ELEMENTOS
Uma síndroma invade uma cidade
Árvores desmaiam
Rios em mares vermelhos se transformam
a ignorância domina a sua mente
As folhas caem dementes
como pensamentos hipócritas desfolhados
do frio da alma. não há ninguém que ouça
ou veja
ou fale.
estamos todos sós como folhas doentes.
Somos doentes dementes
caídos no chão como folhas mortas
com o coração riscado
no tronco da árvore
e a seiva ainda escorre do tronco
o canivete ainda perfura nosso vazio
abandonados a própria sorte
afundados numa cama azul e sem coberta.
Mente vazia,
durmo olhando para o branco de sua sombra
atrás das grades soltas de uma parede
e pela janela de tijolos
vejo o verde, aquela nossa árvore
Atrás das grades eu vejo tudo entrecortado
o azul do céu não me anima
mente vazia,
tempo ocioso, tempo ocioso
aquela árvore vai morrer um dia.
Tudo morre um dia,
o que é eterno é o tempo
o velho e bom tempo
Que morre em sentimentos
que cria novos desejos
Como um símbolo matemático infinito
tudo recomeça do principio.
Mas o tempo não é sempre razoável
ele faz os sentidos adormecerem
e acordarem num mesmo instante.
um novo desejo reanima as horas incessantes.
E a árvore morta ou não
sempre estará em nossas mentes, corações
um símbolo para a imagem
de ser ou não ser
razões, motivos, discussões
Sempre estará lá como motivo de acordar
todas as manhãs cinzentas ou azuis.
E mesmo distante de todas as coisas
a imagem verde ainda povoará os espaços
dos nossos pensamentos
Um dia após o outro
um cigarro após o outro
vou acabando com minha vida
Um fogo após o outro.
Um comentário:
Amei seus poemas !!!
também gosto de escrever poemas assim........
bjs......visita meu blog..
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