NOVOS OLHARES
Eu não vejo além do horizonte
as linhas da minha vida se reduzem
na palma das minhas mãos
Fecho minhas mãos
e dou na sua cara
a resposta q tanto quero dar
encurto sua vida, faço sua mãe chorar
Eu não desejo a sua vida entre minhas mãos
mas estendo cada dedo dentro dos seus vãos
e dou de testa com suas orbitas, boca e respiração
cada vala do seu rosto encoberto pela minha dor.
De seus olhos escorrem sangue
fazendo rastros na sua face
desejo a dor encontrar
em cada gota de sangue que derramar
Desejo encontrar alivio no seu desgosto
no gosto do seu sangue pelo meu resto
ou ainda em cada folha morta que caí
diante do sopro do vento noturno.
Eu não durmo.....
Eu não durmo, imaginando você morrer
um ódio que você criou
Fazendo-me esperar pelas horas que arrastam
arrastam os segundos da minha imaginação
ilusão de pose, ilusão de paixão
Marcando o tempo do relógio no meu crânio
fazendo os ponteiros chorarem de angústia dentro de mim
a sua morta me inebria, mas me dilacera no mesmo instante
e eu não sei se rasgar as suas fotos resolve
eu não sei se olhar para as estrelas velhas e mortas adianta
Abro a porta e deixo o vento entrar
para apagar essa chama
que alimenta as minhas esperanças
que me faz chorar
Estou sozinho, eu e o vinho
olhando para a parede
imaginando não encontrar
respostas certas para meu drama
onde você está?
Dentro de mim? nos meus sonhos?
eu não te encontro além da minha angústia
eu só te encontro dentro da minha amargura
e dentro de um copo vazio eu ME encontro só
e as paredes nuas me reduzem
e os raios de tristeza e torpor me conduzem
até onde você não está.
Saio pela porta de trás
esperando que alguém me encontra na esquina
alguém que me veja como eu realmente sou
pedindo um amor
Mas não há nada além da esquina fria, dos carros cinzas
da fumaça que preenche o meu coração gelado
não sinto sombras ao meu lado, você não está em nenhum lugar
eu só sinto as minhas pernas correndo, meus pés se machucando
e o asfalto escuro em pranto
me atordoando, me matando. onde você está?
Onde você está??
Onde eu estou?
Não me acho no reflexo do espelho
não vejo mais um olhar sincero meu
vivo na mentira do meu dia – a - dia
Preso entre ilusões e fantasias
vestindo máscaras e roupas que não são minhas
eu nem consigo me sentir dentro de mim
assemelho-me à um casulo vazio
e não vejo saídas diante de mim
a minha resposta está além de você.
Vejo atras do muro
e acho a senhora esperança
esperança de me foder de novo
entre novos olhares
---------------------------------------------
EU NÃO SEI
Não há lugares distantes, o som do mar invade a ponte
entre a minha alma e a minha ilusão
não há lugares fora do sistema
não há um "eu" de verdade. Há um problema
eu não sei o que eu faço dentro de mim.
Quero pular da minha janela
mas o vidro está fechado
arrumar desculpa para tudo
e Deus me deu a preguiça
Eu não tenho espaço dentro de casa pro som das minhas asas
e não há Deus dentro da minha estante
eu não abro a janela, eu quebro a porta sem aviso
não há nada fora do sistema banal.
O reinado está debaixo da terra
minha vida, meus motivos
faço o que quero
e agora , quero voar
voar para longe e ao mesmo tão perto de lugar algum
Além de alguma frincha de céu, alguma nuvem
além de qualquer resto de sociedade, além do mar
e da boca escura da praia que cerca meus pensamentos
talvez além do que me mantém presa ao chão.
Além da salvação divina
Além do seu amém
Deus hipócrita, cheio de falhas
Quem criou quem?
O Homem fez o Deus?
ou Deus fez o Homem?
Alguém criou algo ou foi tudo copiado?
Em algum lugar na imensidão do infinito caminha minha resposta
eu vou seqüestra-la, agarra-la a força
e faze-la cuspir as verdades ocultas dos homens.
Vou entregar a verdade pela chaminé
igual ao Papai Noel
mais uma ironia
para mentes que clamam por ilusões
hipocrisia
Talvez eu devesse embalar a verdade em papel de seda
vender num bazar de natal, lucrar, gerar capital
talvez eu devesse voar com ela, solta-la em alto mar
enterra-la no fundo da minha loucura.
E viveriam todos em paz
debaixo de suas cobertas
com suas verdadeiras mentiras
expostas para as futuras gerações
Como ossos expostos, fraturas
a verdade seria enfaixada, escondida entre nuvens
ciência, teorias, lamentações divinas
mas o que há por trás da verdade?
Seriamos fantoches com sonhos de liberdade?
As conspirações nos envolvem
nem os participantes sabem da verdade
forças ocultas dominam-nos
querendo fazer algo, dar sentido
aos seus fúteis desejos
e a verdade e a liberdade se prostituem
para satisfazer esses desejos esnobes e atrozes
vendem-se por qualquer preço, nossos sonhos putos
se vendem, se dão por qualquer maçã verde ou ilusão.
Pensei no amor agora
Será que é essa a solução?
Será que essa é a verdade que procuramos?
eu não sei , eu não amo
Seria essa a asa da imaginação?
Talvez a peça quebrada do quebra-cabeça
ou talvez nós sejamos apenas estranhos num mundo alheio
apenas corações partidos e cortados com cacos de espelho
apenas estranhos para nós mesmos?
eu não sei, eu não penso.
---------------------------------------------------
P.S.: Meu e da minha amiga que sempre escreve comigo, Cris!
domingo, fevereiro 29, 2004
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
ME JULGUE
Me diga o que você quer
Me diga o que pensar
diga-me, me diga, diga!!
Me leve aonde você quer
Me leve aonde puder
leve-me, me leve, leve!!
Alguém que fale
alguém que controle
alguém para ter medo
alguém...
Sempre é você meus motivos
É para você meu riso
Tantas coisas guardadas
coisas velhas
agora estão rasgadas
Me diga o que você quer!
Correndo riscos por uma mulher
Bem mais presente do que você
Me diga o que você quer
Abrindo as portas para uma mulher
Viajando por tantas casas
Viajando por tantas bocas
Leve o que você puder
Leve-me... ao inferno
De mãos dadas ficaremos
de mãos dadas morreremos
Há tanta verdade
na sua mentira
é tanta coisa sem nexo
Abro a porta
rezo por mim
acendo a vela
e me despeço
Me diga o que você quer
Me diga o que pensar
diga-me, me diga, diga!!
Me leve aonde você quer
Me leve aonde puder
leve-me, me leve, leve!!
Alguém que fale
alguém que controle
alguém para ter medo
alguém...
Sempre é você meus motivos
É para você meu riso
Tantas coisas guardadas
coisas velhas
agora estão rasgadas
Me diga o que você quer!
Correndo riscos por uma mulher
Bem mais presente do que você
Me diga o que você quer
Abrindo as portas para uma mulher
Viajando por tantas casas
Viajando por tantas bocas
Leve o que você puder
Leve-me... ao inferno
De mãos dadas ficaremos
de mãos dadas morreremos
Há tanta verdade
na sua mentira
é tanta coisa sem nexo
Abro a porta
rezo por mim
acendo a vela
e me despeço
terça-feira, fevereiro 24, 2004
SONO
Pátio, aula
aula, pátio
pátio, pátio, pátio
aula, aula, sono
sono, aula, pátio
pátio, sono, sono, sono
pátio, sono, banco
banco, sono, banco
pátio, banco, banco
sono, banco
banco, sono, pátio
sono, sono, sono
banco, sono, sono
sono, banco, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho, ronco
banco, ronco, ronco
sonho, banco, ronco
sonho, ronco
sonho, sinal, sinal
cair do banco, sinal
sinal, sono, cair do banco
sono, sono, sono
sono, segunda aula, sono
sono, segunda aula, segunda aula
sono, segunda aula, carteira
sono, carteira
carteira, sono, sono
sono, carteira
carteira, carteira, sono
sono, sonho, carteira
carteira, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho
sonho, ronco
ronco, professora
professora, sono
sono, sono, professora
professora, sono, sonho
sonho, professora
professora, aula
aula, aula, sono
sono, aula, aula
sono...
Pátio, aula
aula, pátio
pátio, pátio, pátio
aula, aula, sono
sono, aula, pátio
pátio, sono, sono, sono
pátio, sono, banco
banco, sono, banco
pátio, banco, banco
sono, banco
banco, sono, pátio
sono, sono, sono
banco, sono, sono
sono, banco, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho, ronco
banco, ronco, ronco
sonho, banco, ronco
sonho, ronco
sonho, sinal, sinal
cair do banco, sinal
sinal, sono, cair do banco
sono, sono, sono
sono, segunda aula, sono
sono, segunda aula, segunda aula
sono, segunda aula, carteira
sono, carteira
carteira, sono, sono
sono, carteira
carteira, carteira, sono
sono, sonho, carteira
carteira, sonho
sonho, sonho, ronco
ronco, sonho
sonho, ronco
ronco, professora
professora, sono
sono, sono, professora
professora, sono, sonho
sonho, professora
professora, aula
aula, aula, sono
sono, aula, aula
sono...
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
CORAÇÃO NUM CÉU
Toque meu coração
sinta o céu
Um circulo de fogo se abrindo
perante seus olhos
Viajo a busca de muitas arvores
Verde e mais verde, as vezes uma abelha
Em um céu distante dos seus olhos
meu coração explodirá
em emoções remotas
Os pedaços retirados de uma cova
Meus ossos serão sua conquista
Vejo em tantos lares
o mesmo Brasil
que tem a sua cara
mas que não é mostrada
Se escondem atrás de muros
portas, cadeados...
Fechaduras abertas
As vezes de vez em quando
Busco encontrar seu coração
talvez em latas velhas
lixeiras cheirosas
Corações, céu...
Toque o céu com sua tecnologia
sinta eu coração de ferro
A igualdade de ações de corações
movidos a lenha
Seu prestígio é a fonte de loucura
Seu prestígio pode ser comido
Palavras sem ações
Palavras que andam a frente de olhos
Palavras brincando com a verdade
Palavras de armas
Um tiro.... um suspiro
Um fim de um começo triste
Sua vida , talvez não sua
mas de muitos... com seu poder
não seu...
Nada as vezes é uma papel em branco
que pode ser desenhado um céu
de nuvens negras que tocam meu coração
Vejo, sinto...
Choro, morro...
Toque meu coração
sinta o céu
Um circulo de fogo se abrindo
perante seus olhos
Viajo a busca de muitas arvores
Verde e mais verde, as vezes uma abelha
Em um céu distante dos seus olhos
meu coração explodirá
em emoções remotas
Os pedaços retirados de uma cova
Meus ossos serão sua conquista
Vejo em tantos lares
o mesmo Brasil
que tem a sua cara
mas que não é mostrada
Se escondem atrás de muros
portas, cadeados...
Fechaduras abertas
As vezes de vez em quando
Busco encontrar seu coração
talvez em latas velhas
lixeiras cheirosas
Corações, céu...
Toque o céu com sua tecnologia
sinta eu coração de ferro
A igualdade de ações de corações
movidos a lenha
Seu prestígio é a fonte de loucura
Seu prestígio pode ser comido
Palavras sem ações
Palavras que andam a frente de olhos
Palavras brincando com a verdade
Palavras de armas
Um tiro.... um suspiro
Um fim de um começo triste
Sua vida , talvez não sua
mas de muitos... com seu poder
não seu...
Nada as vezes é uma papel em branco
que pode ser desenhado um céu
de nuvens negras que tocam meu coração
Vejo, sinto...
Choro, morro...
sábado, fevereiro 21, 2004
DOR... DOR...
Máquinas, máquinas...
Um registro de uma humanidade
A evolução feita de olhos fechados
Sentimentos, sentimentos...
Máquinas, máquinas...
humanos, humanos...
parafusos, parafusos...
amor, amor...
dor, dor...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
Três pontos...
pense... pense...
Corra pulando linhas
Nada a sua volta é real
visto de olhos trancados
com chaves invisíveis
Um ser humano
sendo experimentado
uma, duas, três vezes
conspirações batem a sua porta
Passos de seguem
a cima de sua cabeça
Pague para matar
faça de graça
A graça está aí...
A Graça veio aqui, deixou recado
Disse que você é sem graça
Sem Graça?
Estou sem amante...Estou sem a Graça
Uma mistura,
insanidade dentro de um liqüidificador
Nada, novamente, faz sentido
nunca fez, um dia talvez
um estudo aprofundado da minha mente
mas desculpe
você nunca saberá o que se passa aqui
Máquinas, máquinas...
Um registro de uma humanidade
A evolução feita de olhos fechados
Sentimentos, sentimentos...
Máquinas, máquinas...
humanos, humanos...
parafusos, parafusos...
amor, amor...
dor, dor...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
DOR... DOR...
Três pontos...
pense... pense...
Corra pulando linhas
Nada a sua volta é real
visto de olhos trancados
com chaves invisíveis
Um ser humano
sendo experimentado
uma, duas, três vezes
conspirações batem a sua porta
Passos de seguem
a cima de sua cabeça
Pague para matar
faça de graça
A graça está aí...
A Graça veio aqui, deixou recado
Disse que você é sem graça
Sem Graça?
Estou sem amante...Estou sem a Graça
Uma mistura,
insanidade dentro de um liqüidificador
Nada, novamente, faz sentido
nunca fez, um dia talvez
um estudo aprofundado da minha mente
mas desculpe
você nunca saberá o que se passa aqui
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
MAIS UM QUE NÃO QUERO LER
Mostre-me seu medo
Mostre-me sua piedade
Minha mente não tem mais vagas
na estrada você continua
Segue na calçada quebrada
por tantos passos
carregando uma consciência pesada
erros e mais erros acumulados
Um anjo caí sobre seu corpo
Sentimentos se perdem
em um bolso furado cheio de espaço
vaso, uma rosa, sem água
a morte virá
trazendo a dor
talvez porque eu seja o escolhido
por um Deus da revolta
Seus olhos...
já os vi antes
pendurados em uma cabeça sem cérebro
aberta por urubus
Uma voz sem vida ecoa por desertos
querendo encontra alguns ouvidos
Sujeira por parte dele
Seguindo um ritmo
Buscando uma solução
Uma solução para esse mundo
para esses seres humanos
Vejo seus olhos sempre
em sonhos loucos e proibidos
Sonho com seu olhos...
as vezes com sua boca...
uma vez com seu corpo
Fecho meus olhos e vejo os seus
e você continua
eu parado na esquina passada
que passou durante anos
sempre derramando a mesma lágrima
daquela mesma dor
gravada a fogo
você continua, pode até esquecer
mas você me marcou,
marcou da melhor e da pior forma
como conviver com isso?
Fecho meus olhos e vejo os seus...
Dormir é sempre difícil, a mesma dor
acordar, seguir pelas ruas
sem objetivo...
E eu nem sei o que fazer,
você sabe?
O silêncio, resumindo nossos olhares tristes
em silêncio de dois corações
Caindo lágrimas quentes e pesadas
lotadas de raiva e um pouco de...
Mostre-me seu medo
Mostre-me sua piedade
Minha mente não tem mais vagas
na estrada você continua
Segue na calçada quebrada
por tantos passos
carregando uma consciência pesada
erros e mais erros acumulados
Um anjo caí sobre seu corpo
Sentimentos se perdem
em um bolso furado cheio de espaço
vaso, uma rosa, sem água
a morte virá
trazendo a dor
talvez porque eu seja o escolhido
por um Deus da revolta
Seus olhos...
já os vi antes
pendurados em uma cabeça sem cérebro
aberta por urubus
Uma voz sem vida ecoa por desertos
querendo encontra alguns ouvidos
Sujeira por parte dele
Seguindo um ritmo
Buscando uma solução
Uma solução para esse mundo
para esses seres humanos
Vejo seus olhos sempre
em sonhos loucos e proibidos
Sonho com seu olhos...
as vezes com sua boca...
uma vez com seu corpo
Fecho meus olhos e vejo os seus
e você continua
eu parado na esquina passada
que passou durante anos
sempre derramando a mesma lágrima
daquela mesma dor
gravada a fogo
você continua, pode até esquecer
mas você me marcou,
marcou da melhor e da pior forma
como conviver com isso?
Fecho meus olhos e vejo os seus...
Dormir é sempre difícil, a mesma dor
acordar, seguir pelas ruas
sem objetivo...
E eu nem sei o que fazer,
você sabe?
O silêncio, resumindo nossos olhares tristes
em silêncio de dois corações
Caindo lágrimas quentes e pesadas
lotadas de raiva e um pouco de...
terça-feira, fevereiro 17, 2004
PERDIDO
Perdido
Perdido entre mim
Perdido dentro de mim
Perdido entre a concordância
Meu reflexo se perde
entre paredes de espelhos
fazendo corredores de minha alma
A suavidade da linha
entre o amor e o ódio
me perco, perdendo a mim mesmo
Corro do som dos meus passos
Ecos do além saem dos meus ouvidos
Não quero pesadelos
Sinto o descontrole
me controlando
Faço questão de uma vida
mas por quê?
Um tema para eternidade
Mas me perco nesse tempo
Caminhando para tão longe
não sei e não quero voltar
para mim mesmo
Me perco, me perco...
Perdido
Perdido entre mim
Perdido dentro de mim
Perdido entre a concordância
Meu reflexo se perde
entre paredes de espelhos
fazendo corredores de minha alma
A suavidade da linha
entre o amor e o ódio
me perco, perdendo a mim mesmo
Corro do som dos meus passos
Ecos do além saem dos meus ouvidos
Não quero pesadelos
Sinto o descontrole
me controlando
Faço questão de uma vida
mas por quê?
Um tema para eternidade
Mas me perco nesse tempo
Caminhando para tão longe
não sei e não quero voltar
para mim mesmo
Me perco, me perco...
sábado, fevereiro 14, 2004
HOJE SEM 24 HORAS
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas!
Nada que eu me lembro
que tenha acontecido antes
Jogo das palavras
o envolvimento
a inteligência
Nem sempre a melhor conclusão
é a que quero
ou que queríamos
ou que devemos querer
ou que devo querer
A união
Um só
Experimento uma nova vida
de escondidos e velhos pensamentos
A parte que me ajuda a ficar louco
Resgatada numa reflexão
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas
Entre minha vontade
e da sociedade
Entre minha vontade
e um não!
Mentiras sem nexo para alguns
Mentiras absolutas para um crente
Mentiras para mim mesmo
Mentiras para ninguém
Só sozinho esqueço
Só sozinho me condeno
Uma pausa para pensar na vida
As lágrimas que ajudam o passar do tempo
Afogando um passado sombrio
na margem de um rio
IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO
Lá fora a visão da chuva
Um desejo infantil
Não com você
Me perco mais ainda em você
Fujo de uma sociedade
Fujo de olhares
Fujo de te encontrar
em momentos entos tos sss
Não aprendi a mentir para mim mesmo
Nem é tanto por você
é por mim
Penso o quanto eu
e o quanto você
acho que sou eu...
Psicológico abalado
Quero deixar você fugir de mim
mas não assim
A raiva me persegue
quando olho para alguns pensamentos
Garçom mais um dose
claro que eu to afim
a noite inteira nunca tem fim
Fujo da minha razão
Fujo de mim
Mas não fujo do choro do fim
IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM
Mais uma dose
meu cérebro me pegou
e levou até você
sem querer até seu sorriso
E esse poema não tem fim
cheio de muitos im
A minha história continua
Qualquer dia próximos capítulos
de um frustrado
Mas vou curtir a noite inteira
bebendo, bebendo, bebendo endo endo endo
com o coração endo endo endo endo
Um fim assim, sem fim, para mim
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas!
Nada que eu me lembro
que tenha acontecido antes
Jogo das palavras
o envolvimento
a inteligência
Nem sempre a melhor conclusão
é a que quero
ou que queríamos
ou que devemos querer
ou que devo querer
A união
Um só
Experimento uma nova vida
de escondidos e velhos pensamentos
A parte que me ajuda a ficar louco
Resgatada numa reflexão
As vezes me pergunto...
Um espaço vazio de respostas
Entre minha vontade
e da sociedade
Entre minha vontade
e um não!
Mentiras sem nexo para alguns
Mentiras absolutas para um crente
Mentiras para mim mesmo
Mentiras para ninguém
Só sozinho esqueço
Só sozinho me condeno
Uma pausa para pensar na vida
As lágrimas que ajudam o passar do tempo
Afogando um passado sombrio
na margem de um rio
IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO IO
Lá fora a visão da chuva
Um desejo infantil
Não com você
Me perco mais ainda em você
Fujo de uma sociedade
Fujo de olhares
Fujo de te encontrar
em momentos entos tos sss
Não aprendi a mentir para mim mesmo
Nem é tanto por você
é por mim
Penso o quanto eu
e o quanto você
acho que sou eu...
Psicológico abalado
Quero deixar você fugir de mim
mas não assim
A raiva me persegue
quando olho para alguns pensamentos
Garçom mais um dose
claro que eu to afim
a noite inteira nunca tem fim
Fujo da minha razão
Fujo de mim
Mas não fujo do choro do fim
IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM IM
Mais uma dose
meu cérebro me pegou
e levou até você
sem querer até seu sorriso
E esse poema não tem fim
cheio de muitos im
A minha história continua
Qualquer dia próximos capítulos
de um frustrado
Mas vou curtir a noite inteira
bebendo, bebendo, bebendo endo endo endo
com o coração endo endo endo endo
Um fim assim, sem fim, para mim
terça-feira, fevereiro 10, 2004
MENTE MENTE!
Vasos cheios de água colorida
porque a rosa não foi comprada
Corro com meus pensamentos
vivo dando risada
Tempo passa, passa tempo
tempo, tempo
Tento... Tento...
Fecho os olhos
para salvar imagens
O odor que não quero
o odor caro com nome de carro
não natural, não natural
Aquele refrigerante
que não se vê
se bebe sem perceber
e o telefone toca
toca, toca, toca
dentro de uma oca
e ele toca
atendo
tento
tempo
Passa, Passa, Passa
e ele continua tocando
minha esperança perdida
entre tantos alôs
procuro sua voz do outro lado
Sempre um engano
para minha esperança
não é sua voz
e nunca mais será
não tem mais a mesma graça
aquele carinho
aquela atenção
voz linda...
A decepção,
resultado de não entender
o pensar não encontrado
a decepção
e as suas risadas de mim, não para mim
Sempre me perdendo
a decepção
não entendo
Vou me perder
em todos esses passos novamente
novamente minha mente mente
para mim mesmo...
A pessoa certa não existe
e eu não sou a pessoa certa
para ninguém
nem para mim mesmo...
Tento achar meus erros
Mente mente, mente mente
Vasos cheios de água colorida
porque a rosa não foi comprada
Corro com meus pensamentos
vivo dando risada
Tempo passa, passa tempo
tempo, tempo
Tento... Tento...
Fecho os olhos
para salvar imagens
O odor que não quero
o odor caro com nome de carro
não natural, não natural
Aquele refrigerante
que não se vê
se bebe sem perceber
e o telefone toca
toca, toca, toca
dentro de uma oca
e ele toca
atendo
tento
tempo
Passa, Passa, Passa
e ele continua tocando
minha esperança perdida
entre tantos alôs
procuro sua voz do outro lado
Sempre um engano
para minha esperança
não é sua voz
e nunca mais será
não tem mais a mesma graça
aquele carinho
aquela atenção
voz linda...
A decepção,
resultado de não entender
o pensar não encontrado
a decepção
e as suas risadas de mim, não para mim
Sempre me perdendo
a decepção
não entendo
Vou me perder
em todos esses passos novamente
novamente minha mente mente
para mim mesmo...
A pessoa certa não existe
e eu não sou a pessoa certa
para ninguém
nem para mim mesmo...
Tento achar meus erros
Mente mente, mente mente
domingo, fevereiro 08, 2004
sábado, fevereiro 07, 2004
ASSIM
Eu que não sou assim
mato meu jardim
A rosa que se afoga
e o meu pé que se molha
E eu que sou assim
um pouco de eu sem mim
O meu rosto desaparece
e minha escada que só desce
Eu que não sou assim
começo, meio e fim
Uma montanha cheia de mina
Ela que parece não ter vida
E eu que sou assim
falo mais não do que sim
Uma prisão sem fiança
a vida é dançar igual criança.
Eu que não sou assim
mato meu jardim
A rosa que se afoga
e o meu pé que se molha
E eu que sou assim
um pouco de eu sem mim
O meu rosto desaparece
e minha escada que só desce
Eu que não sou assim
começo, meio e fim
Uma montanha cheia de mina
Ela que parece não ter vida
E eu que sou assim
falo mais não do que sim
Uma prisão sem fiança
a vida é dançar igual criança.
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
O RIO SEM MARGENS
O rio preto chega aos meus pés
sinto o frio de sua água
congelar meus desejos
É espesso sob meus pés, como um caldo do meus medos
e transpassa a minha força, sinto-me afogar
num rio escuro e distante de qualquer socorro
Esta difícil conciliar minhas ânsias
com minhas palavras
Saio correndo em buscas
de respostas erradas para você
e para mim uma simples correção
Saio correndo sem direção, o importante não está aqui,
ou em qualquer lugar onde eu esteja
Não há prédios altos para saltar ou para picar poesias
e não há respostas para você lá em cima
Do trampolim da morte fujo também
Minha vida me atrapalha,
meu cérebro me atrapalha
mas quero uma resposta, revolta
volto para casa,
encontro minhas origens mortas
E os cômodos da minha casa me incomodam,
e os vultos na minha janela, os vidros espelhando minhas perguntas,
não há ninguém, as cadeiras estão vazias
e há uma xícara de café ainda quente sobre a mesa, não há ninguém
para me ouvir. Os carros passam, seus sons invadem minha porta
A morte me pegou sem me levar
A insanidade me domina
o silêncio me faz lembrar
que estou vivo
Que eu respiro, sou ignorado e vencido
Como mais um corpo imerso no rio humano das ruas
andando sem respostas ou direções
Estou vivo... e não sei se diferente de estar morto
Se isso é realmente importante
O que eu faço com a vida?
Vendo-a em pedaços
como trufas estragadas
meu paladar me diz que
a minha carne morta está viva
E o cheiro me diz que eu transpiro... vivo!
Mas e daí? Milhões de pessoas estão vivas
e isso não ajuda. Não é um consolo. Apenas mercadoria
Afinal, todo ser humano é mão-de-obra vendável, negociável
a preço de bananas, cigarros, sapatos, farinha...
Banana?
Hoje tem feira
Trufa?
Quero uma de maracujá
meus desejos mostram vida
o prazer para acalmar
meu louco cérebro louco!
O rio preto chega aos meus pés
sinto o frio de sua água
congelar meus desejos
É espesso sob meus pés, como um caldo do meus medos
e transpassa a minha força, sinto-me afogar
num rio escuro e distante de qualquer socorro
Esta difícil conciliar minhas ânsias
com minhas palavras
Saio correndo em buscas
de respostas erradas para você
e para mim uma simples correção
Saio correndo sem direção, o importante não está aqui,
ou em qualquer lugar onde eu esteja
Não há prédios altos para saltar ou para picar poesias
e não há respostas para você lá em cima
Do trampolim da morte fujo também
Minha vida me atrapalha,
meu cérebro me atrapalha
mas quero uma resposta, revolta
volto para casa,
encontro minhas origens mortas
E os cômodos da minha casa me incomodam,
e os vultos na minha janela, os vidros espelhando minhas perguntas,
não há ninguém, as cadeiras estão vazias
e há uma xícara de café ainda quente sobre a mesa, não há ninguém
para me ouvir. Os carros passam, seus sons invadem minha porta
A morte me pegou sem me levar
A insanidade me domina
o silêncio me faz lembrar
que estou vivo
Que eu respiro, sou ignorado e vencido
Como mais um corpo imerso no rio humano das ruas
andando sem respostas ou direções
Estou vivo... e não sei se diferente de estar morto
Se isso é realmente importante
O que eu faço com a vida?
Vendo-a em pedaços
como trufas estragadas
meu paladar me diz que
a minha carne morta está viva
E o cheiro me diz que eu transpiro... vivo!
Mas e daí? Milhões de pessoas estão vivas
e isso não ajuda. Não é um consolo. Apenas mercadoria
Afinal, todo ser humano é mão-de-obra vendável, negociável
a preço de bananas, cigarros, sapatos, farinha...
Banana?
Hoje tem feira
Trufa?
Quero uma de maracujá
meus desejos mostram vida
o prazer para acalmar
meu louco cérebro louco!
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
RISADAS APAGADAS
Ache procurando
Almas perdidas
Almas desertas
Almas de lavouras
O mundo em minha mão esquerda
A batida do fim
A decisão foi tomada
Afogar em um mar de chuva
Risadas, sorrisos
para lavar a alma
Almas perdidas em desertos
O imaginável existe
A realidade vinda de uma ilusão
Mágicos magos criam um nova era
Desertas ruas, desertas almas
Há um povo escondido na sua inconsciência
Uma regra feita para oprimir
Uma nação de almas perdidas
Sem solução para seguir
Evolução da morte em estados diversos
Essa cara sem rosto
Esse cara sem face
O escuro esconde uma escola
formando conspiradores, destruidores
Sinta esse cheiro a sua volta
O seu alimento morto para você morrer
A morte é uma solução
Para um fim eloqüente
Risos, risos, risadas
Almas perdidas entre dentes
Almas desertas ...
Risos de sorrisos, risadas apagadas
Ache procurando
Almas perdidas
Almas desertas
Almas de lavouras
O mundo em minha mão esquerda
A batida do fim
A decisão foi tomada
Afogar em um mar de chuva
Risadas, sorrisos
para lavar a alma
Almas perdidas em desertos
O imaginável existe
A realidade vinda de uma ilusão
Mágicos magos criam um nova era
Desertas ruas, desertas almas
Há um povo escondido na sua inconsciência
Uma regra feita para oprimir
Uma nação de almas perdidas
Sem solução para seguir
Evolução da morte em estados diversos
Essa cara sem rosto
Esse cara sem face
O escuro esconde uma escola
formando conspiradores, destruidores
Sinta esse cheiro a sua volta
O seu alimento morto para você morrer
A morte é uma solução
Para um fim eloqüente
Risos, risos, risadas
Almas perdidas entre dentes
Almas desertas ...
Risos de sorrisos, risadas apagadas
domingo, fevereiro 01, 2004
ALMAS DEVASTAS
Quero fugir da minha vida
Essa respiração que me persegue
as coisas que me olham
pensamentos me devoram
Sigo na direção
do vazio da alma
Espero de mim
e de todos
uma atitude que não existe
Crio uma fantasia
para a marca de crédito
Junto minhas folhas
e jogo no lixo
Não há mais nada a ser feito
e tanto para se fazer
Crio novas linhas de pura inocência
que se transformam em revolta em um segundo
NÃO!!!
Fecho a cara, respondo
respiração automática
olhos pegando fogo
suas cinzas não me comovem
Grito baixo para mim
respostas rancorosas
respostas que começam com raiva
e terminam com !!!!!!!!!
Gritos e gritos
discussões
não e não!
Que raiva...
isso um dia passa?
Cadê minha fonte de alegria
nesses momentos?
Perdida entre paredes
Afogada em lágrimas
Meu rosto define
o que sinto nesses momentos
Veja-me... sinta minha
raiva pegar fogo
em almas devastas
Quero fugir da minha vida
Essa respiração que me persegue
as coisas que me olham
pensamentos me devoram
Sigo na direção
do vazio da alma
Espero de mim
e de todos
uma atitude que não existe
Crio uma fantasia
para a marca de crédito
Junto minhas folhas
e jogo no lixo
Não há mais nada a ser feito
e tanto para se fazer
Crio novas linhas de pura inocência
que se transformam em revolta em um segundo
NÃO!!!
Fecho a cara, respondo
respiração automática
olhos pegando fogo
suas cinzas não me comovem
Grito baixo para mim
respostas rancorosas
respostas que começam com raiva
e terminam com !!!!!!!!!
Gritos e gritos
discussões
não e não!
Que raiva...
isso um dia passa?
Cadê minha fonte de alegria
nesses momentos?
Perdida entre paredes
Afogada em lágrimas
Meu rosto define
o que sinto nesses momentos
Veja-me... sinta minha
raiva pegar fogo
em almas devastas