sexta-feira, setembro 24, 2004

VIDA TRÁGICA

Paredes me cercam
com toda força

A dor corre como um rio
e minha cabeça sente
o ódio do mundo

A cerca que constrói
a algema da vida
traz até você insegurança

Vamos para baixo
com o nosso rio de dor

Tentando entender
tentando ganhar respostas do céu
tentando o seu sorriso para mim

Assumo que tenho problemas
mas não com a carteira
tenho problemas com minha
louca consciência
que me pega em uma noite
resultado de um dia de lembranças

O que acontece??

Lembranças, lembranças
tornam-se meu pesadelo à noite
Quando essa água suja sairá do meu corpo?
Quando esse vomito preso na garganta
será jogado para fora?

Tantas coisas ruins
guardo agora comigo
Há tempos , há tempos
tento solucionar meus problemas
mas o tempo, há tempos
engana-me e
acaba com os disfarces, meus problemas
todos eles em mim

O que acontece?
O que acontecera?
Será que meus problemas
sempre apontaram para você?

Eu me pergunto:
Seria você a solução dos meu problemas
ou seria você a causa deles?

quinta-feira, setembro 16, 2004

EM UM MINUTO

Linhas de pensamentos
coroem meu cérebro
sigo em uma distancia
de dois corpos
muito espaço vazio
muitas perguntas pelo chão
Tudo que se quer esconder
está tão na cara
que ninguém consegue ver
Tantos candidatos
tanta sujeira
é mais uma questão de marketing
Pode-se vestir a mudança
mas nada muda
Todo dia a mesma roupa
sem mudança
Carros e carros
passam por mim
milhões de pessoas
por dia
passam por mim
alguém me vê?
aonde está você?
Há tanta distancia
mas fazemos os mesmos caminhos
somente um traço
quero um traço
para riscar tudo isso
lhe apagar da lembrança

terça-feira, setembro 07, 2004

CANTO

A TV num bar
mostra a realidade
para um bêbado
jogado num canto
num canto de uma cadeira

Toda a depressão
é colocada em um canto
por obrigação
ou porque é empurrado

A depressão dominada
em cantos urbanos
enjaulada, castrada
empurrando , empurrando

Dando atenção demais
a coisas que não tem importância

Um canto mundo
dentro de um bar
empurrado pela realidade
empurrado pela falta de sorte
empurrado porque foi esquecido
o vento empurra

Num canto triangulo
o vento bate e fica
não tem forças para voltar

A força que a bebida
faz cair em um canto

Canto escuro
cheio de preconceitos atirados
vivendo a gloria da corrupção
não querendo saber do próximo

Toda solução é mais fácil para você
o fogo arde dentro de um estomago
colidindo idéias dentro de um cérebro
a fome gira, gira dentro de um forno

O canto empurrado
o canto jogado
o canto de revolta
o canto da derrota

sábado, setembro 04, 2004

MULHER

Talvez Deus saiba
o que se passa na cabeça de
uma mulher

Há várias ao meu redor
Será que alguma me nota?

Todas passam por mim
apenas mais um...
passam por cima de mim
Talvez apenas nenhum

Quero seu amor
mas ao menos olhe em meus olhos
lembra de mim?

Será que meus rabisco
em um guardanapo
sentado em um bar
te impressionaria?

O amor sincero te impressiona?
Palavras verdadeiras escritas até no céu
lhe faria sorrir para mim?

Meu desgosto é
não ter sus olhos no meu

Posso não ser ninguém
para todas elas
Mas para você quero ser
o único que enche seu coração

Vou buscar seu amor pelo resto
de minha vida
Objetivo traçado...

Olhe para mim
veja em meus olhos
todas as lágrimas de amor que escorreram

Olhe para mim
leve-me ao seu coração
onde há todos os sim
e nenhum não

quarta-feira, setembro 01, 2004

PAPEL

Alguém fala
em um escuro silêncio
no seu buraco enterrado
ecos barulhentos
que ninguém escuta

Mas alguém continua a falar
pregando palavras no centro
de um povo
Ninguém escuta

Passam por esse alguém
empurrando preconceitos
de uma vida corrida
A atenção voltada para o stress
que o umbigo cria

Alguém não para de falar
O que é importante para você?
O que esse alguém tem que falar?

Quem quer dinheiro?

Não há mais alguém...
há caixas falantes
expressando coisas para interesse
alheio do próprio bolso!
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P.S.: Revolta de merda!