sábado, junho 26, 2004

TALVEZ O MUNDO

Uma primeira palavra
dita de bocas insanas
um grito de revolta
em busca de alguma revolução

Talvez tentando acabar com o mundo
Talvez tentando acabar com o meu mundo

Disputas que ocorrem em meu corpo
Buracos de bala espalhados
Vejo em meu corpo o sentido da guerra
marcas que arrastaram-se para sempre

Uma marca em especial
reina sobre corpos
um rastro no céu
com um tiro desperdiçado

O nada permanecera para sempre
em espaços vazios
em meu campo de batalha
em meu corpo

Talvez o mundo não tenha sentido
Talvez o meu mundo não tenha sentido

Maneiras da revolta explodir em mim
e meu corpo se espalhar
O cheiro podre envolve uma discussão
que se espalha no vazio

Meu sangue serve
para alimentar olhos que clamam pelo fim
Meu sangue e o nada
se misturam

Se espalham para o fim criar forças
e dominar o mundo
a morte será a solução
a revolta em forma de cruz

Talvez o mundo esteja pintado de vermelho
Talvez o meu mundo esteja pintado de vermelho

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