma laranja na boca
se prepara para fazer suas tarefas
usa as mãos que Deus lhe deu

Deus?
Que Deus o que, sou ateu!

Desculpe

usa as mão que
que...
que...

Minha mãe!

usa as mãos que sua mãe lhe deu
alimenta os porcos
planta milho
vai pescar
aprendeu com os índios
vara de pescar é coisa do sistema
faz fogo como ele foi inventado
come com as mãos
talheres é coisa do sistema
descansa um pouco
fuma um cigarro de palha
free é coisa do sistema
dorme de baixo daquela árvore um pouco
acorda com os latidos dos cães
é sua vizinha com quem tem um chamego
ele vai até lá recebe-la

Agora temos relatos impróprios para o horário

ela vai embora
ele está com um sorriso na cara
fez mais um filho
camisinha é coisa do sistema
está no hora da janta
vai até o galinheiro
pega uns ovos fresquinhos
faz um arroz
e come
depois vai até o banheiro
isso é coisa do sistema...digestivo

quinta-feira, janeiro 08, 2004

ENROLANDO O TEMPO

Você gritou por um milagre
as pétalas da flor destruídas
no chão a resposta de seus pecados

Um dia foi e um dia será
a luz, a escuridão
Os extremos tão perto
uma linha de vento os separa

Não deixe jamais a chama se apagar
A chama de sua vida
Lute pela vitória
Na derrota levante a cabeça

Não haverá o retorno do ontem
Respire o dia de hoje
O mal não pode te dominar

Ria, grite, chore
Sentimentos comemorados
Você está vivo

Respirando por ruas estreitas
Vivendo pela imensidão do mar
Correndo pela linha da vida
Jamais diga nunca!

quarta-feira, janeiro 07, 2004

QUERIA NÃO QUERER O QUE EU QUERO

Quero brigar para depois fazer as pazes
Quero xingar para depois pedir desculpas
Quero errar para depois consertar
Quero chorar para depois ficar feliz

É... mas dessa vez não será possível
Uma situação que não posso mudar
Meu coração quer pedir desculpas
Meu coração quer perdoar
mas dessa vez não será possível
Nem no infinito vou achar a solução

Peço ajuda a meus Deuses
para conseguir digerir essa situação
Achar uma solução para meu descanso mental
Um milagre do perdão
Mas só depois de muitas voltas da Terra
Hoje só quero te esquecer
para conseguir digerir essa situação

Quero brigar para depois fazer as pazes
Brigar durante horas, gritar e com um beijo mágico achar a paz
Quero xingar para depois pedir desculpas
Falar os mais sujos palavrões, perder o controle e abaixar a cabeça, reconhecer o erro
Quero errar para depois consertar
Como em uma prova de matemática e passar na prova de recuperação
Quero chorar para depois ficar feliz
Derramar lágrimas e com elas desenhar um sorriso

É a minha vontade escondida
mas acho a verdade
é não vejo solução
Meus braços estão quebrados para te abraçar

segunda-feira, janeiro 05, 2004

QUERO ME ESCONDER

Quero me esconder
Quero me esconder atrás do vidro
Quero me esconder em seus sonhos
Quero me esconder em outro lugar
Quero me esconder em palavras
Quero me esconder na música
Quero me esconder atrás de um óculos
Quero me esconder no quarto
Quero me esconder de baixo da cama
Quero me esconder de você
Quero me esconder de Deus
Quero me esconder da sua arrogância
Quero me esconder...
Quero me esconder atrás da muralha
Quero me esconder do dinheiro
Quero me esconder da polícia
Quero me esconder na sua casa
Quero me esconder na água
Quero me esconder dentro de um poema
Quero me esconder em um sentido
Quero me esconder na terra do nada
Quero me esconder do meu pesadelo
Quero me esconder da sua arma
Quero me esconder na multidão
Quero me esconder, quero me esconder
Quero me esconder dessa vida
Quero me esconder do amor
Quero me esconder da raiva
Quero me esconder do juros
Quero me esconder do sistema
Me escondo atrás do vidro
Quero me esconder
Sem conseguir
Me escondo atrás do vidro
Quero me esconder
Quebro o vidro
Quero me esconder
Piso nos cacos
Quero me esconder em lágrimas
Quero me esconder em tristezas
Quero me esconder atrás do vidro quebrado
Quero me esconder...
Quero me esconder no desespero
Quero me esconder na sua ajuda
Quero me esconder da sua beleza
QUERO ME ESCONDER!!!!!!
Quero me esconder em gritos
Quero me esconder na sua cortina
Quero me esconder na fumaça
Quero me esconder no fim

domingo, janeiro 04, 2004

DONZELA DE FERRO

Eu e a donzela de ferro
e eles nem imaginam

Nada por nada
risco não seguido
de uma solução pratica

Uma nuvem negra se forma
durante um breve pensamento
muitas palavras ditas durante
um ano de altos e baixo

O ouvido gasto de tantas
escutar do seu inconsciente
criando soluções
falando o que vinha em mente
te, te sinto, te beijo
e hoje nada...

Prazer e atenção
ondas que se acabam

Comecei o ano não entendendo
termino o ano entendendo menos ainda

Sempre disse:
é preciso cair para aprender
e eu aprendi mais uma

Proveitoso?
Sim , muito...
mas queria ter lido isto
num livro, num conto
não sentido

Escrever o que na mente
encher linhas de letras
só para passar o tempo, como sempre
e não ser compreendido

Mudar de assunto
caminhar...

Fazendo pensar e as vezes chorar
o tempo passa...
Querendo não ter perdido tempo
Por que não viver como se fosse o
ultimo dia de sua vida?

Exemplos e mais exemplos
mas só por um momento
são considerados

Mais um ano se foi
eu lembro da ultima virada
a marca de você
falo, falo e falo
encho a minha própria paciência
com esse maldito assunto

Dividido em duas partes

Um celular, perdido em São Paulo
Querendo ser a pessoa...
Querendo ter o primeiro desejo de felicidade
"Feliz Ano Novo"

Mas acho que ele vai tocar
e vai ser engano
ironia de uma vida

Sempre um novo recomeço
ao sol se por
e nascer do outro lado
mais um dia
por que não menos um dia?
para alguns
um ar desperdiçado

A injustiça social me vem a mente
a dor na consciência
não falo mais sobre
me envergo na repetição de erros
e ninguém vai viver minha vida por mim

Vida, vida, vida
Vida, vida, vida
Vida, vida, vida

Calma, você só tem uma!
Você não é m gato,
risadas falsas
humor cretino

Não vamos hoje a noite
só voltamos...

Surgindo um novo tema
tema resumido em uma frase
mais nada a dizer

Presidente que era o povo!!!

Mais um ano
penso que muitas pessoas
imaginavam não chegar
e outras fizeram planos
se foram...
Para uma melhor?
não sei, não sei
respondo quando viver a morte

Risadas falsas
humor cretino

Do nada uma imagem
que nem tantas outras
me levam até você
Infelizmente
minha mente fantasia
mas o filme se torna real

Eu não tenho idéia...
ganhar dinheiro para viver
e depois morrer
Legal?
Não eu não vou ter isso
Quero aproveitar minha estadia aqui
Para o fim encontrar meus pés
Darei risada
como sempre
um sorriso está entalhado
em meu rosto
mostro meus dentes
esqueço dos problemas

Eu sou um feliz triste ?
ou um triste feliz?

Quero ficar no meio
da felicidade e da tristeza
Qual é a definição disso?
eu não sei, eu não sei
nem você
enfim, feliz ano novo
feliz hipocrisia nova
feliz destruição nova